segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dicas para cultivar o que recebemos.



Amados irmãos e irmãs, vocês que participaram deste adorarte, viram, ouviram e experimentaram muitas situações absolutamente  novas para alguns, outros já haviam presenciado situações onde algo parecido ocorreu, uns foram completamente transformados, outros renovados, pode ser que alguns tenham sido apenas testemunhas do que ocorreu, sem necessariamente terem sido de alguma forma tocados. 

Imagino que na mente de alguns, principalmente daqueles que já experimentaram de alguma forma um renovo da parte de Deus, surjam alguns questionamentos: e agora, é possível manter esta chama acesa??? O que fazer??? Aguardar o próximo encontro para ser novamente renovado???  Como isto afeta meu dia a dia??? Para que tudo isto aconteceu??? Etc...

Esta manhã acordei com estas questões na mente, e fui levado a pensar sobre isto, e o que me ocorreu foi: o que aconteceu nestes dias foi semelhante a encontrar um novo amigo, para alguns e para outros o reencontro com um velho e saudoso amigo. Sim o Espírito Santo é uma pessoa viva, e como pessoa quer ser nosso amigo e relacionar-se conosco de forma profunda e duradoura, não de encontro em encontro, mas continuamente, da mesma forma quando encontramos um bom amigo nesta terra. A princípio há uma identificação e à medida que o tempo passa e o relacionamento se aprofunda vamos nos conhecendo melhor e nos afeiçoando  um ao outro, desenvolvemos um gosto comum pelas coisas, gostamos de gastar tempo juntos, em suma é muito bom andar com um verdadeiro amigo, e se por
alguma razão ficamos longe, a saudade aperta, sentimos falta de sua compainha.

Todo relacionamento que temos pode ser alimentado e fortalecido ou deixado de lado e acaba esfriando e ficando distante, até ser trocado por um novo relacionamento. O que mantém os relacionamentos firmes e significativos são as nossas atitudes para com nossos amigos, o tempo dedicado ao relacionamento, a atenção dispensada, a importância atribuída... enfim como dito no livro “ o pequeno príncipe “, “foi o tempo que você gastou com a sua rosa que a fez tão importante para você”!!!  Esta afirmação é profundamente verídica.  

Gostaria de deixar algumas dicas de como podemos cultivar este relacionamento com nosso amigo:

Antes de mais nada, é fundamental compreender que o Espírito Santo nos reveste de poder, com um propósito. Sermos testemunhas, uma testemunha é alguém que viu algo e portanto está apta a contar o que viu, “sereis minhas testemunhas” com poder!!! A manifestação espiritual sempre visa um fim proveitoso, qual seja nos capacitar ao projeto do Eterno. Portanto testemunhe, conte a sua história, como você vivia e como vive agora e quem operou isto em você.

Há milhares de anos as pessoas que desejam cultivar esta amizade com o Espírito Santo aplicam algumas práticas à suas vidas que auxiliam tremendamente este relacionamento, chamamos estas práticas de disciplinas espirituais, observe, o motivo de se colocar em uma disciplina espiritual é de me deixar ser transformado para melhor compreender o propósito de minha vida, nunca de tentar convencer a Deus de como sou aplicado e mereço seu favor!!! Qualquer das disciplinas abaixo tem a mesma finalidade, transformar a minha vida, mudar a minha mente, jamais mudar a mente de Deus!!! Descreverei brevemente algumas.

1- Oração: orar é conversar com Deus, obseve que eu disse conversar e não falar, numa conversa falamos e ouvimos, assim é orar, é um diálogo e não um monólogo, podemos fazer isto de diversas maneiras ao longo do dia, sozinhos em nosso quarto, enquanto andamos, quando nossa mente não está ocupada com outras tarefas, em grupos pequenos, em grupos grandes, falando em voz alta, apenas em pensamento, uma vez que o Espírito fez de nós sua habitação, estamos em sua presença o tempo todo. Uma ótima sugestão para iniciar na oração é orar com os salmos, recite-os na primeira pessoa, como se você os tivesse escrito...

2- Jejum: jejuar é basicamente abster-se de alimentos por um período para se dedicar à oração, afinar os ouvidos para melhor compreender a vontade de Deus. Ao jejuar, estou declarando que estou disposto a abrir mão de minhas necessidades físicas,principalmente a mim memso, para melhor ouvir ao Espírito de Deus, vou repetir não se trata de tentar convencer à Deus de nada, mas de me disciplinar para melhor conhecê-lo. Pode ser muito eficaz também abster-se de práticas que muito nos atraem por um período.

3- Solitude: retirar-se para estar à sós com Deus é de fundamental importância, ainda que façamos isto em meio às multidões, se conseguirmos sem ofendê-las... nosso mundo não suporta o silêncio, alguns de nós parece até ser alimentados por fiozinhos misteriosos que estão continuamente ligados em nossos ouvidos (rsrsrsrsr). Assim como  quando gostamos muito de ficarmos isolados com nossos amados,  assim o Espírito de Deus anseia estar conosco, lembro-me da célebre frase dos noivos, após todas as festividades, enfim sós...necessário lembrar que solitude não é solidão, o solitário é egoísta e tolo. Só desfrutará de forma legítima da solitude aquele que também desfruta da comunhão.

4- Comunhão:  comunhão de fato só se realiza por meio de Cristo, afinal é Sua presença em nós que nos faz ter algo em comum, digno de ser compartilhado, comunhão de verdade vai muito além de coleguismo, simpatia, idealismo, comunhão por meio de Cristo é Cristo partilhado entre os irmãos, nas mais diversas situações, comendo, bebendo, trabalhando, brincando, servindo, em tempos de tribulação, de alegria, na dor , na tristeza, na festa, na celebração enfim, em qualquer situação em que estejamos conscientes da Sua presença em nossas vidas, ali há comunhão. A comunhão legítima pressupõe que haja também solitude.

5- Confissão: confessar significa concordar com Deus, assumir minhas faltas e declará-las pessoalmente, o pecado sai de nossa vida pela boca. Há uma enorme diferença entre confessar meus pecados e contar os meus pecados, a confissão necessariamente traz consigo pesar e redunda em perdão, relatar pecados sem pesar é mera tagarelice e pode até ser um incentivo a que outros também pequem...além de não produzir qualquer benefício em quem fala. A confissão diretamente à Deus traz o perdão e purificação (IJo 1-9), se quisermos ser curados confessemos nossos pecados uns aos outros e oremos uns pelos outros, para sermos curados (Tg 5).

6- Meditação: meditar é aproximar nossos pensamentos da forma que Deus pensa, este é o objetivo, não se trata de nenhuma forma de algum tipo de esvaziamento mental em busca de alguma energia mística, a meditação Cristã, significa basicamente tomarmos uma porção das escrituras, memorizá-la e começar um processo de compreender com a ajuda de Deus o que Ele realmente está dizendo, até tornar aquele pensamento um pensamento meu, se você acha que não sabe meditar, lembre-se da última vez que alguém aprontou com você, por quanto tempo você meditou naquilo, até perdoar??? O assunto aqui é utilizar o motivo certo para meditar.

7- Contemplação: contemplar é parar tudo e admirar a beleza que contém, observar as coisas e seres pelo que são, não por seu valor comercial, admirar-se, espantar-se, extasiar-se com a beleza que está ao seu redor, Davi dizia: quando olho os céus e as estrelas que criaste... Jesus se referia constantemente à natureza em suas falas, tire seus olhos da correria, contemple a beleza da natureza, o sorriso dos bebes, a imponência de um belo animal, a sonoridade de uma boa música, o sabor de uma boa comida ou bebida, aprenda a enxergar o Criador por detrás de toda arte verdadeira, o mar, os céus, as estrelas, enfim a maravilha do amor de Deus expressa em todos os seus grandes feitos.

8- Submissão: submeter-se é considerar o interesse dos outros antes dos meus, é reconhecer  o valor e importância daqueles que me cercam, não tem nada à ver com subserviência, escravidão, é algo voluntário, uma disposição que nasce do interior, não imposta. Como disse Lutero, “o cristão é o mais livre de todos os senhore e não está sujeito a ninguém, o cristão é o mais humilde de todos os servo e está sujeito a todos os homens”, parece incoerente mas não é, à semelhança do Cristo, nos despimos de nossa liberdade em amor e nos colocamos à serviço de todos os homens.

9- Simplicidade: ser simples é ter um coração não dividido, a atenção do coração é dedicada a um só objeto de seu amor, não há disputas internas pela sua atenção, simplicidade é liberdade, multiplicidade escraviza, o simples está contente com aquilo que tem, não necessita de muitas coisas para se sentir satisfeito, seu foco em Cristo p livra de inúmeras decisões e conflitos desnecessários, sabe estar na presença de reis  e também de miseráveis, não fica disperso com as muitas atrações da feira das vaidades, assim o seu modo de vida é mais tranquilo e proveitoso, afinal quanto mais coisas se tem, mais se quer ter, e mais trabalho teremos para mantê-las.

10- Orientação espiritual: alguns chamam discipulado, outros mentoreamento, seja qual for o nome o fato é que nenhum de nós foi criado para ser independente e viver sozinho, mesmo o mais consagrado dos homens necessita de compartilhar a sua vida e ser animado, corrigido, ensinado, amado, aconselhado, terá seus momentos de angústia e dor e necessitará de ajuda externa, necessitamos nos cercar de pessoas que possam ajudar-nos nestas oras, que ombro a ombro nos levantem, necessitamos conferir a direção de nossa vida, a revelação que temos recebido, necessitamos de pessoas que nos ajudem a ler o mapa, não que façam a viagem em nosso lugar!!! Andar sem orientação espiritual pode nos levar a desvios desastrosos, lembre-se quem anda sozinho pode ir mais rápido, mas nem sempre vai mais longe...

11- Alegria: uma vida disciplinada espiritualmente, com a motivação correta, redundará em profunda alegria de viver, vida em abundância, com significado, propósito, a alegria é a força da vida, independe de circunstâncias e motivos exteriores, a segurança da companhia do Espírito Santo em sua caminhada é suficiente para alimentar a alma mesmo em meio aos mais intensos temporais, a alegria do Senhor é a nossa força!!!  

Meu propósito em escrever estas linhas é de animá-los  a uma prática de vida que poderá perpetuar a alegria destes dias, de forma alguma utilizemos estas práticas como um método para conhecer ou agradar à Deus, as disciplinas são para nossa vida, o acesso ao Senhor nos foi dado por meio do sangue do Cordeiro, não há nada que possamos fazer para merecer este acesso, a prática destas disciplinas, nos deixará mais aptos à guerra que temos a encarar em nossos dias, nos deixará mais atentos, apercebidos e sensíveis à direção do Espírito Santo.

Lembrem-se contem aos seus mais próximos o que Deus realizou dentro de vocês, a transformação ocorrida, sobretudo contem isto através de suas novas obras, foi para isto que Senhor te abençoou nestes dias.


Paz!!!

domingo, 27 de abril de 2014

Palavra não foi feita para dividir ninguém



Palavra não foi feita para dividir ninguém
Palavra é uma ponte onde o amor vai e vem...


Palavra não foi feita para dominar
Destino da palavra é dialogar
Palavra não foi feita para opressão
Destino da palavra é a união.


Palavra não foi feita para vaidade
Destino da palavra é eternidade
Palavra não foi feita prá cair no chão
Destino da palavra é o coração


Palavra não foi feita para semear
A dúvida, a tristeza e o mal estar
Destino da palavra é a construção
De um mundo mais feliz e mais irmão.

Dia destes conversava com um irmão sobre situações da vida e conflitos entre pessoas e na conversa por várias vezes o mesmo utilizava o argumento; porque isto não está na Palavra, eu sou pela Palavra, se não for pela Palavra (referindo-se à Bíblia) e outras afirmações semelhantes, que eu mesmo já me utilizei inúmeras vezes, quando queria fazer valer a minha visão sobre os fatos ocorridos em minha vida, ou na vida de outros. 

Após a conversa, saí de carro e enquanto dirigia, veio-me à lembrança esta música acima, que se não me engano ouvira uma única vez em uma formatura a mais de trinta anos, a simplicidade dos versos e a utilidade das palavras me marcaram tão profundamente, que até hoje me lembro delas... pena que no correr dos anos, muitas e muitas vezes utilizei as palavras exatamente da forma que os versos acima dizem para não usar...

Bem disse Tiago em sua epístola, a língua é um pequeno órgão que se gaba de grandes feitos... ela tem poder de trazer vida e também de trazer morte, é preciso utilizá-la com sabedoria.

Voltando aos meus pensamentos naquela tarde, me encontrei falando comigo mesmo, às vezes faço isto, e até gesticulo e mudo expressões faciais, como se estivesse em um diálogo acalorado... e senti em meu íntimo o quanto temos nos utilizado de palavras, e pior da Palavra de Deus, de forma equivocada, buscando argumentos e armas de ataque e de defesa, protegendo-nos de inimigos irreais e atacando pessoas que poderiam ser nossos aliados verdadeiros em nossas aflições e lutas diárias.

Quantas vezes eu já me peguei utilizando o argumento da “Verdade” com interesses e intenções não verdadeiras, hoje pergunto, será que um argumento verdadeiro, utilizado com uma intenção contrária à verdade, continua sendo verdade??? Ou na sua essência já se tornou uma mentira travestida de verdade para me beneficiar???  Quem peca mais contra a verdade: aquele que fragilizado pela sua posição de inferioridade no confronto diz algo que não corresponde à realidade, ou aquele que se vale de sua maior força para obter uma resposta que só interessa à ele mesmo e que prejudica o outro ou aqueles a quem ele ama???

Se o autor ou autora dos versos tem razão no que afirma, quanto temos perdido em nossas vidas utilizando-nos da palavra e da Palavra com os propósitos equivocados??? Semeando contendas, ciúmes, facções, indignação, separando amigos, exaltando as diferenças, bajulações, falsidades, etc...
Paulo o apóstolo disse:

Colossenses

4.6   A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um. 

Efésios

4.29   Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.

Gálatas
5.15   Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.

No livro de provérbios há mais de cem referências ao uso da língua, faríamos bem em estudarmos sobre isto.

Enfim, há tantas maneiras positivas e afirmativas pelas quais utilizar a palavra, porque insistimos em utilizá-las para prevalecer sobre os outros, para nos justificarmos, para mantermos acesa as discussões inúteis, quão mais proveitoso seria utilizarmos as palavras para reconciliação, perdão, fé, reconhecer nossos próprios erros, falar a verdade em amor, afirmar a verdade, Cristo, e não as nossas interpretações dos fatos... se tivermos o cuidado de utilizar as nossas palavras com sabedoria e graça, certamente inúmeros conflitos serão evitados, afinal, se não há maldizente, cessa a contenda. Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo, dizia Salomão.

Nossos lábios necessitam ser tocados pelas brasas do altar, para que sejam purificados e sejamos sábios ao utilizá-los.

Afinal palavra não foi feita para dividir ninguém...

terça-feira, 22 de abril de 2014

A certeza tem feito os homens loucos ou tolos...


A certeza tem feito os homens loucos ou tolos. Ela destrói os seus corações e eles passam a agir como feras.
Esta frase está logo no início do filme “a conspiração dos lobos” , a frase por si só me despertou a imaginação e o desenrolar do filme explicou o que o autor queria dizer.
Deixando de lado o filme, podemos observar no nosso dia a dia a exatidão desta frase, basta nos lembrarmos das infindáveis discussões dos “sábios” que tem certeza de todas as suas afirmações, normalmente se postam no alto de sua arrogância e desdenham de todos os demais, do  alto se suas certezas ditadores tem oprimido multidões mundo afora, líderes religiosos tem manipulado e destruído incontáveis vidas, cientistas fazem afirmações polêmicas e inovadoras que se tornam absolutas, até que outro venha e o desminta, patriarcas e matriarcas oprimem sua descendência querendo impor suas vontades às gerações futuras,  determinado seus relacionamentos, carreiras, vocações,  afinal quem melhor do que eles para determinar o futuro de seus descendentes???  
A certeza parece trazer consigo uma necessidade impositiva de dominar, sujeitar, oprimir. Afinal num mundo de tantas incertezas, quem tem alguma certeza deve ter seus privilégios.
Em nome da certeza se mata e se morre, travam-se batalhas, constroem-se barreiras e muros sem fim, pois se estou certo, alguém estará errado e tentará me demover de minha certeza. Preciso proteger a minha certeza e nada melhor que uma cerca e uma política intensiva de exclusão e de convencimento, ainda que pela força para manter a minha certeza. Afim de defender suas certezas os homens passam a agir como feras, mostram-se impiedosos, o que de pior existe em seu interior é demonstrado quando se sentem questionados, ameaçados.
A certeza tem adeptos e desafetos, e faz o seu marketing para conquistar novos simpatizantes, cuidado com suas ciladas.
A certeza inibe a busca, impede a curiosidade, destrói a criatividade, sufoca a alma, paralisa o crescimento, gera seguidores cegos, sem crítica, sem vida, deixa a vida apenas em tons sombrios descartando as cores vivas das novas descobertas... destrói assim o coração dos que a detem.
Uma afirmação que me veio à lembrança é de Paulo, o apóstolo, em sua carta aos coríntios: “o saber ensoberbece, o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, ainda não aprendeu como convém saber”... ICo 8: 3,4. Quão diferente da arrogância dos que “sabem”, é a humildade dos que amam, os resultados de sua ações são diametralmente opostos, e não poderia ser diferente. O amor edifica, constrói, acrescenta, aperfeiçoa, embeleza, deixa as situações mais leves, exala o bom perfume de Cristo. Aliás foram os homens que tinham muitas certezas e respostas para tudo que o crucificaram...
Nossa própria vida neste mundo é absolutamente imprevisível, quem pode afirmar com certeza que estará aqui daqui a alguns instantes... nosso planeta move-se pelo espaço em uma velocidade enorme, a crosta terrestre poderia ser comparada  casca de um ovo,  cheia de trincas  e o interior da terra é composto de elementos em altíssima temperatura... certeza???  de quê???
Despertemos de nossa ilusão, a única certeza absoluta que temos nesta vida é que ela um dia acabará, de que nos adianta tantas confusões e pressões para fazer prevalecer  nossas “certezas”??? 
Fomos chamados a uma vida de fé, de aventura e incertezas, a única certeza nesta vida de fé é de que aquele que nos chamou é fiel e cumprirá todo seu propósito em nossas vidas, até o dia de Cristo, nisto podemos estar absolutamente certos e descansarmos em Seu amor e cuidado.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Bem e mal x vida.


Bem e mal x vida.

Em uma conversa com uma irmã veio-me um argumento para o qual ainda não havia atentado, conhecemos bem o relato do Gênesis 3, quando Deus dá a ordem ao homem que não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal e das consequências da desobediência a esta ordem...

Desnecessário rever o assunto, contudo em meio à conversa, atentei para o fato de que ainda hoje, a cada momento nos é dada esta escolha, comer da árvore da vida, ou comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. 

Normalmente temos andado a comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, e até nos orgulhamos disto, afinal conhecemos o que é certo e o que é errado, e à princípio, acreditamos estar fazendo o que é certo, acontece que conhecer o bem e o mal é decorrência da desobediência e portanto é conhecimento contra Deus. Na verdade todo o conhecimento do bem e do mal é conhecimento contra Deus, o projeto inicial era que comêssemos da árvore da vida e tudo o que necessitássemos viria daí, a vida preencheria todas as nossas lacunas e nos daria plenitude, afinal a vida é o próprio Deus, sendo Deus pleno, seríamos também plenos. Afinal o homem é o que ele come, como diz o ditado...

O Cristo disse “quem de mim se alimenta por mim viverá “ Jo 6;57, cabe-nos uma decisão diária, nos alimentaremos do conhecimento do bem e do mal, ou da Vida? Nossas decisões serão baseadas no conhecimento do bem e do mal, ou do nosso relacionamento com a vida??? Continuaremos a caminhar por tentativa e erro, ou ouviremos a voz do bom pastor??? Nossa vocação e profissão serão escolhidas pela possibilidade de ganhos e projeção social, ou pelo conhecimento de nosso chamamento??? 

Bem e mal, certo e errado, lucros e perdas, vantagens e desvantagens, prós e contras, bom e ruim, cara ou coroa, custos e benefícios etc... são todos variações de um mesmo tema, o homem buscando meios de seguir sua vida de forma independente de Deus, traçar o seu caminho sem necessitar depender de alguém além de si mesmo.

Em outra ocasião conversando com outro irmão acerca de decisões na vida profissional, levantávamos várias suposições até que me dei conta de que na verdade tínhamos duas vertentes a seguir, uma, levantar todas as variáveis que conhecíamos e fazer uma decisão administrativa, baseados em nosso conhecimento e experiência (bem e mal), outra, ouvir a voz do bom pastor e seguir em frente, ainda que fosse a alternativa menos provável aos nossos olhos... como Administrador de empresas, fui treinado a fazer análises de valor comparativo e confesso, acho melhor fazer assim do que lançar uma moeda e decidir na sorte. Contudo a proposta do Senhor não é uma nem outra, a proposta dEle é que nos alimentemos dEle e assim viveremos, à partir dEle. É, para isto será necessário uma completa reeducação, pois afinal de contas  estamos muito mal acostumados a agirmos com base na escolha de Adão.

Fica uma pergunta prática, como podemos hoje nos alimentar de Cristo??? Como em meio a tantas vozes (inclusive falando em Seu nome), ouvirmos a voz de Cristo???

sexta-feira, 14 de março de 2014

A maneira que você vive revela como você vê a Deus.

A maneira que você vive revela como você vê a Deus.

Mateus
25.15   A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.
25.16   O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.
25.20   Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
25.22   E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
25.24   Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,
25.25   receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
25.28   Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.

Embora a história seja acerca de talentos e aplicações o assunto principal aqui abordado é a forma como vemos, e nos relacionamos com Deus.

Os dois primeiros servos viram a oportunidade que lhes foi dada e se dispuseram a multiplicar os talentos que lhes foram confiados, observem que o Senhor lhes deu na medida em que sabia que cada um era capaz de cuidar, cinco, dois e um talento.

No relato não se percebe nenhum tipo de cobrança ou recomendação específica sobre a utilização do talento, nem da remuneração esperada.

O que fez toda a diferença no resultado? A forma que cada um via seu Senhor, os dois primeiros viram a oportunidade e a confiança deposita neles e se dispuseram a multiplicar os talentos, viam seu Senhor como alguém bom e justo. O terceiro tinha uma visão de que seu Senhor era severo e injusto e agiu por medo, enterrando o talento.

Este é o ponto central desta história, como vemos nosso Senhor??? As nossas ações e reações demonstrarão claramente isto. Um relacionamento estabelecido sobre receios e medos certamente não produzirá bons frutos. 

Vemos a Deus como alguém essencialmente bom ou como um Senhor severo e injusto??? A resposta a esta pergunta determinará toda a nossa conduta na vida. e a maneira que conduzirmos nossa vida revelará exatamente o que cremos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Por que as cigarras trocam seu esqueleto ?

Por que as cigarras trocam seu esqueleto ?









Certamente você já encontrou uma " casca com formato de cigarra " em algum jardim.


O que significa isso ?


A muda ou ecdise é o processo pelo qual os artrópodes trocam o esqueleto externo, que não cresce com eles.
o exoesqueleto duro é responsável pela proteção interna dos insetos. Mas, se por um lado o exoesqueleto protege o animal, ele também limita o crescimento. O inseto cresce, a "carapaça", porém, fica igual. O inseto começa a se sentir preso na carapaça e seu próprio corpo, inchado, acaba rompendo o exoesqueleto.
Durante a época da muda, o animal torna-se particularmente vulnerável ao ataque dos predadores, por dois motivos:


1) A carapaça mole não representa barreira mecânica eficaz,


2) Os músculos perdem a sua inserção resistente, e o animal move-se lentamente e por curtas distâncias. No caso particular dos artrópodos terrestres, há uma agravante: a carapaça recém-formada não é tão eficaz para dificultar a evaporação, e os animais estão sujeitos à desidratação.


Meditando em algo que ouvi ontem acerca de jovens que deixaram o caminho no qual foram criados e se entregaram a este mundo, lembrei-me desta imagem e de sua aplicação em nossas vidas.

Imaginemos que o esqueleto sejam as "doutrinas" (verdades) que sustentam a nossa fé e vida piedosa, elas tem a mesma função que um esqueleto, dar suporte, estabilidade, firmeza, proteção etc... e como o esqueleto, podem ser um endoesqueleto (como o dos seres humanos) que cresce junto com o ser e lhe confere toda a sustentação necessária, ou podem ser um exoesqueleto (como o dos artrópodes) que em determinado momento ficam por demais apertados e acabam sendo deixados de lado para que a vida possa continuar, com todos os riscos envolvidos...

Quando as estruturas de nossa vida são determinadas de fora para dentro, de forma que temos de ser contidos por uma estrutura previamente concebida e que não acompanha o nosso crescimento normal, cheia de dogmas, regras temporais, comportamentos aceitáveis, focada nos comportamentos e não nos valores e na vida de Cristo em nós, certamente chegará o momento em que esta capa, que por certo tempo nos pareceu tão apropriada e segura, tornar-se-á uma redoma sufocante que não permitirá o nosso desenvolvimento e invariavelmente levará à rebelião ou à hipocrisia, duas formas de auto destruição certa.

Como seres humanos que somos, fomos desenhados de forma a que nossa estrutura interna se desenvolva de forma harmônica com todo nosso ser, a origem de nossas ações e o motivo para elas foram planejados para serem interiores, a partir de um coração regenerado, transformado, e nunca a partir de  uma "cultura cristã" reinante, muitas vezes imposta apenas para dar satisfações à sociedade "evangélica" da qual participamos.

Nossos filhos naturais e espirituais, nos foram dados para que lhes mostremos a realidade do Cristo reinando em nossas vidas a partir de nossos corações e inundando todo o nosso ser, jamais para serem enquadrados em nossas tradições religiosas, preconceitos e "modo certo" de fazer as coisas.

A realidade do Cristo em nós é infinitamente superior a qualquer manual de boas práticas, e totalmente libertadora de toda e qualquer opressão.

Conheçamos e prossigamos em conhecer esta bendita realidade, Cristo em nós, a esperança da glória.

Provavelmente a única maneira de resgatarmos estes que estão nesta fase de "muda" de exoesqueleto, é nos libertando de nosso próprio exoesqueleto, tornando-nos também sensíveis a eles e dependendo do nosso endo esqueleto ( o homem interior), deixando assim o bom perfume de Cristo transbordar de nossas vidas.




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Reflexões sobre o casamento VIII

Finalizando esta lista de reflexões...

67- Estar unidos é estar alertas.
68- União é como o vigia, a sentinela, como a mãe de uma criança doente, como o guarda de Israel.
69- Ninguém tire o sol do outro.
70- Viver sem sol, um dia, dois dias, muitos dias, é terrível.
71- Casamento é adoração. Não adoração um do outro.
72- Casamento tem necessidade de fé. Como, estão aí dois e não existe um terceiro entre eles?
73- Como, aí estão dois e não desejam alguma cousa que a eles ama, que eles amam?
74- Casamento não é aliança para construir fortuna.
75- Casamento é pôr-se no lar em ambiente bom, fidalgo, nobre, bonito, alegre, livre da escravidão do que é pequeno, mesquinho, livre do egoísmo e do mal.

Frases traduzidas do alemão (texto de 26/03/1951) por Henrique Gustavo Bucher e presenteadas  a Dag e Márcia na ocasião de seu casamento (22/04/1989)       

OFENCE X DEFENCE

OFENCE X DEFENCE Tempos atrás um irmão que foi à Inglaterra se apercebeu do significado das palavras "ofence" (o...