quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Encontrando sua Missão










O texto abaixo é tradução de uma matéria publicada na revista on-line And Sons, publicada mensalmente pelo John Eldredge e seus filhos (edição de 5/ago/14).


Encontrando sua Missão
And Sons Magazine
Edição: 05August de 2014
Categoria: Envolver-se
Autor:  John Eldredge

"O lugar para onde Deus te chama é o lugar onde a sua profunda alegria se encontra com a profunda fome do mundo."
Frederick Buechner

No momento em que atingimos a idade adulta nós provavelmente já ouvimos um caminhão de coisas sobre seguir nossos sonhos e "descobrir a vontade de Deus para nossas vidas." O tema fica requentado em cada discurso de formatura. Tem sido um tema da Oprah por anos. Mesmo o bom e velho Dr. Seuss escreveu um livro sobre isso chamado “Oh os Lugares Você Irá”:

Você tem cérebro em sua cabeça.
Você tem os pés em seus sapatos.
Você pode dirigir-se
Para qualquer direção que você escolher.
Você está por conta própria. E você sabe o que você sabe.
E você é o cara que vai decidir para onde ir.

Material inebriante e emocionante para um aluno do primeiro ano. Mas a promessa parece muito pequena quando nos deparamos com a "vida real". Pagar as contas tem uma maneira especial de jogar água fria em nossos sonhos. Buechner estava certo? Existe realmente um lugar para nós, onde nossa profunda alegria e a profunda fome do mundo se encontram? Onde é que um cara começa, ou volta ao caminho de encontrá-lo depois de alguns anos perdidos na floresta?

Permitam-me uma história ...

No momento em que eu me casei - na idade de vinte e três - eu estava perseguindo meus sonhos e dirigia uma companhia de teatro. Claro, era apenas um teatro da comunidade, mas amávamos aquilo. Eu estava vivendo uma paixão que eu tinha desde o ensino médio, e naquela época, eu teria dito que era o que eu queria fazer para o resto da minha vida. Era preciso trabalhar em outros dois empregos em tempo parcial a fim de perseguir esse sonho, mas eu não me importei. Valeu a pena.

Em torno da idade de vinte e oito anos, eu percebi que a minha paixão pelo teatro foi alimentada por um desejo mais profundo de ter um impacto sobre o mundo. Levar uma mensagem, mudar o futuro. Descobri que eu era realmente mais apaixonado por reforma social e justiça. Então eu deixei o teatro e conseguiu um emprego em um movimento de ação social. Eu fiz discursos, escrevi artigos de opinião, participei de protestos. Aqueles foram dias emocionantes – sentíamos que iriamos mudar o mundo.

Com cerca de trinta e quatro anos, cheguei à conclusão de que se alguma mudança duradoura iria ter lugar neste planeta sofredor, ela primeiro tinha que acontecer no coração do homem. A muito tempo tenho sido fascinado pela alma (a fim de ser um ator efetivo ou diretor, você tem que conhecer a vida interior dos seres humanos), e o que eu realmente queria fazer era curar a vida das pessoas. Então me desloquei do macro para o micro. Voltei para a escola de pós-graduação por noites e fins de semana, e obtive um diploma em aconselhamento.

Agora, aos cinquenta e quatro, eu sou um escritor.

A minha formação como conselheiro enriquece profundamente a minha escrita. Minha experiência em teatro certamente desempenha um papel importante em minha fala e escrita. Ambos abastecem minha paixão pela mudança, ajudando a trazer o Reino de Deus para os reinos da terra, que é a maior reforma social que pode existir. Eu não poderia ter visto como tudo poderia se encaixar quando eu tinha vinte e oito ou trinta e quatro anos, mas agora vejo - nenhum desses primeiros anos foram desperdiçados. Este é um pensamento muito esperançoso. Nada é desperdiçado.

Não tente descobrir o que você deve fazer para o resto de sua vida. Isso é paralisante. Você vai descobrir que é muito mais útil explorar essas duas perguntas:

Qual é a sua "alegria profunda", a profunda paixão de sua alma?

E, o que você deve fazer a seguir, a fim de mover-se em direção a ela?

Comece com a alegria profunda. Pergunte a si mesmo, quais são as minhas paixões? Que tipo de livros você lê? Quais são seus filmes favoritos? Com que você fica muito irritado? Quem tem o emprego dos seus sonhos? Procure por um tema. Nomeie a "profunda fome" e coloque-a em palavras.

E lembre-se, existe o "mítico" e o "específico." Você pode pensar que sua fome profunda está em trabalhar para um centro de retiros, quando, na verdade, sua paixão é por crescimento espiritual na vida das pessoas. Trabalhar no centro é apenas a aplicação específica que você pode ver agora. Ou você pode nomear a sua paixão como luta contra o tráfico de pessoas, quando na verdade isso é apenas o que despertou a sua paixão para o sofrimento humano, ou mesmo pela lei.

A razão pela qual isso é útil é porque as aplicações podem mudar e se você acha que um trabalho específico é o seu sonho, você vai perder o coração. A fome é grande. É mítica. A aplicação é simplesmente a oportunidade de vivê-la neste momento em sua vida, como a minha viagem do teatro para reforma, para aconselhamento, e para escrever.

O segundo passo desce para detalhes: o que eu devo fazer a seguir? "Próximo" é muito mais fácil de descobrir que "para o resto da minha vida." Seus sonhos vão crescer e se desenvolver ao longo do tempo. Mais importante, você vai crescer e se desenvolver ao longo do tempo. Então, permita-se tentar coisas. Você não tem que determinar todo o curso de sua vida. Você começa a fazer algo muito mais emocionante: você começa a andar com Deus. Explorar coisas. Crescer como pessoa.

Você também vai descobrir que é útil se perguntar, o que está no caminho em direção aos meus sonhos e desejos? É o medo? Encontrar segurança em um trabalho que você odeia? Que nenhuma portas parecem estar se abrindo? Surgiu alguma decepção? O tema perseguir sonhos de alguma maneira abre questões mais profundas em nossos corações - questões como dúvida, ou medo, ou cinismo. Esse material é ouro. É aí que você está perdendo o coração, e, portanto, é onde você quer cuidar da sua alma e convidar a presença amorosa de Deus, pois ele está muito mais preocupado com o estado do seu coração do que com a procura de emprego amanhã.

Voltando para, o que deveria fazer a seguir? A pergunta mais importante é: como soa sua conversa com Deus quando se trata de encontrar o seu lugar no mundo? Você está perguntando? Ouvindo? Buscando? Ou você está apenas tentando descobrir isso por conta própria?

Vou deixá-lo com um pequeno segredo: Deus nunca nos dá o Plano Diretor de nossas vidas. A simples razão é que nós iríamos correr com ele. Nós decolaríamos com o plano em nossas mãos e deixaríamos Deus para trás. Assim, Ele permite mistério, reveses e obstáculos para que possamos busca-Lo.

Ele tem um lugar para você. Ele sabe qual o próximo passo. Reserve algum tempo para perguntar-Lhe o que é. Nem uma hora, nem um dia, mas várias semanas ou mesmo meses. Ande com Ele. Só a experiência já vai valer a pena. Então, muitas vezes pensamos que é a clareza de que precisamos, quando na verdade a nossa mais profunda dor é pela intimidade com Deus.

Um homem precisa de uma missão. Essa missão pode ou não ser o seu trabalho, mas se você encontrar a sua paixão, então você realmente não se importará se é um trabalho ou não, você simplesmente amará ser capaz de persegui-la. E "ela" está lá fora, e "ela" está em todos nós.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Arrependimento




Arrependimento

Mudança de atitude, de mente, de entendimento. Metanoia.

Mudar em relação ao que? Ao entendimento de que o posso viver a vida como entendo, e não como Deus quer. O arrependimento diz respeito a uma vida independente de Deus, e é isto que causa todas as demais coisas erradas em nossa vida.

De nada adianta esmurrar o próprio corpo em busca de transformações na vida sem havermos desitido de nossa independência, ideias brilhantes, valores, legados de gerações anteriores, etc... não encontraremos nem força, nem razão para as inúmeras mudanças requeridas pelo Reino de Deus.

Uma ideia perigosa de nossos dias e muito em voga é a de que podemos estar no reino de Deus e continuarmos com o nosso velho padrão de pensamento. Não , não é possível seguir o Rei e continuarmos pensando da mesma forma como antes de conhecê-lo. Isto é tentar servir a dois senhores, aí está uma razão para tantas dificuldades que encontramos em mudar hábitos arraigados, padrões de pensamento, condutas e etc... a famosa e triste frase “não alcancei isto ainda” deveria ser dita assim: ainda não desisti de minha independência a ponto de conseguir obedecer a este mandamento, falta-me arrependimento.

Quando Jesus iniciou sua pregação , ele dizia “arrependei-vos, pois é chegado o reino de Deus”, o reino de Deus está próximo, o reino de Deus está em vós e estará entre vós... para aquelas pessoas o reino era representado pelos escribas e sacerdotes, o clero dominante que determinava o que agradava a Deus e o que não o agradava. Somente os sacerdotes tinham acesso a Deus e em ocasiões específicas, isto era para pouquíssimos.

Jesus vem dizendo eu sou o rei, a vida eterna é que conheçam ao Pai e aquele a quem ele enviou, meu jugo é suave e meu fardo é leve, em outras palavras, andem comigo e acertem o alvo. O reino será vivido pela presença de meu espírito em vocês. É algo totalmente revolucionário e determina o fim de uma maneira de pensar e estabelece os fundamentos do reino, o que vocês aprenderam até aqui não serve, ouçam o que vos digo, arrependam-se (mudem seu pensamento) e viverão.

O arrependimento de nossa independência de Deus é a maneira de entrar pela porta do reino, sem ele é impossível compreender e viver o reino, o reino se torna inacessível, inviável.
Arrepender-se é necessário, porque é possível, é viável, uma vez conhecida a boa nova, ela gera fé em nosso coração e nos leva ao arrependimento, nos habilitando a viver uma nova vida, tudo se faz novo. Nada disto pode acontecer sem uma nova maneira de pensar.

Após esta mudança de mente, os valores mudam, e tornamo-nos aptos a ver a necessidade de transformação em nossa conduta, não é mais o que nos dizem e o que pensamos que determinam nossa vida, mas o que Deus pensa, isto é o que importa. O que o Pai diz acerca de minha maneira de ser? A forma como gasto meu tempo, o dinheiro? As roupas que uso? As liberdades que tenho? Meu relacionamento com familiares e todos os outros? Como me porto diante de autoridades, nos negócios, no laser? De minha forma de reagir às circunstâncias boas  e ruins que me acontecem? Etc, etc...

Na verdade se não abandonarmos a nossa independência original, viveremos numa contínua luta em nosso íntimo, tendo de fazer infinitas decisões difíceis a cada dia, decisões que não seriam necessárias se já tivéssemos nos entregado por completo ao Rei.

Mas quem vai definir o que fazemos ou deixamos de fazer? As autoridades eclesiásticas? Os dogmas da tradição de nossa congregação? A consciência alheia? Eu mesmo? Não, quem definirá todas estas coisas, é o próprio espírito de Deus que foi outorgado àqueles que já se renderam a ele, ele fará isto de muitas maneiras diferentes, sempre em sintonia com a palavra de Deus.

Observe que o arrependimento não é algo que ocorre de fora para dentro, mas de dentro para fora, há um primeiro estímulo externo que é a chegada da boa nova à nós, gerando fé e a fé me faz ver a necessidade de arrependimento (mudança).
Uma vez entendido isto, a compreensão dos demais requerimentos do reino será muito mais simples, e sua aplicação não demandará grandes doses de confronto e convencimento.

“Aquele a quem a palavra eterna fala, fica livre de suas muitas opiniões”. (Thomas à Kempis)
Observando de perto argumentos que frequentemente ouvimos, podemos perceber que a essência do problema é: quem manda aqui? Eu ou Deus?

Arrepender-se então é a forma de entrar em harmonia com Deus, jamais podemos nos esquecer que é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento, e que é Deus quem efetua em nós o querer e o realizar segundo a sua vontade. Senão começaremos a nos vangloriar de nossa capacidade de arrependimento, ou tentaremos impor a outros o arrependimento. O arrependimento de fato só será possível pela chegada da palavra de Deus à nós e ao convencimento pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo.

Uma vida digna de arrependimento só será vivida à partir da habitação de Cristo em nós, e não por nossos esforços pessoais, mas pela ação dele em nosso interior.

Pense nisto:” você é o que você pensa, não o que você pensa que é”. Esta é a razão pela qual, se não mudarmos a nossa maneira de pensar (arrependimento), jamais poderemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm12;2).

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A busca por segurança

Recebí o link de um blog em inglês e decidi traduzir, pois achei o conteúdo muito interessante. Embora não faça citação explícita da Bíblia, demonstra a real necessidade humana.



A busca por segurança
Escrito por Joshua Becker
Traduzido por Dag

É próprio da natureza humana necessitar e desejar segurança.

Nós temos procurado por ela em todos os lugares errados.

Um senso de segurança pode vir de bens materiais ou de relacionamentos que nos dão apoio. De fato, pesquisas apontam que as pessoas que não se sentem amadas e aceitas por outras tendem a enfatizar as possessões materiais.

Margaret Clark, uma mestra de psicologia em Yale, descreveu isto desta forma:

Humanos são criaturas sociais com vulnerabilidades. Relacionamentos próximos proveem proteção. Por exemplo, bebes não sobrevivem sem outras pessoas. Mas as possessões materiais também oferecem proteção e segurança. Humanos necessitam de comida, vestimentas e teto (moradia) para sobreviver. É necessário um mix de coisas para fazê-lo sentir-se seguro. Mas se você supervalorizar uma fonte de segurança, as pessoas vão considerar menos as outras.

Esta descoberta foi baseada em dois projetos de pesquisa únicos que ela e seus colegas conduziram e publicaram em março de 2011 no “The Journal of Experimental Social Psicology”. A pesquisa conclui dos estudos que aqueles que não se sentem internamente seguros nos seus relacionamentos pessoais, sempre irão colocar maior valor em posses materiais.

Esta é um realidade importante para cada um de nós considerarmos e entendermos.

Aqueles que encontram apoio em relacionamentos pessoais próximos, não colocam muito valor em bens materiais.

Em nossa sociedade, muitos de nós creem que segurança pode ser adequadamente encontrada na acumulação pessoal de posses materiais. Bem, há um grau de verdade nesta afirmação. Certamente , comida, vestimentas e teto, são essenciais à sobrevivência. Mas a lista de possessões que realmente necessitamos para sobreviver é mínima.

Nós temos confundido necessidades com desejos e segurança com luxo.

Como resultado, muitos de nós possuímos e colecionamos grandes pilhas de estoque de bens materiais em nome da segurança ou da felicidade. Nós trabalhamos longas horas para obtê-los. Nós construímos casas maiores para guardá-los. E gastamos mais energia mantendo-os.

 O fardo da acumulação e da manutenção, vai se tornando devagar o foco principal de nossas vidas. 
Nós gastamos nosso tempo e energia buscando coisas que são de natureza física. Nós sonhamos com um futuro que inclui salários mais altos e casa maiores. Nós tramamos e planejamos para adquiri-las. Nós vamos longe para cuidar delas e ficamos com ciúmes quando alguém tem mais coisas do que nós. Buscamos segurança na acumulação de dinheiro e de aquisições materiais.

Mas a segurança encontrada nas posses é frágil e passageira na melhor das hipóteses. Em nosso ocupado, frenético, mundo do corre- corre, somos deixados com muito pouco tempo ou oportunidades para desenvolver relacionamentos interpessoais profundos. Estamos muito distraídos construindo nosso próprio reino pessoal.

A pesquisa (e provavelmente nossos próprios corações) argumentam contra este pensamento. Nos chamam para lembrarmos a importância das coisas que não podem ser vistas a olhos nus ou adquiridas com dinheiro; amor, amizade, esperança, integridade, confiança, compaixão. Estas são as coisas que trazem substância, plenitude, e alegria duradoura a nossas vidas. Estes são os atributos que trazem segurança durável.

Possamos nós buscar e desejar estas coisas. E assim prover um fundamento de segurança durável para nossas vidas por meio delas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Como é ser filho de Deus? Como acontece na prática essa realidade?

Como é ser filho de Deus?
Como acontece na prática essa realidade?

As escrituras sagradas permeada pelo Espírito Santo é a única fonte confiável de instrução para vivermos essa realidade. Por isso, vou citar um trecho de salmos:

"Todos falam de bem de você meu Senhor; ensina-me a tua palavra. 
Com os meus lábios repetirei os juízos que ouvir de tua boca. Encontrei tanto descanso e leveza no caminho da tua palavra! 
Mais do que em todas as riquezas que pude ajuntar. 

Meditarei na tua palavra, e terei respeito profundo aos teus caminhos.
Meu entretenimento será me aprofundar nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra jamais, me aprofundarei nela.


Faz o bem à mim. 

O bem pra mim é ouvir, meditar e obedecer tua palavra. sou o teu servo, por isso me dá tranquilidade de dias para que eu viva e observe diariamente a tua palavra.

Abre os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei. Elas são maravilhosas e profundas. Sou um peregrino nesta terra; por favor, Papai, não escondas de mim os teus mandamentos. Me ajude a compreendê-los com simplicidade e de forma completa, não como um filósofo.

A minha alma está quebrantada e fico a desesperado por desejar os teus juízos em todo o tempo. Tu repreendeste asperamente aos que pensam que são capazes de entender. Estes, os soberbos, são amaldiçoados, pois pensam que sabem tudo mas se desviam dos teus mandamentos. Não há maldição maior do que viver longe da tua palavra.

Tira de mim, me livra do risco de abandonar tua palavra, isso seria uma vergonha profunda e um desprezo que não posso suportar, pois em meu íntimo eu guardo os teus testemunhos. Me importo com aquilo que você pensa e com a forma como você quer.

Grandes e poderosos se assentaram, e falaram contra mim, mas eu, teu servo, continuo meditando nos teus estatutos. Também os teus testemunhos são o meu prazer diariamente e são as tuas opiniões que me aconselham. A minha alma está apegada ao pó; não quero estar longe da tua palavra; vivifica-me segundo a tua palavra.

Eu te contei todo os meus segredos e te coloquei como a prioridade dos meus caminhos, e tu me ouviste atentamente; agora, quero me calar! Ensina-me os teus estatutos Papai!

Faze-me entender intenção dos teus preceitos; para que eu não me desvie nem um centímetro de sua palavra, aí sim falarei das tuas maravilhas que compreenderei com destreza. A minha alma se consome de tristeza; por favor meu Pai amado, me fortalece não pela comida ou energia desta existência, mas segundo a tua palavra.

Me protege de tomar o caminho da falsidade, falando do que não vivo, nem induzindo outros a irem por onde eu não entendo, mas concede-me piedosamente compreender e cumprir a tua lei. Eu escolhi o caminho da verdade; e me propus firmemente a seguir os teus juízos, ainda que isso me custe a vida. Eu me apego aos teus testemunhos; ó Senhor, não me deixes sem o verdadeiro entendimento, para que eu não me confunda.

Enfim, eu correrei velozmente pelo caminho dos teus mandamentos, porque eles me tornam um homem forte e livre diante de todos.

Um pouquinho de Salmo 119 (vers 12-32)
(Não é o texto literal que estou escrevendo é como eu orei ao meu Pai este Salmo queridos hoje de manhã).

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Cristo em nós.



Durante um período de oração em grupo, veio-me à mente um pensamento bem forte e claro:

Nunca foi a intenção do Pai, que nós nos tornássemos parecidos com o filho mediante esforço e tentativa e erro, mas o projeto é que o Cristo seja formado em nós por nossa permanência nele. Ou seja é Deus quem efetua esta transformação, nossa parte é permanecer ligado à videira!!! (Jo 15)

Isto deveria ser motivo de grande alegria e descanso para nossas atribuladas almas, não se trata de reformar a vida natural e elevá-la a uma nova dimensão, não, isto não é possível, afinal carne e sangue não herdarão o reino de Deus. O projeto é de uma substituição da vida do velho Adão pela vida de Cristo em nós, é por isto que a superior aliança descrita no livro de Hebreus fala de termos um novo coração, de ter o Espírito de Deus e de ter as leis inscritas em nossa mente,  tudo isto realizado por Deus!!! (EU LHES DAREI, é o que Deus diz).

Qualquer esforço no sentido de operar esta mudança à partir de nossa velha natureza, se mostrará inócuo, e uma completa abominação a Deus, pois deixa de lado o sacrifício do Cordeiro, o qual de uma vez por todas encerrou todos os sacrifícios, ao tentarmos nos aperfeiçoar na carne, estamos dizendo; Senhor, não era necessário a morte de teu filho, com uma boa dose de esforço eu consigo me tornar uma versão melhorada de mim mesmo... isto é abominável.

Voltando ao projeto original, o Pai quer manifestar o Filho por meio de nós, e isto acontecerá à medida em que permanecermos nele.

A compreensão destas realidades certamente mudará nossa prática de vida, que o Senhor ilumine os olhos de nosso entendimento e nos faça compreender este mistério.

O que mantém o boi no pasto é o capim e não a cerca.


O que mantém o boi no pasto é o capim e não a cerca.

Obviamente, não me atreverei a fazer um tratado sobre bovinos, tampouco insinuar que pessoas devam ser tratadas como bois, mas acho a ilustração muito apropriada aos relacionamentos humanos, sobretudo na igreja.

Quanto tempo perdemos concertando cercas (fazendo limites, regras, leis visando proteger o povo), que acabam se mostrando inúteis, quando deveríamos estar cuidando do capim (alimento) e do rebanho (pessoas).

O alimento adequado não é somente a pregação da Palavra, a qual é fundamental!!! Mas também a existência de relacionamentos corretos e significativos, baseados na realidade do Espírito de Deus em nós. O reino de Deus é relacionamentos, já dizia um irmão há muitos anos. Uma visão clara, também é fundamental.

Relacionamentos mal conduzidos (sem levar em conta a intermediação de Cristo, baseados na carne e suas expectativas incabíveis) causam divisões entre as pessoas, muito mais do que divergências de opinião e de doutrina.

A medida da maturidade é o amor ágape, I Co 13;11 Paulo afirma, “quando eu era menino...” qual a diferença entre o menino e o adulto segundo este texto? O amor. Todas as coisas que Paulo cita no início do texto, são coisas próprias de meninos, ciúme, buscar o próprio interesse, se conduzir inconvenientemente etc...

Quando Jesus quis deixar um sinal claro de que as pessoas o seguiam, ele disse: “nisto conhecerão todos, que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Não citou qualquer dos indicadores externos que muitas vezes defendemos ardorosamente, foi direto à raiz de todas as coisas, se tiverdes amor... cumprireis a lei e os profetas. Para que o amor seja perceptível, os relacionamentos são insubstituíveis... 

Quando da separação das ovelhas dos bodes em mateus 25;40, novamente o sinal é o amor. “cada vez que o fizestes a um destes meus pequeninos, a mim o fizestes”.

Acredito que um ambiente de ternos afetos e misericórdias e cuidado meticuloso de uns para com os outros, aliados a uma sã doutrina, são os ingredientes fundamentais para que as pessoas desejem permanecer em sua vida comunitária, sem nenhuma necessidade de regras e programas mirabolantes que as mantenham presas dentro de um cercado, ansiando pelo dia em que conseguirão romper a cerca, em busca de melhor alimento.

João
15.12   O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
15.13   Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos
15.14   Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.
15.15   Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.

Gálatas
6.1   Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.
6.2   Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo
6.3   Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana
6.4   Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro.
6.5   Porque cada um levará o seu próprio fardo.
Provérbios
27.23   Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos
Colossenses
3.14   acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Palavras frívolas


Mt 12.36   Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;

Um dia destes em uma festa de casamento  pude reencontrar algumas pessoas que um dia já foram próximas e que hoje não mais o são, observando as pessoas e o que ocorreu com o passar dos anos, veio-me à mente o versículo acima, a princípio achei meio estranho lembrar-me deste versículo em meio a uma celebração tão linda, mas logo fui dando conta do porque da lembrança. Ao rever as pessoas lembrei-me de falas em nossos relacionamentos e de inúmeras palavras desnecessárias e até totalmente inadequadas que em meio às nossas vidas foram ditas.

Passei então a pensar no que seriam palavras frívolas;

Palavras enganosas, ditas sem amor, destinadas a ferir, utilizadas com o propósito de me exaltar e rebaixar o meu próximo, palavras confusas, que separam amigos, que geram desconfianças, que maculam a imagem do meu próximo, que lisonjeiam, com o propósito de obter ganhos à custa de outros, palavras de traição, de desprezo, indiferença, de comentários inadequados, que descobrem a nudez do meu próximo, que geram desconfiança, desamor,  palavras de morte e maldição, de medo e desânimo, palavras sem sentido ou com sentido dúbio, lançando suspeitas onde elas não existiam, palavras que ferem, que humilham, que expõem o que deve ser mantido em secreto, palavras lançadas ao vento sem considerar as fraquezas e necessidades dos que ouvem, palavras duras que suscitam contendas, palavras que separam amigos, palavras impensadas, palavras cuidadosamente ensaiadas com o propósito de causar dano. Palavras que me protegem ferindo o meu próximo, palavras que jamais deveriam ter sido ditas, palavras que jamais foram ditas e assim omitiram o amor devido ao meu próximo,... penso que na verdade, toda a palavra que não edifica é frívola, assim com é frívolo aquele que tem a palavra que edifica e não a diz.

Enfim, uma infinidade de palavras mal utilizadas e omitidas, das quais, segundo o texto sagrado, prestaremos conta de cada uma delas...

Um sentimento de pesar e tristeza me ocorreu então, e junto um súplica por misericórdia e perdão, pois nem mesmo me lembro de quantas e quantas palavras frívolas já saíram dos meus lábios, e das quais sequer tive a percepção do dano que estavam causando, não podendo assim me redimir das mesmas. Como disse Isaias, sou homem de lábios impuros... toca Senhor meus lábios com as brasas do teu altar!

Ainda como disse Davi, “livra-me das faltas que me são ocultas”, sim, livra-me Senhor das faltas que não vejo em mim mesmo. 

Também Tiago nos diz, “se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão”... aperfeiçoa-me ó Senhor! 

Analisando os versículos anteriores e posteriores, vem algo óbvio mas que insistimos em  não nos dar conta, toda palavra dita e omitida tem sua origem em meu coração, assim as minhas palavras são o espelho de meu coração, ainda que eu não queira dar a conhecer o meu coração, as minhas palavras demonstram claramente que tipo de tesouro há nele, e por fim são nossas próprias palavras que nos justificarão ou nos condenarão!!! 

Assim o que determinará o que há dentro de meu eu verdadeiro, não é o que penso a meu respeito, mas aquilo que é demonstrado como fruto de meu coração, por minhas palavras. O homem é o que ele pensa, e não o que ele pensa que é!!! 

Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença ó Senhor!!!

OFENCE X DEFENCE

OFENCE X DEFENCE Tempos atrás um irmão que foi à Inglaterra se apercebeu do significado das palavras "ofence" (o...