terça-feira, 7 de julho de 2015

A ação de um líder na batalha.


A ação de um líder na batalha.
Esta é uma tradução de um texto que descreve a ação do Major Dick Winters da Easy Company, durante a II Guerra Mundial.
Winters acreditava que outra parte essencial da liderança no front era demonstrar uma disposição de pular para dentro do calor da batalha e enfrentar o perigo ao lado dos seus homens. durante a batalha, Winters sentia temor em seu íntimo, mas ele conquistava o temor e mostrava a seus soldados que ele tinha uma fortaleza interior para organizar o caos que estava ao seu redor. Como o major dizia, um dos mais poderosos efeitos do exemplo de coragem de um homem é sua habilidade de desbloquear a coragem de seus irmãos.
A intensidade de fogo, ou uma concentração pesada, para ser um líder, você tem que ser capaz de se concentrar naquele fogo e mover-se tão logo ele pare ou o último gongo soe. Mova-se. Levante-se. Comece a circular entre os seus homens. Todo mundo está bem? Vamos levantar. Vamos nos mover. Mantenha os olhos abertos e ataque. Capture a atenção deles. Mova-se entre os seus homens o mais rápido possível. E movendo-se entre eles, o fato de eles estarem te vendo e falando com você, eles sabem que você está lá, e que você está falando com eles, e isto faz toda a diferença do mundo, saber que você não está nisto por sua conta. É isto que os oficiais devem fazer, quebrar o ciclo do medo. Se um soldado está concentrado em seus próprios sentimentos e em seus próprios temores, e ele vê você se movendo ao redor, ele compreende que você está compartilhando o fardo com ele. É por isto que ele pode então se mover.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

não basta destruir o que sobra, é necessário construir o que falta.

Lí esta frase certa vez há muitos anos atrás, me causou um grande impacto então. Estes dias me lembrei dela e tem me impactado novamente.
Temos muita facilidade em destruir aquilo que pensamos estar sobrando, em nosso afã reformista lançamos mãos de nossas marretas e picaretas e saimos pelo mundo à procura de muros e paredes que nos estejam sufocando, certos de que assim que os derrubarmos tudo será diferente. Em nenhum momento nos perguntamos porque estes muros e paredes foram construídos inicialmente, se tinham algum propósito inicial... Apenas os identificamos e quebramos.
Acontece que muitas das vezes nossa inconsequência destroi coisas que necessitam de uma reposição imediata, muitas vezes até anterior, e só descobrimos isto tarde demais, quando já não há conserto e as pessoas que necessitavam daquilo que quebramos se sentem perdidas e desamparadas. Por vezes até se põem imediatamente a reconstruir o que foi derrubado...
Outra coisa notável é a nossa lentidão em construir o que falta, afinal é preciso muito maior empenho e esforço para construir do que para destruir, construir demanda visão, projeto, planejamento, recursos, cooperação, e muitas outras coisas...
Antes de se apressar em pegar sua marreta, picareta e outros afins, pense bem e calcule se está disposto e se tem condições de edificar algo melhor do que o que você se propõem a destruir.


segunda-feira, 30 de março de 2015

o pintassilgo e as rãs














Uma parábola simplesmente fascinante de autoria de Rubem Alves, que dá o que pensar...


O pintassilgo e as rãs




“Num lugar não muito longe daqui havia um poço fundo e escuro onde, desde tempos imemoriais, uma sociedade de rãs se estabelecera. Tão fundo era o poço que nenhuma delas jamais havia visitado o mundo de fora. Estavam convencidas de que o universo era do tamanho do seu buraco. Havia sobejas evidências científicas para corroborar essa teoria, e somente um louco, privado dos sentidos e da razão, afirmaria o contrário. Aconteceu, entretanto, que um pintassilgo que voava por ali viu o poço, ficou curioso e resolveu investigar suas profundezas. Qual não foi sua surpresa ao descobrir as rãs! Mais perplexas ficaram elas, pois aquela estranha criatura de penas colocava em questão todas as verdades já secularmente sedimentadas e comprovadas em sua sociedade. O pintassilgo morreu de dó. Como é que as rãs podiam viver presas em tal poço, sem ao menos a esperança de poder sair? Claro que a idéia de sair era absurda para os batráquios pois, se o seu buraco era o universo, não poderia haver um ‘lá fora’. E o pintassilgo se pôs a cantar furiosamente. Trinou a brisa suave, os campos verdes, as árvores copadas, os riachos cristalinos, borboletas, flores, nuvens, estrelas… o que pôs em polvorosa a sociedade das rãs, que se dividiram. Algumas acreditaram e começaram a imaginar como seria lá fora. Ficaram mais alegres e até mesmo mais bonitas. Coaxaram canções novas. As outras fecharam a cara. Afirmações não confirmadas pela experiência não deveriam ser merecedoras de crédito, elas alegavam. O pintassilgo tinha de estar dizendo coisas sem sentido e mentiras. E se puseram a fazer a crítica filosófica, sociológica e psicológica do seu discurso. A serviço de quem estaria ele? Das classes dominantes? Das classes dominadas? Seu canto seria uma espécie de narcótico? O passarinho seria um louco? Um enganador? Quem sabe ele não passaria de uma alucinação coletiva? Dúvidas não havia de que o tal canto tinha criado muitos problemas. Tanto as rãs-dominantes como as rãs-dominadas (que secretamente preparavam uma revolução) não gostaram das idéias que o canto do pintassilgo estava colocando na cabeça do povão. Por ocasião de sua próxima visita o pintassilgo foi preso, acusado de enganador do povo, morto, empalhado e as demais rãs proibidas, para sempre, de coaxar as canções que ele lhes ensinara…”

comentário meu:
De minha parte, prefiro o risco de ser o pintassilgo, do que permanecer na "segurança" do poço escuro.

sábado, 28 de março de 2015

considerações de uma madrugada.











Considerações de uma madrugada.

Uma madrugada destas acordei e não consegui mais dormir, decidi então escrever o que estava me inquietando, na esperança de mais tarde complementar, pode ser que as frases abaixo pareçam num primeiro momento desconexas, mas naquele momento fizeram todo o sentido e hoje ao revisá-las achei por bem compartilhar assim mesmo.

Quem valoriza sua renúncia pessoal no reino de Deus, ainda não compreendeu o preço que foi pago por sua vida.

Quem se perde em cálculos sobre o valor da torre, ainda não compreendeu o preço de seu resgate.

Um Deus que requer 70x7 vezes perdão, em um dia, dos homens, não poderia estar disposto a fazer ele mesmo menos do que isto.

A alvura de nossas vestes deve-se ao alvejante, o sangue do cordeiro, não à nossa própria ação. Nenhuma veste se alveja a sí mesma, ela sofre a ação do alvejante e do lavandeiro.

Que espírito é este que nos faz achar que temos o direito de medir a compreensão espiritual dos outros por seu “desempenho” diário, como se nós houvéssemos entendido e alcançado algo mais, quando nós mesmos não passamos nos nossos crivos. Hipocrisia deslavada, vendo ciscos nos olhos de outros e não atentando para suas próprias traves diante de seus olhos.

Nos julgamos portadores de maior revelação e acabamos por tornar-nos indesejáveis. Quando os crentes inicialmente eram conhecidos por seu amor intenso por todos.

Tira a trave do teu olho e então verá bem .... orgulho. Que mania besta é esta de medir a vida de outros, quem nos deu esta régua?

Afirmações do tipo, ele ainda não viu , ou não conhece o reino de Deus, demonstram nossa arrogância e presunção, pois normalmente nos afastam dos demais, normalmente usamos isto para nos afastar ao invés de nos esforçarmos em dobro para alcançar os corações com a graça de Deus.

Quem és que julgas o próximo? Dizes não matarás e matas? Matas com comparações, requerimentos, críticas, julgamentos, indiferença,...

Quem é que te faz sobressair? Que tens que não recebestes?

Conhecimento do bem e do mal é conhecimento contra Deus.

O nosso acervo de miséria é imensurável.

Estará Deus tão preocupado com certo e errado quanto nós? (refiro-me às muitas listas que costumamos fazer, seguir, e tentar impor sobre outros).

A carne , mesmo travestida de carne piedosa, e esta  é ainda pior, por mais que nos pareça simpática, é abominação ao Senhor, nosso esforço carnal só nos afasta ainda mais do altíssimo. Carne e sangue não herdam o reino de Deus.

Em mim isto é na minha carne não habita bem algum. Ainda não compreendemos o desespero de Paulo em Rm 7, pensamos que há algo de virtude em nós mesmos. Se vivermos chafurdados na lama do pecado, é sinal de que não compreendemos ainda o amor de Deus, mas o que nos tira da lama é ele, não nossa disposição, nem mesmo arrependimento. É a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento.


É inimaginável os danos causados por posturas como algumas destas citadas, não admira de que muitos tenham ojeriza dos crentes, ninguém gosta de estar sob continuo julgamento, aliás o filho do homem não veio para julgar o mundo, mas para salvar o que se havia perdido.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Metamorfose ambulante, ou estátua de sal???



Metamorfose ambulante, ou estátua de sal???
Houve um compositor e intérprete muito famoso e controverso em seu tempo que tinha uma música cujo refrão dizia: “eu prefiro ser, esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”(Raul Seixas)... não me recordo do restante da música e sei que não devemos usar textos fora de contexto para acharmos pretextos, mas o fato é que a frase marcou tanto que não a ouço há mais de 30 anos e ela continua na memória...a princípio me causava aversão, pois era claramente uma contestação aos valores vigentes à época e também uma crítica à religião e dogmas. Contudo, pensando um pouco mais vejo que em minha vida esta tem sido uma constante, há um inconformismo e um desejo contínuo por mudanças, transformações, de dentro para fora, a constante pergunta, por que tem que ser assim? E se tentássemos de outra maneira? Quem estabeleceu estes valores? Não poderia ser de outra maneira?...

Em minha vida passei por inúmeras crises, pelos mais diversos motivos, em cada uma delas algo foi mudado em meu ser, se não consegui mudar as circunstâncias, certamente elas cooperaram para me transformar no que sou hoje, ou seja no correr dos anos, se houve uma coisa constante em minha vida, esta foi a mudança. Mudança de entendimento, de hábitos, de práticas, de valores, da forma de ser, da maneira de enxergar as pessoas e os eventos, e sabe Deus em quanto ainda serei mudado durante os dias de minha carreira nesta terra. Em meio a tantas mudanças há um fato comum e gerador de todas elas, e que nunca mudou nem mudará; Cristo veio ao meu encontro e me resgatou de meu fútil proceder e me colocou em seu reino, este marco é irremovível e imutável. Ter sido alcançado por seu amor e graça foi a razão da metamorfose inicial e agora é o agente da mudança contínua para ser como ele é.

Creio hoje que a boa nova é exatamente esta, a cada dia posso ser cada vez mais transformado à semelhança de Cristo, ou como dizem as escrituras, de “de glória em glória somos transformados”(ICo 3;18)... ou ainda, “nosso caminho é como a luz da aurora, que brilha mais e mais...”(Pv 4;18), ou ainda “por quem sofro dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”(Gl 4;19), ou ainda “até que todos cheguemos”(Ef 4;13)... também “instruí-vos e aconselhai-vos”(Cl 3;16)... e muitas outras.

Isto é o que Metanoia significa: arrependimento ou o processo de conversão, tanto intelectual como moral e espiritual. É uma mudança contínua que começa a acontecer no momento em que o homem aceita a fé que lhe foi pregada. Então o motivo dessa metanóia (mudança da mente) é aprender a pensar segundo diz a sua fé.
A jornada de mudança da mente, do coração, do ser, ou do modo de viver de alguém.

Confesso que sempre ví o arrependimento como um momento de crise que trazia à consciência de uma nova realidade e a consequente mudança de pensamento, contudo me parece bem mais adequado pensar em uma jornada, algo que começa em determinado ponto, uma crise, e continua indefinidamente até chegar a ser “dia perfeito”, ou completar-se a mudança necessária.

Nada tem à ver com remorso, culpa, auto punição. Estas coisas oprimem e matam, arrependimento genuíno pode e até deve trazer consigo uma dose de tristeza pelo que aconteceu antes, contudo produzirá vida em abundância. Arrependimento não paralisa, ele coloca a pessoa em novo ritmo, em nova direção de marcha.

Arrepender-se é possível, é desejável é fruto da bondade de Deus. É a oportunidade de mudança, sempre presente enquanto há vida.

Para que haja arrependimento é indispensável conhecer o novo, o diferente, abrir-se aos relacionamentos, permitir que o entendimento seja arejado por novas compreensões, outras visões, quem sabe meu próximo não está mais próximo do real do que eu???
A idéia de um único momento de arrependimento que muda absolutamente tudo, como num passe de mágica, tem oprimido a muitos, pois transformamos em um momento algo que é um caminho, daí a cada vez que erramos ficamos achando que temos que reiniciar toda a trajetória, como o personagem que perde a vida no vídeo game, não, não, se em alguma altura do caminho nós nos desviarmos, o que temos à fazer é retornar àquele ponto da jornada e reiniciarmos dalí.

E a estátua de sal, onde entra na história???

É uma referência à história da mulher de Ló que recebeu a instrução do anjo do Senhor de não olhar para trás quando saísse de Sodoma, ela olhou para traz e se transformou em estátua de sal. (Gn 19;26). Podemos tirar daqui uma aplicação simples e profunda, aquela mulher estava tendo a oportunidade de se salvar de um lugar perverso, mas em seu coração ela amava aquele lugar e quis dar uma última olhada para trás, o que aconteceu foi trágico. Ela cristalizou, o mesmo acontece em nossas vidas quando insistimos em olhar para trás com saudosismo, nossas emoções se cristalizam, cristalizadas as emoções elas nos paralisam, ficamos incapazes de efetuar as mudanças necessárias para este novo momento de nossas vidas... um amigo certa vez disse que a experiência é um grande farol apontado para trás... as experiências que não trazem esperança, devem ser abandonadas, não fomos criados para andarmos por experiências, mas por esperança, fé.
Por isto a minha escolha é ser uma metamorfose ambulante, às vezes é cansativo, dolorido, andar por dogmas e regras é mais simples, mas as mudanças operadas por Deus naqueles que se deixam moldar por Ele valem muito à pena.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Estamos lançando o site http://www.sanguereal.org.br/, nele estaremos conversando sobre assuntos de nosso interesse e contamos com a participação de vcs;

OFENCE X DEFENCE

OFENCE X DEFENCE Tempos atrás um irmão que foi à Inglaterra se apercebeu do significado das palavras "ofence" (o...