quarta-feira, 29 de novembro de 2017

ABNEGAÇÃO X AMOR


ABNEGAÇÃO X AMOR


Lí estes dias a seguinte afirmação, se perguntarmos à maioria dos santos de hoje qual a principal virtude de um homem de Deus, eles dirão , abnegação (Renúncia, sacrifício), se esta mesma pergunta fosse feita no primeiro século a resposta seria, amor (Paixão, gosto vivo por alguma coisa). Interessante como a primeira afirmação leva a um estado de negatividade e um certo heroísmo, eu tenho tanto para ser e fazer por mim mesmo, mas me nego, (quase um mártir), enquanto o amor (ágape) leva a um estado de vida pulsante, vivo, de ação e não de negação, ao amar de fato, tudo que tenho e que sou é colocado à serviço e pode alcançar sua plenitude. O ágape é a própria essência de Deus.

Parece-me que a ênfase dada à abnegação tem muito mais a ver com a busca das religiões orientais pelo nada absoluto, pelo transe, do que com as afirmações do Cristo, “amai-vos uns aos outro” , “o que quereis que os homens vos façam assim fazei-o vós a eles”, amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração…”, “ nisto conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes”, “permanecei no meu amor”…

Sim, sim, O Cristo falou de negar a sí mesmo, tomar a cruz e seguir, sim é verdade, mas observe que no livro de Mateus este requerimento vem somente depois de Pedro afirmar: “tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”… parece-me que a renúncia só faz sentido depois de compreendermos quem é aquele que está dizendo para tomar a própria cruz.

Na verdade a resposta ao chamado só será a esperada, quando nossos olhos forem desvendados e compreendermos quem é aquele que nos fala, como Jesus disse à mulher no poço de Samaria: “ se soubesses quem é o que te fala, tu é que me pedirias água”… é assim que somos, só se troca um amor antigo por um novo amor. 

Senhor abre meus olhos!!!

ACERTANDO O ALVO



ACERTANDO O ALVO


Um amigo me ensinou sua interpretação da passagem dos evangelhos conhecida pelas “bem aventuranças”. Causou-me tanto bem que resolvi compartilhar.
Segundo a sugestão dele podemos ler Mateus 5 assim:
  • Felizes são os inacabados, os ensináveis;
  • Felizes são aqueles que se importam; que se condoem; os capazes de ter emoções;
  • Felizes são os senhores dos seus impulsos; os ponderados;
  • Felizes os que abraçam a verdade; aqueles em que sentimento e prática estão alinhados; os que não vivem uma dicotomia paranoica entre o que falam e o que fazem;
  •  Feliz é o que se compadece do outro e consegue se imaginar na mesma condição alheia; este tal é capaz de perdoar e ser perdoado;
  •  Feliz é o que abre mão dos juízos e guarda seu coração limpo para com todos; talvez este tenha compreendido que o sol brilha para todos, tanto bons como maus;
  •  Feliz é o que busca a paz e não se alegra nas fofocas, ao contrário dedica-se a construir pontes entre os homens;
  •  Feliz é aquele que incomoda a comunidade que o cerca por viver fazendo aquilo que é bom;
  •  Feliz mesmo é quem abriu mão de julgar;
  •  Felizes são os comedidos; os que têm discernimento quando e para quem se doar, e quando assim fazem, não agem por marketing pessoal em busca do aplauso de homem algum, ao não ser de sua própria consciência;
  •  Felizes mesmo são os que aprenderam que a aparência pode não corresponder à verdade, por isso se controlam na espera dos comportamentos para, daí, contemplarem os frutos;
  •  Feliz é aquele que descobriu que a “felicidade” é um caminho íntimo e único;
  •  Feliz é aquele que descobriu que não se perde nada; este tal pode até sentir saudades, porém não se desespera;
  •  Feliz é aquele que tem em si uma consciência grata pela sua própria existência;
  •  Feliz é o que entendeu que não existe magia para ser feliz, mas sim uma decisão, uma atitude cuja origem é fruto do próprio amor que foi enxertado em seu coração.Obrigado amigo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

COMO ESCUTAR, SE OS GRITOS DA ALMA SUFOCAM QUALQUER VOZ QUE NOS FALE???



COMO ESCUTAR, SE OS GRITOS DA ALMA SUFOCAM QUALQUER VOZ QUE NOS FALE???

Uma alma barulhenta sufoca qualquer possibilidade de escutar, por melhor que seja a qualidade, por maior que seja a altura, por mais bela que seja a composição, por mais impactante que seja a mensagem, por mais relevante que seja o assunto, por maior que seja a autoridade de quem fala, simplesmente nenhum efeito terá sobre aquele que tem uma alma atribulada e barulhenta. Os sons mais belos se tornarão um ruído insuportável e causarão ainda mais angustia e barulho.

Por certo o salmista bem sabia disto, pois ele ordenava à sua alma dizendo coisas assim “aquieta-te minha alma”, “porque te inquietas dentro de mim, espera em Deus”, “porque se abate dentro de mim, oh minha alma”, “no sossego fiz calar a minha alma”...

Interessante como os que nos ouvem podem perceber facilmente como está a nossa alma, por mais que tentemos mascarar o fato, as pessoas que não estão ocupadas apenas consigo mesmas, percebem o ruído em nosso interior, pelo menos eu percebo muitas vezes a agitação e inquietude daqueles que me falam.

Uma alma inquieta, sem sossego, barulhenta, agitada, certamente será fonte de inúmeros problemas, pessoais e interpessoais, canseira e enfado dia após dia é o que podemos esperar quando não cuidamos de nossa alma, fardos insuportáveis, dores inexplicáveis, e pior de tudo um desperdício enorme de tempo, gastaremos nossa vida correndo atrás do vento, muitas vezes cheios de coisas, mas sem alma, sem vida de verdade.

Cultivar uma alma com cuidado é certeza de vigor quando necessário, nossa alma tem uma força enorme, e nos foi dada para por meio dela expressarmos o que Deus é em nós, uma alma bem cuidada será como um lindo jardim a exalar o bom perfume de Cristo, aliás o próprio Cristo fazia um bom cultivo de sua alma, retirando-se para a oração, contemplação, silêncio junto ao seu Pai.


Vivemos dias agitados, atribulados, tumultuados, mas nada disto poderá nos sufocar, se nossa alma estiver sossegada, quieta em Deus.

CRUZEIRO MARÍTMO OU NAVIO DE GUERRA???





CRUZEIRO MARÍTMO OU NAVIO DE GUERRA???

Muitos creem que a vida é como um cruzeiro marítimo, você está dentro do navio e ele está navegando, independente de tua vontade, enquanto isto você está aproveitando o que o navio oferece, comida lazer, amizades, descanso etc...(comamos e morramos que amanhã morreremos).

A verdade é que estamos sim em um navio, mas é um navio de guerra, temos uma missão e o mais importante não é o conforto do navio, a comida, diversões, mas entender qual o meu papel neste navio, conhecer a minha tarefa e receber o treinamento adequado, pois quando a batalha acontecer, você saberá exatamente o que fazer. Outra coisa, não importa qual a tua tarefa, na batalha você protegerá a vida dos teu companheiros e eles a tua.


Podemos saber que tipo de história um homem está vivendo, por aquilo que ele reclama, se você está reclamando pela temperatura da sua bebida, do tempero da comida, da qualidade dos serviços, e outras trivialidades, é sinal de que você se imagina em um cruzeiro destinado a curtir a vida.

sábado, 25 de novembro de 2017

EU TE DAREI UM NOVO CORAÇÃO


EU TE DAREI UM NOVO CORAÇÃO
 por Daniel Gabler |  postado em: Blogs |  0
Tradução livre de texto de John Eldredge
Eu te darei um Novo Coração
Muitas pessoas supõem que a Cruz é o resultado final da obra de Cristo. As duas coisas andam juntas em nossa mente – Jesus Cristo e a Cruz; a Cruz e Jesus Cristo. A Ressurreição é impressionante, mas é tipo… um adendo. Foi necessário, obviamente, retira-lo da tumba. Ou a Ressurreição é importante porque prova que Jesus era o Filho de Deus. A sua morte foi a obra real em nosso favor. A Ressurreição é como um epílogo à história real, o ponto extra depois do touchdown; a medalha depois da prova olímpica. Você pode ver o que é mais importante. Que imagem nós colocamos em nossas igrejas, nossas Biblias, nossas joias? A cruz é o símbolo do Cristianismo no mundo inteiro. Contudo…
A cruz nunca foi planejada para ser o único ou ainda o símbolo central do Cristianismo.
Se você fica em estado de choque pelo que eu acabei de dizer só comprova o quanto nós estamos longe da fé do Novo Testamento. A cruz não é o ponto central do Cristianismo.
Paulo diz a si mesmo:


“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.
Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.”(1 Coríntios 15:14-17)

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

FLÁCIDOS COM PEQUENAS PAIXÕES

FLÁCIDOS COM PEQUENAS PAIXÕES
 por Daniel Gabler |  postado em: Blogs |  0
Tradução lire de texto de John Eldredge
Fitafuso (personagem de cartas de um diabo a seu aprendiz) revela o plano do inimigo – primeiro faça os humanos flácidos, com pequenas paixões e desejos, então alimente essas paixões diminutas para que a experiência seja de contentamento. Eles não sabem nada de júbilo ou depressão. Eles são simplesmente legais.
Cristianismo chegou ao ponto de acreditarmos que não existe aspiração maior para o ser humano do que ser legal. Estamos produzindo uma geração de homens e mulheres cuja maior virtude é a de não ofender ninguém. Daí nos perguntamos porque não existe mais paixão por Cristo. Como teremos fome e sede de justiça se não temos mais fome e sede?
Como C.S.Lewis disse, “Nós castramos o potro e o obrigamos a frutificar”.

O grande inimigo da santidade não é a paixão; é a apatia. Olhe para Jesus. A vida dele era cheia de paixão.  Depois de expulsar os vigaristas do templo, “os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.” (João 2:17). Essa não é nem de longe a imagem que nos é passada, Jesus com um cordeirinho e uma criança ou duas. A pessoa mais legal do mundo.  Ele era muito mais poderoso que isso. Ele era santo.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CABRESTOS E ANTOLHOS.

CABRESTOS E ANTOLHOS.





Para quem não está habituado com os termos, cabresto é uma peça do arreio do equino que é colocada em sua cabeça e serve para conduzi-lo ou amarra-lo segundo o propósito de seu cavaleiro, e antolho é outra peça utilizada para colocar ao lado dos olhos, impedindo assim a visão lateral do animal e evitando que ele se desvie ou se assuste com movimentos ao seu lado, utilizado em animais que puxam charretes ou carroças.

Obviamente não temos aqui a intenção de dar uma aula sobre equitação ou trato de animais, mas de ver lições que podemos tirar destes apetrechos.

É muito interessante observar que um animal já amansado fica imóvel quando tem o cabresto em sua cabeça, mesmo que a outra ponta esteja apenas jogada sobre algum obstáculo, sem amarrar, se o animal apenas tentasse se mover, ele descobriria que apesar do cabresto estar em sua cabeça ele poderia se mover para onde quisesse, mas devido a inúmeras outras ocasiões em que tentou e não conseguiu, o animal já não tenta mais.

Isto me faz pensar em quantas vezes desistimos de mudar alguma situação em função de nossas lembranças e experiências, também de nossas fortalezas mentais alimentadas por elas... também me faz lembrar das inúmeras tentativas de pessoas em colocar “cabrestos” emocionais, intelectuais, espirituais em outros; seja por meio de medo, intimidação, argumentação, demonstrações de poder, gritos, gestos, teorias, teologias, ideologias, etc...

Também é interessante notar que o animal acostumado aos antolhos, seguirá seguro em seu caminho, desde que bem conduzido, ele apenas enxergará em frente, sem distrações ou alterações de curso, seus olhos serão sempre voltados para onde interessa àquele que lhe conduz.

Ambos apetrechos são utilíssimos aos que lidam com animais irracionais, mas um desastre se aplicados figuradamente aos seres humanos, pessoas atreladas a cabrestos e antolhos serão altamente produtivas e convenientes aos que as manobram, se verão livres de inúmeras escolhas difíceis, podem até conseguir feitos extraordinários para “a causa” seja ela qual for, mas, serão ainda pessoas em sua plenitude? Teria alguém o direito de impor tais meios aos demais? A obtenção de benefícios justificaria reduzir as pessoas a seres não pensantes?

Por outro lado não estaríamos todos nós humanos em maior ou menor grau atados a cabrestos e usando antolhos que nos induzem a inúmeros caminhos e descaminhos? Cabrestos e antolhos herdados de nossos antepassados, trazidos por nossa formação (ou deformação) escolar, adquiridos em nossa caminhada seja por onde for que andamos?


Para tudo isto Jesus nos dá uma saída, que alguns até dirão ser um outro cabresto ou antolho, a diferença é que estes só são tomados por aqueles que assim o desejam, Ele disse, “eu sou o caminho a verdade e a vida”, sigamos por ele e sejamos livres nele.

OFENCE X DEFENCE

OFENCE X DEFENCE Tempos atrás um irmão que foi à Inglaterra se apercebeu do significado das palavras "ofence" (o...