sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

MENINOS POR PRÍNCIPES

Isaís 3;4 " dar-lhe-eis meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles…"
Da primeira vez que ouvi esta frase, não sei explicar bem porque, imaginei algo muito bom, como se um povo fosse tão ordeiro que mesmo uma criança poderia governa-lo, qual não foi minha decepção quando finalmente fiz o que sempre deve ser feito. Li o contexto no qual está inserida a afirmação, aliás de há muito já ouvi “um texto fora de contexto serve como pretexto”, ou seja fora de seu contexto, qualquer texto pode ter a interpretação que melhor me convier…. voltemos então ao contexto, esta frase está inserida numa série de consequências estabelecidas por Deus, devido à desobediência de Israel.
Embora todos nós gostemos de crianças, de sua alegria, vivacidade, espontaneidade, simplicidade e outros atributos, na hora em que necessitamos de decisões firmes, arrojadas, corajosas, sábias, preferimos a segurança de quem tem juízo e justiça suficiente para conduzir a situação, imagine uma nação sendo conduzida em suas inúmeras necessidades por uma criança! Ou tendo que suportar as meninices e caprichos de um príncipe menino? Não que muitos dos governantes que deveriam ser maduros não estejam agindo como meninos… mas isto é parte de uma maldição. Vivemos em um regime democrático e escolhemos nossos líderes em função de nosso entendimento, ora se um povo não se importa com Deus, seus dirigentes tampouco se importarão.
Podemos utilizar a mesma lógica do governo da nação, no microcosmo de nossa família.
 Deus deu pais aos filhos, para os conduzir, educar, orientar, cultivar, para isto deu aos pais autoridade, graça, entendimento, sabedoria, uma criança por mais saudável que seja não é capaz de sobreviver sem os cuidados de adultos, ela morreria de fome e sede nos primeiros dias… da mesma forma se deixarmos ela crescer dando apenas o que necessita para seu corpo, crescerá sem referências e fará o que der na cabeça. Por isto Deus deu pais aos filhos… estamos acostumados a pensar nos filhos como nossa herança, Deus nos deu filhos, o que é totalmente verdadeiro, contudo poucos tem entendido com clareza que como discípulos de Cristo somos todos seus servos e nós é que fomos dados a nossos filhos.
Assim é que deveria ser, contudo tenho testemunhado uma coisa incrível, inúmeras famílias em que o governo da casa está nas mãos dos filhos! As crianças agem e são tratadas como príncipes regentes, toda a rotina da casa, os valores, horários, comida, são determinados pela vontade delas! É incrível ver adultos de todas as idades sendo totalmente dominados pelas birras e pirraças de crianças, sujeitando-se a seus caprichos, sem a menor percepção de que algo está muitíssimo errado! Misericórdia! Isto é parte de uma maldição, não podemos nos sujeitar a este estado de coisas, Deus ao nos entregar filhos tinha um plano de como isto se daria. Urge voltarmos ao projeto original, acordemos para o que está acontecendo..

Não, não é normal o que está acontecendo, não é normal um adulto ser guiado por crianças, não pode dar em coisa boa este estado de coisas.

A CAÇA SE TORNA O CAÇADOR

A CAÇA SE TORNA O CAÇADOR


[…] Sim, existe uma lentidão em Jesus. E Ele deixará qualquer coisa que esteja fazendo para socorrer alguém em necessidade. Mas Ele nunca parece ter pressa. A vida de Jesus pode ser apreciada somente se considerarmos o rio profundo que flui dentro d’Ele, a sua intenção feroz. De qualquer outra maneira, você têm aqueles relatos populares e ridículos de Jesus como um contador de histórias ambulante, não mais controverso ou perigoso que um clérigo em uma feira de alimentos naturais.
“ A vida de Jesus foi tão rápida e direta como um raio,” escreveu Chesterton, “ quase como uma marcha militar; certamente como a busca de um herói que segue em direção à sua conquista ou  a sua perdição.” E, na mais bela reviravolta, a caça se torna, verdadeiramente, o Caçador,  quando Jesus crucificado desce ao inferno pessoalmente, para exigir de Satanás as chaves. Como foi essa jornada? Muito mais que um passeio ao pôr do sol em direção a uma cabana. Ele enfrenta uma criatura muito mais assustadora do que qualquer coisa que você tenha visto em seus pesadelos, e faz com que ela caia de joelhos. Então  Jesus simplesmente se vira e se retira, levando consigo uma legião de cativos resgatados.
(Trecho extraído de Um Mestre Fora da Lei – John Eldredge)

por Dag Gabler 

A GRANDE MONTANHA



A Grande Montanha


O espírito de nossos dias é uma suave aceitação de tudo – exceto a profunda convicção em qualquer coisa. É aí que Jesus vai de repente confrontar o mundo como uma grande rocha confronta o rio. Ele é imutável. O clamor usado para “tolerância” por meio do qual desejamos dizer, “Nós temos fortes diferenças, mas não deixamos que isso se torne a causa do ódio ou violência entre nós.” Não, é algo mais, onde todas as convicções são suavizadas para o segundo e terceiro planos enquanto todos concordaram a desfrutar do mundo ao máximo. Mas a verdade não é como a convicção. Convicção pode ser uma questão de opinião pessoal, a Verdade é como uma grande montanha, sólida e imutável quer gostemos ou não. O Cristianismo não é um punhado de convicções – é A Verdade. A coisa mais ofensiva imaginável.

Trecho de: Um Mestre Fora da Lei – John Eldredge

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

ABNEGAÇÃO X AMOR


ABNEGAÇÃO X AMOR


Lí estes dias a seguinte afirmação, se perguntarmos à maioria dos santos de hoje qual a principal virtude de um homem de Deus, eles dirão , abnegação (Renúncia, sacrifício), se esta mesma pergunta fosse feita no primeiro século a resposta seria, amor (Paixão, gosto vivo por alguma coisa). Interessante como a primeira afirmação leva a um estado de negatividade e um certo heroísmo, eu tenho tanto para ser e fazer por mim mesmo, mas me nego, (quase um mártir), enquanto o amor (ágape) leva a um estado de vida pulsante, vivo, de ação e não de negação, ao amar de fato, tudo que tenho e que sou é colocado à serviço e pode alcançar sua plenitude. O ágape é a própria essência de Deus.

Parece-me que a ênfase dada à abnegação tem muito mais a ver com a busca das religiões orientais pelo nada absoluto, pelo transe, do que com as afirmações do Cristo, “amai-vos uns aos outro” , “o que quereis que os homens vos façam assim fazei-o vós a eles”, amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração…”, “ nisto conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes”, “permanecei no meu amor”…

Sim, sim, O Cristo falou de negar a sí mesmo, tomar a cruz e seguir, sim é verdade, mas observe que no livro de Mateus este requerimento vem somente depois de Pedro afirmar: “tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”… parece-me que a renúncia só faz sentido depois de compreendermos quem é aquele que está dizendo para tomar a própria cruz.

Na verdade a resposta ao chamado só será a esperada, quando nossos olhos forem desvendados e compreendermos quem é aquele que nos fala, como Jesus disse à mulher no poço de Samaria: “ se soubesses quem é o que te fala, tu é que me pedirias água”… é assim que somos, só se troca um amor antigo por um novo amor. 

Senhor abre meus olhos!!!

ACERTANDO O ALVO



ACERTANDO O ALVO


Um amigo me ensinou sua interpretação da passagem dos evangelhos conhecida pelas “bem aventuranças”. Causou-me tanto bem que resolvi compartilhar.
Segundo a sugestão dele podemos ler Mateus 5 assim:
  • Felizes são os inacabados, os ensináveis;
  • Felizes são aqueles que se importam; que se condoem; os capazes de ter emoções;
  • Felizes são os senhores dos seus impulsos; os ponderados;
  • Felizes os que abraçam a verdade; aqueles em que sentimento e prática estão alinhados; os que não vivem uma dicotomia paranoica entre o que falam e o que fazem;
  •  Feliz é o que se compadece do outro e consegue se imaginar na mesma condição alheia; este tal é capaz de perdoar e ser perdoado;
  •  Feliz é o que abre mão dos juízos e guarda seu coração limpo para com todos; talvez este tenha compreendido que o sol brilha para todos, tanto bons como maus;
  •  Feliz é o que busca a paz e não se alegra nas fofocas, ao contrário dedica-se a construir pontes entre os homens;
  •  Feliz é aquele que incomoda a comunidade que o cerca por viver fazendo aquilo que é bom;
  •  Feliz mesmo é quem abriu mão de julgar;
  •  Felizes são os comedidos; os que têm discernimento quando e para quem se doar, e quando assim fazem, não agem por marketing pessoal em busca do aplauso de homem algum, ao não ser de sua própria consciência;
  •  Felizes mesmo são os que aprenderam que a aparência pode não corresponder à verdade, por isso se controlam na espera dos comportamentos para, daí, contemplarem os frutos;
  •  Feliz é aquele que descobriu que a “felicidade” é um caminho íntimo e único;
  •  Feliz é aquele que descobriu que não se perde nada; este tal pode até sentir saudades, porém não se desespera;
  •  Feliz é aquele que tem em si uma consciência grata pela sua própria existência;
  •  Feliz é o que entendeu que não existe magia para ser feliz, mas sim uma decisão, uma atitude cuja origem é fruto do próprio amor que foi enxertado em seu coração.Obrigado amigo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

COMO ESCUTAR, SE OS GRITOS DA ALMA SUFOCAM QUALQUER VOZ QUE NOS FALE???



COMO ESCUTAR, SE OS GRITOS DA ALMA SUFOCAM QUALQUER VOZ QUE NOS FALE???

Uma alma barulhenta sufoca qualquer possibilidade de escutar, por melhor que seja a qualidade, por maior que seja a altura, por mais bela que seja a composição, por mais impactante que seja a mensagem, por mais relevante que seja o assunto, por maior que seja a autoridade de quem fala, simplesmente nenhum efeito terá sobre aquele que tem uma alma atribulada e barulhenta. Os sons mais belos se tornarão um ruído insuportável e causarão ainda mais angustia e barulho.

Por certo o salmista bem sabia disto, pois ele ordenava à sua alma dizendo coisas assim “aquieta-te minha alma”, “porque te inquietas dentro de mim, espera em Deus”, “porque se abate dentro de mim, oh minha alma”, “no sossego fiz calar a minha alma”...

Interessante como os que nos ouvem podem perceber facilmente como está a nossa alma, por mais que tentemos mascarar o fato, as pessoas que não estão ocupadas apenas consigo mesmas, percebem o ruído em nosso interior, pelo menos eu percebo muitas vezes a agitação e inquietude daqueles que me falam.

Uma alma inquieta, sem sossego, barulhenta, agitada, certamente será fonte de inúmeros problemas, pessoais e interpessoais, canseira e enfado dia após dia é o que podemos esperar quando não cuidamos de nossa alma, fardos insuportáveis, dores inexplicáveis, e pior de tudo um desperdício enorme de tempo, gastaremos nossa vida correndo atrás do vento, muitas vezes cheios de coisas, mas sem alma, sem vida de verdade.

Cultivar uma alma com cuidado é certeza de vigor quando necessário, nossa alma tem uma força enorme, e nos foi dada para por meio dela expressarmos o que Deus é em nós, uma alma bem cuidada será como um lindo jardim a exalar o bom perfume de Cristo, aliás o próprio Cristo fazia um bom cultivo de sua alma, retirando-se para a oração, contemplação, silêncio junto ao seu Pai.


Vivemos dias agitados, atribulados, tumultuados, mas nada disto poderá nos sufocar, se nossa alma estiver sossegada, quieta em Deus.

CRUZEIRO MARÍTMO OU NAVIO DE GUERRA???





CRUZEIRO MARÍTMO OU NAVIO DE GUERRA???

Muitos creem que a vida é como um cruzeiro marítimo, você está dentro do navio e ele está navegando, independente de tua vontade, enquanto isto você está aproveitando o que o navio oferece, comida lazer, amizades, descanso etc...(comamos e morramos que amanhã morreremos).

A verdade é que estamos sim em um navio, mas é um navio de guerra, temos uma missão e o mais importante não é o conforto do navio, a comida, diversões, mas entender qual o meu papel neste navio, conhecer a minha tarefa e receber o treinamento adequado, pois quando a batalha acontecer, você saberá exatamente o que fazer. Outra coisa, não importa qual a tua tarefa, na batalha você protegerá a vida dos teu companheiros e eles a tua.


Podemos saber que tipo de história um homem está vivendo, por aquilo que ele reclama, se você está reclamando pela temperatura da sua bebida, do tempero da comida, da qualidade dos serviços, e outras trivialidades, é sinal de que você se imagina em um cruzeiro destinado a curtir a vida.

OFENCE X DEFENCE

OFENCE X DEFENCE Tempos atrás um irmão que foi à Inglaterra se apercebeu do significado das palavras "ofence" (o...