domingo, 3 de dezembro de 2017

A AVENTURA COMEÇA ONDE TERMINAM AS FRONTEIRAS

A AVENTURA COMEÇA ONDE TERMINAM AS FRONTEIRAS


Acordei certa madrugada com esta frase em mente, não recordo se estava sonhando com algo, mas esta frase estava nitidamente marcada, não quis levantar para registrá-la, mas também não queria perde-la, aconteceu que acabei perdendo o sono...

Como a frase não se esvaneceu, comecei a pensar melhor no assunto, de fato as fronteiras são o maior impedimento às nossas aventuras, fronteiras do não sei, não posso, não quero, não devo, medo, dúvidas, inseguranças, incapacidade, não é tempo, será que é a vontade de Deus,... e tantas outras que poderíamos nos lembrar! Alguma são físicas, outras só existem em nossas mentes, no entanto são igualmente reais em seus efeitos sobre nossas vidas, nos paralisam.

O escritor Napoleon Hill afirmava que tudo o que sua mente pode conceber e crer, ela pode obter. Uma afirmação forte sem dúvida, mas que me fez lembrar de afirmações igualmente fortes, feitas por Jesus Cristo, “se podes? Tudo é possível ao que pode crer!”, “se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte...”

Fronteiras são limites e nos fazem sentir seguros, confortáveis, dentro de minhas fronteiras, conheço e sou conhecido, sei o que esperar, como agir e reagir. Fora de minhas fronteiras há o desconhecido, mora o perigo, sinto-me vulnerável, pequeno, suscetível a perdas e ganhos, sou ignorante a respeito deste novo mundo, tudo isto me fascina e me apavora.

Abraão saiu de sua terra e de sua parentela para ir a uma terra que não conhecia, por ter ouvido a uma ordem de Deus, num tempo em que não há registro bíblico de nenhum outro homem que o tenha feito.

Por certo há muitas situações em que o melhor que fazemos é seguir as pegadas dos velhos ursos, um caminho seguro e estável, jamais devemos abandonar as veredas antigas. Contudo há uma infinidade de oportunidades e aventuras que se nos apresentam, nos quais faremos muito bem se nos desvencilharmos dos velhos caminhos e nos lançarmos em fé pela aventura de nossa vida, muitas vezes também sós.


Em nossa busca pela aventura temos sim uma fronteira que jamais deve ser ultrapassada, a fronteira do amor a Deus e ao próximo, minha liberdade de ação jamais deverá causar danos aos demais, e neste caso, “a aventura se encerra onde começam as fronteiras”, também é uma declaração igualmente certa.

A BUSCA POR SEGURANÇA

A BUSCA POR SEGURANÇA


Recebí o link de um blog em inglês e decidi traduzir, pois achei o conteúdo muito interessante. Embora não faça citação explícita da Bíblia, demonstra a real necessidade humana


Escrito por Joshua Becker

Traduzido por Dag

É próprio da natureza humana necessitar e desejar segurança.

Nós temos procurado por ela em todos os lugares errados.

Um senso de segurança pode vir de bens materiais ou de relacionamentos que nos dão apoio. De fato, pesquisas apontam que as pessoas que não se sentem amadas e aceitas por outras tendem a enfatizar as possessões materiais.

Margaret Clark, uma mestra de psicologia em Yale, descreveu isto desta forma:Humanos são criaturas sociais com vulnerabilidades. Relacionamentos próximos proveem proteção. Por exemplo, bebes não sobrevivem sem outras pessoas. Mas as possessões materiais também oferecem proteção e segurança. Humanos necessitam de comida, vestimentas e teto (moradia) para sobreviver. É necessário um mix de coisas para fazê-lo sentir-se seguro. Mas se você supervalorizar uma fonte de segurança, as pessoas vão considerar menos as outras.

Esta descoberta foi baseada em dois projetos de pesquisa únicos que ela e seus colegas conduziram e publicaram em março de 2011 no “The Journal of Experimental Social Psicology”. A pesquisa conclui dos estudos que aqueles que não se sentem internamente seguros nos seus relacionamentos pessoais, sempre irão colocar maior valor em posses materiais.

Esta é um realidade importante para cada um de nós considerarmos e entendermos.
Aqueles que encontram apoio em relacionamentos pessoais próximos, não colocam muito valor em bens materiais.

Em nossa sociedade, muitos de nós creem que segurança pode ser adequadamente encontrada na acumulação pessoal de posses materiais. Bem, há um grau de verdade nesta afirmação. Certamente , comida, vestimentas e teto, são essenciais à sobrevivência. Mas a lista de possessões que realmente necessitamos para sobreviver é mínima.

Nós temos confundido necessidades com desejos e segurança com luxo.

Como resultado, muitos de nós possuímos e colecionamos grandes pilhas de estoque de bens materiais em nome da segurança ou da felicidade. Nós trabalhamos longas horas para obtê-los. Nós construímos casas maiores para guardá-los. E gastamos mais energia mantendo-os.

 O fardo da acumulação e da manutenção, vai se tornando devagar o foco principal de nossas vidas.

Nós gastamos nosso tempo e energia buscando coisas que são de natureza física. Nós sonhamos com um futuro que inclui salários mais altos e casa maiores. Nós tramamos e planejamos para adquiri-las. Nós vamos longe para cuidar delas e ficamos com ciúmes quando alguém tem mais coisas do que nós. Buscamos segurança na acumulação de dinheiro e de aquisições materiais.

Mas a segurança encontrada nas posses é frágil e passageira na melhor das hipóteses. Em nosso ocupado, frenético, mundo do corre- corre, somos deixados com muito pouco tempo ou oportunidades para desenvolver relacionamentos interpessoais profundos. Estamos muito distraídos construindo nosso próprio reino pessoal.

A pesquisa (e provavelmente nossos próprios corações) argumentam contra este pensamento. Nos chamam para lembrarmos a importância das coisas que não podem ser vistas a olhos nus ou adquiridas com dinheiro; amor, amizade, esperança, integridade, confiança, compaixão. Estas são as coisas que trazem substância, plenitude, e alegria duradoura a nossas vidas. Estes são os atributos que trazem segurança durável.

Possamos nós buscar e desejar estas coisas. E assim prover um fundamento de segurança durável para nossas vidas por meio delas.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

MENINOS POR PRÍNCIPES

Isaís 3;4 " dar-lhe-eis meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles…"
Da primeira vez que ouvi esta frase, não sei explicar bem porque, imaginei algo muito bom, como se um povo fosse tão ordeiro que mesmo uma criança poderia governa-lo, qual não foi minha decepção quando finalmente fiz o que sempre deve ser feito. Li o contexto no qual está inserida a afirmação, aliás de há muito já ouvi “um texto fora de contexto serve como pretexto”, ou seja fora de seu contexto, qualquer texto pode ter a interpretação que melhor me convier…. voltemos então ao contexto, esta frase está inserida numa série de consequências estabelecidas por Deus, devido à desobediência de Israel.
Embora todos nós gostemos de crianças, de sua alegria, vivacidade, espontaneidade, simplicidade e outros atributos, na hora em que necessitamos de decisões firmes, arrojadas, corajosas, sábias, preferimos a segurança de quem tem juízo e justiça suficiente para conduzir a situação, imagine uma nação sendo conduzida em suas inúmeras necessidades por uma criança! Ou tendo que suportar as meninices e caprichos de um príncipe menino? Não que muitos dos governantes que deveriam ser maduros não estejam agindo como meninos… mas isto é parte de uma maldição. Vivemos em um regime democrático e escolhemos nossos líderes em função de nosso entendimento, ora se um povo não se importa com Deus, seus dirigentes tampouco se importarão.
Podemos utilizar a mesma lógica do governo da nação, no microcosmo de nossa família.
 Deus deu pais aos filhos, para os conduzir, educar, orientar, cultivar, para isto deu aos pais autoridade, graça, entendimento, sabedoria, uma criança por mais saudável que seja não é capaz de sobreviver sem os cuidados de adultos, ela morreria de fome e sede nos primeiros dias… da mesma forma se deixarmos ela crescer dando apenas o que necessita para seu corpo, crescerá sem referências e fará o que der na cabeça. Por isto Deus deu pais aos filhos… estamos acostumados a pensar nos filhos como nossa herança, Deus nos deu filhos, o que é totalmente verdadeiro, contudo poucos tem entendido com clareza que como discípulos de Cristo somos todos seus servos e nós é que fomos dados a nossos filhos.
Assim é que deveria ser, contudo tenho testemunhado uma coisa incrível, inúmeras famílias em que o governo da casa está nas mãos dos filhos! As crianças agem e são tratadas como príncipes regentes, toda a rotina da casa, os valores, horários, comida, são determinados pela vontade delas! É incrível ver adultos de todas as idades sendo totalmente dominados pelas birras e pirraças de crianças, sujeitando-se a seus caprichos, sem a menor percepção de que algo está muitíssimo errado! Misericórdia! Isto é parte de uma maldição, não podemos nos sujeitar a este estado de coisas, Deus ao nos entregar filhos tinha um plano de como isto se daria. Urge voltarmos ao projeto original, acordemos para o que está acontecendo..

Não, não é normal o que está acontecendo, não é normal um adulto ser guiado por crianças, não pode dar em coisa boa este estado de coisas.

A CAÇA SE TORNA O CAÇADOR

A CAÇA SE TORNA O CAÇADOR


[…] Sim, existe uma lentidão em Jesus. E Ele deixará qualquer coisa que esteja fazendo para socorrer alguém em necessidade. Mas Ele nunca parece ter pressa. A vida de Jesus pode ser apreciada somente se considerarmos o rio profundo que flui dentro d’Ele, a sua intenção feroz. De qualquer outra maneira, você têm aqueles relatos populares e ridículos de Jesus como um contador de histórias ambulante, não mais controverso ou perigoso que um clérigo em uma feira de alimentos naturais.
“ A vida de Jesus foi tão rápida e direta como um raio,” escreveu Chesterton, “ quase como uma marcha militar; certamente como a busca de um herói que segue em direção à sua conquista ou  a sua perdição.” E, na mais bela reviravolta, a caça se torna, verdadeiramente, o Caçador,  quando Jesus crucificado desce ao inferno pessoalmente, para exigir de Satanás as chaves. Como foi essa jornada? Muito mais que um passeio ao pôr do sol em direção a uma cabana. Ele enfrenta uma criatura muito mais assustadora do que qualquer coisa que você tenha visto em seus pesadelos, e faz com que ela caia de joelhos. Então  Jesus simplesmente se vira e se retira, levando consigo uma legião de cativos resgatados.
(Trecho extraído de Um Mestre Fora da Lei – John Eldredge)

por Dag Gabler 

A GRANDE MONTANHA



A Grande Montanha


O espírito de nossos dias é uma suave aceitação de tudo – exceto a profunda convicção em qualquer coisa. É aí que Jesus vai de repente confrontar o mundo como uma grande rocha confronta o rio. Ele é imutável. O clamor usado para “tolerância” por meio do qual desejamos dizer, “Nós temos fortes diferenças, mas não deixamos que isso se torne a causa do ódio ou violência entre nós.” Não, é algo mais, onde todas as convicções são suavizadas para o segundo e terceiro planos enquanto todos concordaram a desfrutar do mundo ao máximo. Mas a verdade não é como a convicção. Convicção pode ser uma questão de opinião pessoal, a Verdade é como uma grande montanha, sólida e imutável quer gostemos ou não. O Cristianismo não é um punhado de convicções – é A Verdade. A coisa mais ofensiva imaginável.

Trecho de: Um Mestre Fora da Lei – John Eldredge

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

ABNEGAÇÃO X AMOR


ABNEGAÇÃO X AMOR


Lí estes dias a seguinte afirmação, se perguntarmos à maioria dos santos de hoje qual a principal virtude de um homem de Deus, eles dirão , abnegação (Renúncia, sacrifício), se esta mesma pergunta fosse feita no primeiro século a resposta seria, amor (Paixão, gosto vivo por alguma coisa). Interessante como a primeira afirmação leva a um estado de negatividade e um certo heroísmo, eu tenho tanto para ser e fazer por mim mesmo, mas me nego, (quase um mártir), enquanto o amor (ágape) leva a um estado de vida pulsante, vivo, de ação e não de negação, ao amar de fato, tudo que tenho e que sou é colocado à serviço e pode alcançar sua plenitude. O ágape é a própria essência de Deus.

Parece-me que a ênfase dada à abnegação tem muito mais a ver com a busca das religiões orientais pelo nada absoluto, pelo transe, do que com as afirmações do Cristo, “amai-vos uns aos outro” , “o que quereis que os homens vos façam assim fazei-o vós a eles”, amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração…”, “ nisto conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes”, “permanecei no meu amor”…

Sim, sim, O Cristo falou de negar a sí mesmo, tomar a cruz e seguir, sim é verdade, mas observe que no livro de Mateus este requerimento vem somente depois de Pedro afirmar: “tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”… parece-me que a renúncia só faz sentido depois de compreendermos quem é aquele que está dizendo para tomar a própria cruz.

Na verdade a resposta ao chamado só será a esperada, quando nossos olhos forem desvendados e compreendermos quem é aquele que nos fala, como Jesus disse à mulher no poço de Samaria: “ se soubesses quem é o que te fala, tu é que me pedirias água”… é assim que somos, só se troca um amor antigo por um novo amor. 

Senhor abre meus olhos!!!

ACERTANDO O ALVO



ACERTANDO O ALVO


Um amigo me ensinou sua interpretação da passagem dos evangelhos conhecida pelas “bem aventuranças”. Causou-me tanto bem que resolvi compartilhar.
Segundo a sugestão dele podemos ler Mateus 5 assim:
  • Felizes são os inacabados, os ensináveis;
  • Felizes são aqueles que se importam; que se condoem; os capazes de ter emoções;
  • Felizes são os senhores dos seus impulsos; os ponderados;
  • Felizes os que abraçam a verdade; aqueles em que sentimento e prática estão alinhados; os que não vivem uma dicotomia paranoica entre o que falam e o que fazem;
  •  Feliz é o que se compadece do outro e consegue se imaginar na mesma condição alheia; este tal é capaz de perdoar e ser perdoado;
  •  Feliz é o que abre mão dos juízos e guarda seu coração limpo para com todos; talvez este tenha compreendido que o sol brilha para todos, tanto bons como maus;
  •  Feliz é o que busca a paz e não se alegra nas fofocas, ao contrário dedica-se a construir pontes entre os homens;
  •  Feliz é aquele que incomoda a comunidade que o cerca por viver fazendo aquilo que é bom;
  •  Feliz mesmo é quem abriu mão de julgar;
  •  Felizes são os comedidos; os que têm discernimento quando e para quem se doar, e quando assim fazem, não agem por marketing pessoal em busca do aplauso de homem algum, ao não ser de sua própria consciência;
  •  Felizes mesmo são os que aprenderam que a aparência pode não corresponder à verdade, por isso se controlam na espera dos comportamentos para, daí, contemplarem os frutos;
  •  Feliz é aquele que descobriu que a “felicidade” é um caminho íntimo e único;
  •  Feliz é aquele que descobriu que não se perde nada; este tal pode até sentir saudades, porém não se desespera;
  •  Feliz é aquele que tem em si uma consciência grata pela sua própria existência;
  •  Feliz é o que entendeu que não existe magia para ser feliz, mas sim uma decisão, uma atitude cuja origem é fruto do próprio amor que foi enxertado em seu coração.Obrigado amigo.

OFENCE X DEFENCE

OFENCE X DEFENCE Tempos atrás um irmão que foi à Inglaterra se apercebeu do significado das palavras "ofence" (o...