quarta-feira, 7 de março de 2018

OFERTA E PROCURA...










OFERTA E PROCURA...


Esta é uma lei de mercado básica, e já estava presente nos primórdios da história humana. No jardim do Éden já se fez presente...

Após consumirem do produto ofertado, Adão e Eva tiveram consciência de que estavam nus e fizeram toscas proteções de folhas de figueira, o primeiro “tapa sexo” da história.

Ao ser confrontado, Adão não hesitou em culpar sua companheira Eva, que de imediato transferiu a culpa para a serpente...

Que coisa interessante, a primeira resposta foi uma transferência de culpa e responsabilidade!

Pensava sobre isto em nossos dias, cada um de nós transfere a outros as razões de seus erros e escolhas ruins, se não for possível culpar alguém próximo, culpamos então o “sistema”, ou a sociedade em que vivemos, ou qualquer um que não possa se defender e responder.

Se Eva não tivesse qualquer interesse em provar daquele fruto, as incursões da serpente teriam resultado em nada, não haveria demanda pelo fruto e as ofertas tentadoras da serpente cairiam no vácuo. Por certo a serpente morreria de fome se dependesse daquela venda para viver caso Eva não cedesse à cobiça.

Não havendo mercado consumidor, não adianta produzir. A produção, por melhor que seja ficará encalhada, forçando o produtor a mudar de ramo se quiser sobreviver.

Ainda me lembro que em minha infância havia um produto bastante popular, vendia bem, as galochas! Eram um protetor de sapatos para os dias de chuva, era usada sobre os sapatos e impedia os mesmos de sujarem com a lama e de se deteriorarem devido à água. Sumiram do mercado há décadas, as pessoas entenderam que não eram mais necessárias, e os produtores tiveram que mudar de ramo, ou quebraram.

Lendo sobre o avivamento no país de Gales no início do século passado, impressionei-me com o relato do fechamento de inúmeros bares, pelo motivo único de que tantos eram os convertidos que já não haviam mais clientes... oferta e procura.

Como Adão e Eva, gostamos de transferir nossas responsabilidades para outros, apontamos e esperamos que outros tomem providências...

Por exemplo quem consome drogas ilícitas se acha uma “pessoa de bem”, não considera que para “curtir o seu barato”, muitos pagam caríssimo, inúmeras vezes com a própria vida. Se estas “pessoas de bem” que só querem curtir a vida, aprendessem a curti-la de outra forma, haveria de imediato um baque na lei de oferta, e toda a cadeia de produção ruiria... sem sequer um tiro, uma prisão...

Se as “pessoas de bem” deixarem de lado o pensamento de levarem vantagem em tudo, muitas atividades ilícitas se extinguiriam...

Sem receptador (para uso pessoal ou revenda), não existe razão para roubar cargas, os fretes seriam mais baratos, os motoristas viajariam mais seguros...

Sem pessoas que querem favores, não haveria um mercado para vende-los, assim acabaria a corrupção.

Se cada “cidadão de bem”, fizer realmente o bem, acredito que o mal ficará sem espaço. 

Acordemos, nossa omissão pavimenta a estrada da maldade.




terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

AINDA SOBRE FOLHAS E FRUTOS










AINDA SOBRE FOLHAS E FRUTOS

A informação que recebi sobre as árvores com muitas folhas e poucos, ou nenhum fruto, ainda ecoa em minha mente...

É algo realmente desalentador você ver um espécime de alto impacto visual, uma folhagem linda, tronco e galhos vigorosos, uma sombra fantástica, mas a “única” coisa que ela não tem, são os frutos, que garantirão a sobrevivência de sua espécie e servirão de alimento para inúmeras outras...

No tempo em que vivemos, nos impressionamos muito com a aparência exterior. A preocupação com o visual, com a primeira impressão, com o parecer e o fazer antes do ser... a supervalorização do belo, do prazer, do poder... todos estes são sinais exteriores, muita das vezes  mantidos a um  preço exageradamente alto e sem refletir a real situação interior do ser que os manifesta!!!

Mas no tempo do “fruto”, ele falha, Não existem a disposição e o tempo necessários à sua produção. A vida assim fica estéril, incapaz de se reproduzir, tudo que terá produzido então, será mera aparência exterior, que logo será esquecida por todos. Não haverá sucessão, a semente não permanecerá, a espécie se extinguirá...

O que dizer de nossas atividades “espirituais” ou “religiosas”, quantas vezes estamos fazendo grande alarido e verdadeiros “shows” pirotécnicos. Muita folhagem, visual, fumaça, e pouca ou nenhuma vida! Quanto de nosso esforço está focado apenas na aparência, sem a essência, e portanto, sem fruto verdadeiro.

O que de nossa vida permanecerá? O que temos feito com nosso tempo? Talentos? Recursos pessoais e materiais? 

Quem passa por nós se impressiona com nossa aparência e se vai, ou pode repousar em nossa sombra e saborear dos frutos que estamos produzindo?

Fomos todos criados para crescer e multiplicar, isto é parte do mandato original da criação humana...

Que a graça de Deus nos conduza pelo caminho da frutificação abundante e abandonemos o fútil legado de nossa geração, de produzirmos apenas folhagens abundantes.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MUITA FOLHA, POUCO FRUTO!





(as três árvores da frente na foto foram a origem da conversa)


Neste último sábado em conversa com o engenheiro agrônomo que nos orienta, eu perguntava porque algumas árvores frutíferas da propriedade não produziam seus respectivos frutos, qual não foi minha surpresa ao ouvir que a planta que está muito viçosa, cheia de vigor e folhas, exalando seu verdor, não produz fruto!!!

Como assim? Perguntei. Ele respondeu, as plantas produzem flores e frutos pela necessidade de perpetuarem suas espécies, então, se está tudo muito confortável para elas, não há a necessidade imperiosa de frutificar, sua espécie não está em risco...

Aconselhou-me então a causar algum sofrimento ás árvores para que isto as estimule a produzir fruto... nada exagerado, apenas pregar alguns pregos de forma que a árvore “perceba” a necessidade de se perpetuar.

Tal como as plantas, corremos o risco de estarmos com uma folhagem exuberante e sem frutos, os confortos e a acomodação com o curso da vida, nos dão a falsa sensação de segurança, e deixamos de nos importar com a perpetuação de nossa espécie... talvez estejamos necessitando uma dose de sofrimento!

Sofrimento é uma coisa que nenhum de nós deseja, mas observando minha própria trajetória, é perceptível como os tempos de  dor e sofrimento, geraram os períodos de maior frutificação e amadurecimento pessoal, teria muito que dizer a este respeito mas fica para outra conversa.

Salmo 119;71

Foi-me bom ter passado pela aflição, para que aprendesse seus decretos.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

UMA AÇÃO DE MARKETING MUITO BEM SUCEDIDA!




No livro de Genesis, capítulo 3, é relatada a primeira ação de marketing da história humana.

Haviam ali os elementos essenciais;

Um diretor de marketing determinado a vender seu produto, a serpente.

Uma consumidora potencial ávida por novas experiências; 
Eva.

Um produto sedutor, o fruto da árvore.

Uma oferta tentadora junto com o produto, um estilo de vida...conhecimento do bem e do mal;

Um preço a ser pago... convenientemente mascarado;

Um público a ser alcançado; Adão.

Imagino que a serpente, com toda sagacidade, aproximou-se de Eva e iniciou uma agradável conversa. Atraiu sua atenção e ativou a sua cobiça. Eva na verdade não precisava daquele fruto, poderia comer de qualquer outra árvore, o problema não era fome... o que a atraiu foi o resultado de provar aquele fruto. A promessa da serpente era de que ao fazer isto Eva se tornaria como Deus, conhecedora do bem e do mal...
Opa! Que oferta tentadora!!! Mas observe, Eva já era imagem e semelhança de Deus, então a serpente tentou-a com algo que ela já tinha, e portanto, não precisava!!! Ou seja seria algo mais ou menos assim, você terá mais daquilo que você já tem! Uau!!!

Para conseguir seu intento a serpente arrumou a primeira vitrine da história, e apresentou aquele fruto como “boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento,” como resistir a uma oferta tão vantajosa, locupleta os desejos do estômago (concupiscência da carne), desejos da alma (concupiscência dos olhos) e os desejos da mente (soberba da vida), qualquer semelhança com nossas lojas, não é mera coincidência...

A investida foi fatal, nossa consumidora não resistiu, comeu e iniciou sua estratégia de multiplicação de níveis de consumidores. Imediatamente pegou o fruto e deu a seu marido, assim se iniciou a primeira rede de marketing multinivel, de extremo sucesso, segue fazendo adeptos a pleno vapor em nossos dias.

Os resultados de tudo isto são vistos até hoje, e se repetem a cada dia, o diretor continua nos oferecendo produtos que , na verdade, não precisamos, com vantagens que não desfrutaremos, por um preço que não poderemos pagar...

Fique esperto!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

CADA UM NO SEU QUADRADO..







Há bem pouco tempo uma música fez bastante sucesso e seu refrão é:

 ” Eu disse ado-a-ado!
Cada um no seu quadrado!
Ado-a-ado!
Cada um no seu quadrado!

Ouvi algumas vezes este refrão e hoje resolvi ver a letra inteira, a primeira estrofe diz;

"-Aí galera!
Tô chegando
Com a dança do quadrado!
Pegue seu quadrado
E quem pisar na linha
Vai pagar prenda, hein?
Vamos juntos!"

As demais estrofes, convidam os presentes para pegarem seus quadrados e dançarem, cada um em seu respectivo quadrado.
Já há algum tempo tenho observado que mesmo aqueles que insistentemente se dizem , ou são considerados, “fora da caixa (quadrado)”, na verdade possuem seus próprios “quadrados” e vivem neles. É certo que às vezes são “quadrados” um tanto diferentes dos demais, mas, em última análise são, “quadrados”. Tem diferentes tamanhos, cores, texturas, brilho etc... mas são em essência “quadrados”...

Não vejo nenhum problema nisto, desde que não nos enganemos pensando sermos de uma classe iluminada, que vive fora do quadrado. Ou que somos os salvadores da pátria com a missão soberana de livrarmos os demais de seus “quadrados”, para coloca-los em nossos próprios “quadrados”...

É bom nos lembrarmos sempre que o fato de sermos “fora da caixa (quadrado)”, não significa que sejamos absolutamente “fora de qualquer caixa (quadrado)”...


Uma boa dose de esvaziamento pessoal e de humildade, nos livrará deste complexo messiânico e de nós mesmos.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

QUE TAL UMA FEIJOADA?



QUE TAL UMA FEIJOADA?

Ouvi esta ilustração de um irmão pregando sobre o texto de I Pe 1: 3-11.

por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. 10 Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. 11 Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Muito me chamou a atenção a simplicidade e praticidade da ilustração, vejamos.

Para fazermos uma feijoada, são necessários vários ingredientes, a começar obviamente, pelo feijão, depois vamos acrescentando os mais variados itens que enriquecerão a nossa feijoada, tendo ao final um delicioso prato que supre amplamente os comensais.

Como isto se aplica ao texto?

O elemento essencial é a fé, o que é fé? Ora dirão, fé é a certeza das coisas que se esperam... sim, por certo, mas sejamos mais específicos, a fé aqui mencionada é a convicção da obra realizada por Cristo para nos limpar de todo pecado e nos dar uma nova vida. Fé é aquilo que nos impulsiona à ação, à mudança.

E os demais ingredientes? 

Virtude; disposição constante do espírito que induz a exercer o bem e evitar o mal. É algo que vem do íntimo, força moral e espiritual necessárias à permanência em Cristo.

Conhecimento; entendimento, inteligência, saber. Disposição de estudar e compreender as escrituras, e a própria vida, para melhor compreensão dos fatos da vida e ser mais útil ao próximo.

Domínio próprio; temperança, auto controle, auto disciplina, capacidade de se dominar diante de qualquer circunstância, conter seus ímpetos e instintos a bem de todos e de alcançar os propósitos estabelecidos.

Perseverança; estabilidade, constância, tolerância, qualidade da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade a fé e a piedade, mesmo diante de provações e sofrimentos.

Piedade; devoção, reverência, fidelidade à Deus, tudo aquilo que fazemos para cultivar nosso relacionamento com Deus, oração, meditação, jejum, ofertas, toda manifestação prática de nossa fé.

Fraternidade; relacionamento de irmãos, considerar como irmãos, amor expressado entre irmãos, sentimento de família, consideração, respeito. Cooperação entre irmãos.

Amor; ágape, refere-se ao amor de Deus, incondicional por todos os humanos. Este tipo de amor é o vínculo da perfeição, explanado em ICo13, aqui não importa mais se são irmãos ou não, ama-se por que Deus amou primeiro.

Iniciamos com fé, finalizamos com o amor (ágape), este é o caminho da perfeição, assim, segundo o apóstolo, nossa caminhada será frutífera, seremos operantes e nossa entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador jesus Cristo, será amplamente suprida!!!

Mãos à obra!


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

NUMA OU EM OUTRA?







NUMA OU EM OUTRA?

Em minha época de universitário, tive um professor de introdução à sociologia, que quase deu um nó na minha cabeça, (infelizmente outros colegas não conseguiram se livrar completamente dos ensinos dele...) contudo, como já havia sido encontrado por Deus, fui liberto das garras de sua ideologia...

Algumas coisas que este professor disse, no entanto, eram bem verdadeiras e marcaram a minha forma de entender os fatos que nos cercam.

Àquela época era comum se dizer, “estou numa”, ou “não estou nesta”, referindo-se à uma forma de pensar, ideologia, filosofia, ou entendimento pessoal sobre alguma coisa, ou mesmo todas as coisas (com toda humildade peculiar a jovens universitários)...

Certo dia o professor saiu com esta; “não importa se você está em uma, ou em outra, de toda forma, você está em alguma!

Tenho observado o quanto esta afirmação ainda faz sentido, embora nem saiba que termos se utilizem para algo semelhante hoje...

Muitas vezes me vejo criticando “esta” ou “aquela” e ao fazê-lo estou me igualando a ambas, apenas citando uma “outra”,, que a bem da verdade, nem é tão outra assim...

Uma boa dose de humildade pode nos livrar de todas “estas”!

Disse o Mestre “tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossa alma”! Mt 11;29

Que possamos estar todos na “dEle”.

OFENCE X DEFENCE

OFENCE X DEFENCE Tempos atrás um irmão que foi à Inglaterra se apercebeu do significado das palavras "ofence" (o...