quinta-feira, 5 de julho de 2018



 DOCES MEMÓRIAS E UM APRENDIZADO.


























Desde muito cedo em minha vida tive uma atração por trabalhos manuais, construir ou restaurar coisas, minhas tentativas com meu avô são de saudosa lembrança, construíamos galinheiro no quintal de casa e algumas outras pequenas coisas. Do processo de construção uma etapa muito me impressionava, era a construção do telhado. Pegávamos latas de óleo de soja vazias, retirávamos as duas extremidades, cortávamos a lata e a abríamos como uma folha, isso feito, rebatíamos as rebarbas para não ocorrerem cortes acidentais e para retificar as latas. Desenvolvemos um sistema simples de encaixe das latas, de forma a não vazarem em caso de chuva e, depois de tudo feito, uma a uma pregávamos sobre o engradamento de madeira. 

Ficava um telhado multicolorido e bastante durável, custo baixo, e era uma excelente ocupação para um idoso aposentado e um menino de folga da escola (confesso que meu avô era o rei da paciência para conseguir trabalhar comigo).


Outra tarefa divertida era construir carrinhos de rolimã com os amigos, especialmente um que era filho de um carpinteiro muito hábil e aprendera com o pai muitas habilidades interessantes. Certa feita, decidimos construir um carrinho mais robusto, quatro lugares, e nos entregamos de corpo e alma à tarefa. Vendo nossos esforços e que a coisa estava indo bem, meu pai deu um grande apoio solicitando aos mecânicos da empresa em que trabalhava para fazer os eixos e um sistema de direção e freios. Ao final tínhamos um carrinho bem maneiro e que foi diversão garantida por um bom tempo.
Muitas outras ideias tivemos e tentamos realizar. Com o passar dos anos toda esta criatividade e disposição foram ficando de lado, afinal, trabalhos manuais não dão tanto retorno financeiro e as ocupações diárias, responsabilidades, deveres, obrigações foram deixando esse interesse adormecido, embora esporadicamente tenha reaparecido e eu tenha feito tentativas de criar coisas com as próprias mãos. Sim, gosto muito de artesanato e sei o trabalho que dá.

Recentemente me vi novamente atraído para essa velha tendência, fazer coisas com as minhas mãos e principalmente aproveitar aquilo que seria descartado. Assim comprei uma máquina de furar e um kit de brocas para iniciar um novo hobby. Depois  saí em busca de materiais no sítio, sempre que via galhos e pedaços de madeira ficava imaginando o que fazer para aproveitar melhor. Daí encontrei inspiração nas fotos do Pinterest e decidi fazer experiências.

Peguei alguns pedaços de madeira, levei para casa e comecei um aprendizado. Como não poderia deixar de ser, juntamente com o trabalho na madeira fui aprendendo sobre a vida, pensando e pensando nas aplicações dos processos no meu dia a dia.

Primeira lição:  dar valor a coisas que estavam destinadas ao fogo, ou a apodrecerem e virarem pó. Sim, essa é uma atribuição do “artista”, encontrar valor onde todos veem entulho. Mas, isso não é tudo, para uma peça aparentemente inutilizável, é necessária uma limpeza profunda na peça retirando dela sujeiras, partes soltas, partes apodrecidas, partes inúteis ao projeto, pontas que possam causar ferimentos, enfim retirar tudo que não seja adequado, primeiro com um jato de água, depois com uma escova de aço, se necessário também com ferramentas de corte e lixa. Tudo isso para deixar a peça em condição de ser trabalhada. Enquanto todo este trabalho é feito, uma pilha de resíduos é gerada e uma coisa meio “mágica” acontece:  a beleza da peça vai se revelando, as nuances de cores, movimentos das fibras, formas surpreendentes e ideias vão surgindo na mente do artesão, para o melhor uso daquela peça. Tivesse a mesma sido deixada na lama onde estava, nada disso aconteceria e a beleza passaria desapercebida!
Isso me trouxe à memória o texto de Paulo a Tito:

Tt 2;11-12 Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,  

Assim como a madeira, para que  nossa vida seja o que dela se espera, é mister renegar, (renunciar, desconsiderar, deixar para trás, desconhecer) a impiedade (falta de temor a Deus, sem considerar a Deus) e às paixões mundanas (desejo pelo que é proibido, anelo, anseio, luxúria). Sem uma profunda limpeza, que no nosso caso se chama arrependimento, não será possível surgir uma nova vida. Não, não basta um pouco de remorso, culpa, pesar, não! Arrependimento profundo e verdadeiro é a única forma de ser limpo para que se possa viver então neste século uma vida sensata (com a mente sã, sobriamente, de forma moderada), justa (segundo a justiça, apropriadamente, de acordo com a justiça) e piedosamente (de acordo com o temor de Deus, buscando o reino de Deus em primeiro lugar).

Jamais conseguiremos trazer à luz o melhor de nossas vidas, sem esta limpeza profunda. O processo de limpeza pode parecer duro, implacável até, mas absolutamente necessário para a obtenção do resultado final.

Sim, como seres humanos afastados de Deus estávamos todos destinados ao fogo, porém Sua graça se manifestou salvadora e nos ensina!

Segunda lição é que durante o processo tudo parece que será inútil, mas quando este é finalizado vem a satisfação de haver criado algo belo. A exemplo, sua vida, neste momento, pode estar parecendo um caos, mas, acredite, o “Artesão” está acompanhando cada parte do processo e já vê a obra finalizada, e está feliz!

Terceira lição é a necessidade de ferramentas, materiais e habilidades adequadas ao processo. A utilização desses elementos de forma harmônica facilita tremendamente o trabalho, da mesma forma em nossa caminhada, se desenvolvermos nossas habilidades (dons e talentos) e utilizarmos as ferramentas (palavra de Deus) e materiais adequados (relacionamentos) os resultados serão em muito facilitados e a qualidade final excelente.

Quarta  lição, a maleabilidade aos imprevistos, por vezes imaginamos algo de início e no decorrer dos trabalhos temos de adequar o projeto às realidades das peças, Quantas vezes precisamos ajustar nossas vidas às intempéries do dia, alterando o curso, mas mantendo a direção.

Quinta lição a satisfação obtida com um projeto concluído, criados que fomos à imagem de Deus, acredito ser inerente a cada ser humano a criatividade, o poder de trazer à luz o belo, o admirável, o essencial, os tesouros escondidos nos objetos e pessoas em sua “forma bruta”, muitas vezes feia e desprezível, mas ao passar pelas habilidosas mãos do “Artista”, obras primas são reveladas. A beleza escondida é manifestada, o tesouro oculto é revelado. E o Criador pode olhar e ver que tudo é muito bom!

Certamente à medida que continuar nessa atividade, inúmeras lições ainda aprenderei, por hora estas já me deram grande alegria, espero que você que tirou este tempo para ler até aqui encontre em seu viver a criatividade perdida em algum ponto de sua vida e volte a desfrutar deste aspecto de sua semelhança com o Criador. E lembre-se, estamos todos em obras, em nossa limitação ainda não sabemos o que será no fim, mas o habilidoso “Artista” está nos moldando em suas mãos e o final será glorioso!

segunda-feira, 4 de junho de 2018

LIÇÕES DE UM BEIJA FLOR






Dias atrás, enquanto eu, minha esposa e nosso filho, tomávamos o café da manhã assentados à mesa, fomos surpreendidos pela súbita entrada de um beija flor em nossa sala, a janela estava aberta e ele entrou sem cerimônias.  Voando alegremente pela sala, explorando o ambiente. Não sabia ele que aquela tinha sido uma escolha de final triste.

Ao tentar sair do ambiente nosso visitante sempre iniciava um voo subindo e ao fazer isto, dava com a cabeça na laje da casa. Tentou esta saída inúmeras vezes, tentamos cooperar com o mesmo acendendo luzes do lado de fora, fazendo gestos para impulsiona-lo em direção à porta ou à janela, mas nada adiantava, ele insistia em voar diretamente para o alto, sempre encontrando uma dura laje de concreto em seu caminho em busca de uma saída.

Fomos à academia, voltamos cerca de uma hora depois, e lá estava nosso visitante tentando sair da sala sempre em direção à laje. A cada pessoa que passava pelo  ambiente ele iniciava uma nova tentativa, até que, absolutamente exausto, se agarrou à corrente do lustre e ficou imóvel. 

Vendo isto peguei uma escada para pegá-lo e soltar de volta em seu ambiente. Para minha surpresa, consegui fazer isto, ele não ofereceu qualquer resistência, parecia estar “hibernando”, buscando restaurar as forças. Coloquei-o do lado de fora de casa na esperança de que se recuperasse, mas todas nossas tentativas foram em vão, nosso visitante acabou morrendo. O esforço feito em busca de sair da sala esgotou suas forças por completo e ele não resistiu.

Tudo que ele precisava ter feito era subir menos em seu voo e seguir reto em direção à porta ou à janela, nada o impedia de ir embora, exceto seu instinto natural de sempre sair para cima!

Diante do ocorrido comecei a meditar sobre a situação e me dei conta de quantas vezes lidei com situações de forma análoga a este pequeno visitante, vejamos;

Quantas vezes me meti em situações de forma precipitada, sem avaliar as saídas possíveis e acabei caindo em uma armadilha que me consumiu as forças.

Dentro da situação não me dei conta das pessoas que poderiam me ajudar a sair dela e fugi delas, insistindo em caminhos que deram em nada, a um preço demasiado alto.

Muitos dos caminhos escolhidos foram teimosamente perseguidos, quando uma pequena mudança de percurso poderia ter evitado perdas enormes.

A insistência do beija-flor em seguir um curso que lhe era natural, custou-lhe a vida. E as suas escolhas, a que te tem levado?

Pv 11;14 Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de  conselheiros há segurança.

Pv 14;12 Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.

Os 4;6  O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. 


segunda-feira, 28 de maio de 2018

APRENDENDO COM A VIDE


Após uma longa jornada, lançamos o nosso primeiro livro, com a cooperação de várias pessoas.
É uma descrição do processo de cultivo de videiras, buscando compreender melhor a ilustração de Jesus no evangelho de João 15.
Segue abaixo links da Saraiva e da Base que estão vendendo o livro.
Espero que sirva de inspiração e como um convite a desfrutar dos cuidados do Agricultor.

Se fizer busca no google também vão encontrar.

https://www.google.com.br/search?q=aprendendo+com+a+vide&oq=aprendendo+com+a+vide&aqs=chrome..69i57j0l5.7818j1j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8#

https://shop.abase.org/aprendendo-com-a-vide-dag-henrique-gabler

sexta-feira, 6 de abril de 2018

CAPACITAR OU EXPLORAR?













CAPACITAR OU EXPLORAR?

Encontrei a tabela à seguir em um post do facebook, a autoria é atribuída a Wolfgang Siemson em um livro dele. Estava em inglês e fiz uma tradução livre para o português.
Pareceu-me clara e óbvia demais para necessitar explicações, portanto vou apenas apresenta-la, sem maiores comentários.
Possamos nós termos a sabedoria e o bom senso de sermos daqueles que capacitam outros, e , não daqueles que se utilizam de outros para seus próprios interesses.


COMO CAPACITAR AS PESSOAS
COMO EXPLORAR AS PESSOAS
Habilite-as para uma função (serviço).
Dê-lhes uma função (cargo).
Creia nelas.
Faça-as crerem em você.
Delegue autoridade.
Requeira submissão.
Promova o plano de Deus para elas.
Faça-as parte dos seus planos
Invista nelas.
Use-as
Ame-as, e diga isso.
Ame mais a causa do que as pessoas.
Dê-lhes o que você tem.
Pegue o que elas têm para dar.
Debata os assuntos com elas.
Pregue para elas.
Gaste tempo com elas livremente.
Requeira tempo agendado.
Dê as “chaves” para elas agora.
Faça-as esperar até sua aposentadoria.
Sirva-as.
Deixe-as servirem você.
Louve-as. (elogie-as).
Aceite que elas te louvem. (elogiem)
Transfira a capacidade de ser um mestre.
Demonstre sua capacidade de ser mestre.

terça-feira, 20 de março de 2018

VOCÊ TEM UMA BOA AMIZADE?




Lembrei-me desta canção que cantamos inúmeras vezes na comunidade luterana onde cresci, era praticamente um hino oficial dos adolescentes e jovens.
1. Se uma boa amizade você tem,



louve a Deus, pois a amizade é um bem
Toda boa amizade você deve conservar.
Como é bom quando se sabe amar.
A amizade vem de Deus e a Deus deve levar.
Como é bom quando se sabe amar.
Uma boa amizade
é mais forte do que a morte.
Mesmo longe na saudade
a amizade vai ficando até mais forte.
2. A amizade é na vida uma canção.
A amizade faz bater o coração.
Ser amigo é fazer ao amigo todo bem.
Como é bom saber amar alguém.



A amizade vem de Deus e a Deus deve levar.
Como é bom quando se sabe amar.
Uma boa amizade...
Passados quase quarenta anos posso afirmar que o autor, cujo nome não sei, estava inspirado e deve ter provado o valor de uma boa amizade para escrever algo tão simples e ao mesmo tempo profundo
Eu posso testemunhar das muitas vezes em que fui salvo por amigos, principalmente salvo de mim mesmo, amigos me ouviram, amigos me acolheram, me amaram, me corrigiram, me confrontaram, apontaram soluções, riram comigo, choraram também.
Tenho ótimas recordações de intermináveis papos, tratando de todos os assuntos imagináveis...
Muitos dos amigos de então, já não estão por perto, por inúmeras razões fomos distanciados, mas, ficou a boa lembrança do tempo vivido, as lições aprendidas.
As responsabilidades diárias, o ritmo da vida, as carreiras seguidas, impuseram um afastamento normal nestes casos. Interessante que mesmo sem a intensidade do relacionamento de então, eu sei que posso contar com aqueles que verdadeiramente se fizeram amigos, mesmo que em alguns casos muitos anos tenham passado.

O valor de uma boa amizade é algo a ser preservado, principalmente em tempos de infinitos “relacionamentos” sem nenhuma profundidade, ninguém é capaz de ter um milhão de verdadeiros amigos, seguidores talvez, amigos, certamente não.

Certa época de minha vida, senti-me muito só, não contava com amigos próximos. Quando falo próximos penso naquele tipo de amigo que aparece só para tomar um café, ou senta-se próximo e tem a capacidade de ficar quieto e se comunicar mesmo em silêncio, sabe que a presença é em muitas vezes superior às palavras, sabe também que não precisa ter as respostas, afinal pessoas não são equações a serem resolvidas...na maioria das vezes só precisam verbalizar as ideias para encontrarem suas respostas. Nunca subestime o poder de um bom ouvido!

Não é que os amigos não existissem, eles estavam ali, mas, ideias errôneas e sentimentos atrapalhados me afastavam deles, triste tempo!

Um fato intrigante da vida de Jesus era sua amizade com Lázaro e suas irmãs, é perceptível que havia um forte vínculo, contudo Lázaro não foi um dos doze, parece que o Mestre necessitava de alguém fora do agito de suas viagens para chegar e repousar em sua casa.

Um bom amigo é como um porto seguro, onde você sabe que pode atracar seu barco em tempos de mar revolto. Uma parada para renovar as forças. Que eu seja este tipo de amigo para os meus amigos!

Se você não tem amigos assim, não perca tempo, torne-se amigo de alguém, afinal se você quiser ter um amigo, você precisa ser um também.

Se você tem bons amigos, louve à Deus pois essa é uma dádiva. Não remova os marcos antigos, preserve suas amizades, abra-se para novas, faça amigos em todo o tempo!

Minha sincera gratidão àqueles que tem me suportado em toda esta jornada, eu realmente, “não sei o que seria de minha vida, sem irmãos e irmãs, sem amigos que com o amor de Jesus...” como tantas vezes cantamos!

Paz!

Se você leu até aqui, sinta-se abraçado, um caloroso abraço fraterno, é isto que eu gostaria de fazer neste momento!

quarta-feira, 7 de março de 2018

OFERTA E PROCURA...










OFERTA E PROCURA...


Esta é uma lei de mercado básica, e já estava presente nos primórdios da história humana. No jardim do Éden já se fez presente...

Após consumirem do produto ofertado, Adão e Eva tiveram consciência de que estavam nus e fizeram toscas proteções de folhas de figueira, o primeiro “tapa sexo” da história.

Ao ser confrontado, Adão não hesitou em culpar sua companheira Eva, que de imediato transferiu a culpa para a serpente...

Que coisa interessante, a primeira resposta foi uma transferência de culpa e responsabilidade!

Pensava sobre isto em nossos dias, cada um de nós transfere a outros as razões de seus erros e escolhas ruins, se não for possível culpar alguém próximo, culpamos então o “sistema”, ou a sociedade em que vivemos, ou qualquer um que não possa se defender e responder.

Se Eva não tivesse qualquer interesse em provar daquele fruto, as incursões da serpente teriam resultado em nada, não haveria demanda pelo fruto e as ofertas tentadoras da serpente cairiam no vácuo. Por certo a serpente morreria de fome se dependesse daquela venda para viver caso Eva não cedesse à cobiça.

Não havendo mercado consumidor, não adianta produzir. A produção, por melhor que seja ficará encalhada, forçando o produtor a mudar de ramo se quiser sobreviver.

Ainda me lembro que em minha infância havia um produto bastante popular, vendia bem, as galochas! Eram um protetor de sapatos para os dias de chuva, era usada sobre os sapatos e impedia os mesmos de sujarem com a lama e de se deteriorarem devido à água. Sumiram do mercado há décadas, as pessoas entenderam que não eram mais necessárias, e os produtores tiveram que mudar de ramo, ou quebraram.

Lendo sobre o avivamento no país de Gales no início do século passado, impressionei-me com o relato do fechamento de inúmeros bares, pelo motivo único de que tantos eram os convertidos que já não haviam mais clientes... oferta e procura.

Como Adão e Eva, gostamos de transferir nossas responsabilidades para outros, apontamos e esperamos que outros tomem providências...

Por exemplo quem consome drogas ilícitas se acha uma “pessoa de bem”, não considera que para “curtir o seu barato”, muitos pagam caríssimo, inúmeras vezes com a própria vida. Se estas “pessoas de bem” que só querem curtir a vida, aprendessem a curti-la de outra forma, haveria de imediato um baque na lei de oferta, e toda a cadeia de produção ruiria... sem sequer um tiro, uma prisão...

Se as “pessoas de bem” deixarem de lado o pensamento de levarem vantagem em tudo, muitas atividades ilícitas se extinguiriam...

Sem receptador (para uso pessoal ou revenda), não existe razão para roubar cargas, os fretes seriam mais baratos, os motoristas viajariam mais seguros...

Sem pessoas que querem favores, não haveria um mercado para vende-los, assim acabaria a corrupção.

Se cada “cidadão de bem”, fizer realmente o bem, acredito que o mal ficará sem espaço. 

Acordemos, nossa omissão pavimenta a estrada da maldade.




terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

AINDA SOBRE FOLHAS E FRUTOS










AINDA SOBRE FOLHAS E FRUTOS

A informação que recebi sobre as árvores com muitas folhas e poucos, ou nenhum fruto, ainda ecoa em minha mente...

É algo realmente desalentador você ver um espécime de alto impacto visual, uma folhagem linda, tronco e galhos vigorosos, uma sombra fantástica, mas a “única” coisa que ela não tem, são os frutos, que garantirão a sobrevivência de sua espécie e servirão de alimento para inúmeras outras...

No tempo em que vivemos, nos impressionamos muito com a aparência exterior. A preocupação com o visual, com a primeira impressão, com o parecer e o fazer antes do ser... a supervalorização do belo, do prazer, do poder... todos estes são sinais exteriores, muita das vezes  mantidos a um  preço exageradamente alto e sem refletir a real situação interior do ser que os manifesta!!!

Mas no tempo do “fruto”, ele falha, Não existem a disposição e o tempo necessários à sua produção. A vida assim fica estéril, incapaz de se reproduzir, tudo que terá produzido então, será mera aparência exterior, que logo será esquecida por todos. Não haverá sucessão, a semente não permanecerá, a espécie se extinguirá...

O que dizer de nossas atividades “espirituais” ou “religiosas”, quantas vezes estamos fazendo grande alarido e verdadeiros “shows” pirotécnicos. Muita folhagem, visual, fumaça, e pouca ou nenhuma vida! Quanto de nosso esforço está focado apenas na aparência, sem a essência, e portanto, sem fruto verdadeiro.

O que de nossa vida permanecerá? O que temos feito com nosso tempo? Talentos? Recursos pessoais e materiais? 

Quem passa por nós se impressiona com nossa aparência e se vai, ou pode repousar em nossa sombra e saborear dos frutos que estamos produzindo?

Fomos todos criados para crescer e multiplicar, isto é parte do mandato original da criação humana...

Que a graça de Deus nos conduza pelo caminho da frutificação abundante e abandonemos o fútil legado de nossa geração, de produzirmos apenas folhagens abundantes.


  DOCES MEMÓRIAS E UM APRENDIZADO. Desde muito cedo em minha vida tive uma atr...