sexta-feira, 24 de novembro de 2017

FLÁCIDOS COM PEQUENAS PAIXÕES

FLÁCIDOS COM PEQUENAS PAIXÕES
 por Daniel Gabler |  postado em: Blogs |  0
Tradução lire de texto de John Eldredge
Fitafuso (personagem de cartas de um diabo a seu aprendiz) revela o plano do inimigo – primeiro faça os humanos flácidos, com pequenas paixões e desejos, então alimente essas paixões diminutas para que a experiência seja de contentamento. Eles não sabem nada de júbilo ou depressão. Eles são simplesmente legais.
Cristianismo chegou ao ponto de acreditarmos que não existe aspiração maior para o ser humano do que ser legal. Estamos produzindo uma geração de homens e mulheres cuja maior virtude é a de não ofender ninguém. Daí nos perguntamos porque não existe mais paixão por Cristo. Como teremos fome e sede de justiça se não temos mais fome e sede?
Como C.S.Lewis disse, “Nós castramos o potro e o obrigamos a frutificar”.

O grande inimigo da santidade não é a paixão; é a apatia. Olhe para Jesus. A vida dele era cheia de paixão.  Depois de expulsar os vigaristas do templo, “os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.” (João 2:17). Essa não é nem de longe a imagem que nos é passada, Jesus com um cordeirinho e uma criança ou duas. A pessoa mais legal do mundo.  Ele era muito mais poderoso que isso. Ele era santo.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CABRESTOS E ANTOLHOS.

CABRESTOS E ANTOLHOS.





Para quem não está habituado com os termos, cabresto é uma peça do arreio do equino que é colocada em sua cabeça e serve para conduzi-lo ou amarra-lo segundo o propósito de seu cavaleiro, e antolho é outra peça utilizada para colocar ao lado dos olhos, impedindo assim a visão lateral do animal e evitando que ele se desvie ou se assuste com movimentos ao seu lado, utilizado em animais que puxam charretes ou carroças.

Obviamente não temos aqui a intenção de dar uma aula sobre equitação ou trato de animais, mas de ver lições que podemos tirar destes apetrechos.

É muito interessante observar que um animal já amansado fica imóvel quando tem o cabresto em sua cabeça, mesmo que a outra ponta esteja apenas jogada sobre algum obstáculo, sem amarrar, se o animal apenas tentasse se mover, ele descobriria que apesar do cabresto estar em sua cabeça ele poderia se mover para onde quisesse, mas devido a inúmeras outras ocasiões em que tentou e não conseguiu, o animal já não tenta mais.

Isto me faz pensar em quantas vezes desistimos de mudar alguma situação em função de nossas lembranças e experiências, também de nossas fortalezas mentais alimentadas por elas... também me faz lembrar das inúmeras tentativas de pessoas em colocar “cabrestos” emocionais, intelectuais, espirituais em outros; seja por meio de medo, intimidação, argumentação, demonstrações de poder, gritos, gestos, teorias, teologias, ideologias, etc...

Também é interessante notar que o animal acostumado aos antolhos, seguirá seguro em seu caminho, desde que bem conduzido, ele apenas enxergará em frente, sem distrações ou alterações de curso, seus olhos serão sempre voltados para onde interessa àquele que lhe conduz.

Ambos apetrechos são utilíssimos aos que lidam com animais irracionais, mas um desastre se aplicados figuradamente aos seres humanos, pessoas atreladas a cabrestos e antolhos serão altamente produtivas e convenientes aos que as manobram, se verão livres de inúmeras escolhas difíceis, podem até conseguir feitos extraordinários para “a causa” seja ela qual for, mas, serão ainda pessoas em sua plenitude? Teria alguém o direito de impor tais meios aos demais? A obtenção de benefícios justificaria reduzir as pessoas a seres não pensantes?

Por outro lado não estaríamos todos nós humanos em maior ou menor grau atados a cabrestos e usando antolhos que nos induzem a inúmeros caminhos e descaminhos? Cabrestos e antolhos herdados de nossos antepassados, trazidos por nossa formação (ou deformação) escolar, adquiridos em nossa caminhada seja por onde for que andamos?


Para tudo isto Jesus nos dá uma saída, que alguns até dirão ser um outro cabresto ou antolho, a diferença é que estes só são tomados por aqueles que assim o desejam, Ele disse, “eu sou o caminho a verdade e a vida”, sigamos por ele e sejamos livres nele.

SE COMERMOS DA SEMENTERIA A COLHEITA FALHARÁ





Se comermos da sementeira a colheita falhará.

Todo agricultor sabe que ao colher o campo que semeou, deve reservar uma parte da colheita para a próxima safra, nos dias atuais esta reserva não é necessariamente em sementes, mas pode ser os recursos necessários para comprar novas sementes. Se não fizer isto, na época de semear faltará sementes e isto comprometerá a próxima colheita.

Em linguagem atual, não podemos comer nosso capital de giro, ou não podemos comer tudo que produzimos, ou a poupança é necessária se queremos obter novas colheitas...

Partindo da afirmação original, se o agricultor reservar as sementes e não lança-las na terra na época apropriada, também não haverá colheita. Lançar a semente ao chão envolve trabalho e certo risco, porém se as condições forem adequadas a colheita será certa, ao passo que se não houver semeadura é certo que não haverá colheita....

Mt 25, nos conta a história de homens que receberam sementes (talentos) e o que fizeram com elas. E Jesus diz que até deixar o talento no banco é melhor que enterrá-los por medo. Sabemos hoje que os bancos são regiamente recompensados para aplicar nossas economias, o que aconteceria em nossas vidas e na daqueles que nos cercam se assumíssemos a iniciativa de gerirmos nós mesmos, ao menos uma parte destes recursos? Imagine quantas novas iniciativas e empreendimentos poderiam surgir com uma iniciativa tão simples. 

Se mudarmos nosso entendimento da razão de termos sementes em excesso, certamente mudaremos nossa maneira de lidar com ela. E se retirarmos uma parte para corrermos riscos calculados? Fazermos investimentos inovadores? Equiparmos pessoas e empresas para alcançar novos patamares de ação?

O lugar natural da semente, é o solo, ela só se multiplica ali! Sem semeadura, não haverá risco, também não haverá colheita. Se o grão caindo na terra não morrer ele fica só, se morrer produz fruto a 30, 60, e a 100/1...

Se abrirmos nossa despensa e utilizarmos parte do que temos colhido como sementes o que poderá acontecer???

TOLERÂNCIA E PATERNIDADE

TOLERÂNCIA E PATERNIDADE
 por Dag Gabler |  postado em: Blogs |  9

Este texto data de 05/06/98, como já disseram, os dias passam devagar, mas os anos passam rápido, naquela época nossos filhos tinham 6, 4 e 2 anos respectivamente, hoje o mais velho com 24 já está casado, a do meio com 22 casa-se em janeiro do próximo ano e o mais novo com 19 está terminando o curso de tecnólogo… ou seja, já posso comprovar a prática do que escrevi então… espero que esta reflexão possa cooperar com os pais neste momento.
Num retiro de líderes ouvimos a seguinte frase, ”está em curso uma tremenda mudança cultural e a maioria dos cristãos estão desapercebidos, dentro de três ou quatro anos se perguntarão o que houve? Porque as coisas estão como estão? E a resposta será dada por uma palavra: TOLERÂNCIA”.
Dizia o irmão que muitos acordarão de repente sem entenderem como chegamos a tal ponto, sem se perceberem de que as muitas pequenas concessões feitas ao mundo e ao pecado acabaram por apagar todo o brilho de Deus em sua vida familiar e pessoal, esfriaram os seus relacionamentos, excluíram a santidade, Substituíram o Criador pela criatura. As maiores vítimas? Os filhos.
Somos insistentemente bombardeados pelo mundo tv, rádio, cultura, shows, imprensa etc… nos catequizam diuturnamente nos valores humanistas e temos tolerado. A ciência e a razão são passados como absolutos e não o são. Até a pregação da fé por vezes se contamina com cuidados humanistas, desviando-se do autor da fé para a criatura, fazendo concessões, amaciando o evangelho, ajeitando as coisas. TOLERÂNCIA.
Em nome da tolerância temos que aceitar divórcio, re-casamento, adolescentes e jovens “ficando”, experimentando drogas, bebida alcoólica, sexo, rebelando-se, namoro misto, homossexualismo, etc…Para ficarmos bem com todos não nos posicionamos com clareza, aceitamos o meio sim, o meio não, a dúvida, o homossexualismo, a avareza, a esperteza, a sensualidade, a exposição ostensiva do corpo etc…. VALORES MUNDANOS. I Jo, não ameis o mundo…Depois de aceitarmos em nossa mente estes desvios por anos, ficamos perguntando: o que aconteceu com os meus filhos? O que fiz de errado? Porque Deus não o salvou? Por causa da TOLERÂNCIA.
Ap. 2;20-23 (tenho contra ti o tolerardes…) é impressionante observar que neste caso, fica claramente exposto que o pecado dos pais estava causando a morte dos filhos, leia o texto completo e observe.
“O fim de toda esta tolerância pregada pelo mundo será a intolerância para com aqueles que não forem tolerantes”.
Vejamos o que a bíblia tem a nos dizer em
Ml 3 13-18, 4:1-6
– Uns se perguntam:
– De que valeu servir ao Senhor?
– É inútil.
– Os soberbos é que são felizes, os que cometem impiedade.
Aqueles que temem a Deus dizem:
– Falam uns aos outros – Deus os ouve.
– há um memorial diante dEle para os que O temem.
– Serão um particular tesouro e serão poupados.
Resultado:
– Verão de novo a diferença entre o justo e o injusto…
Ml 5-6 Enviarei o profeta Elias e ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais ….
Temos ouvido muitas angústias acerca de crianças, jovens e adolescentes, gostaria de fazer algumas considerações:
1- A tarefa mais importante de sua vida é fazer de seus filhos verdadeiros discípulos Ef 6:1,2. Esta tarefa é indelegável, insubstituível, impostergável, é árdua, mas também tremendamente compensadora. Você é o primeiro e maior responsável perante Deus. Quem reclama de seus filhos reclama de si mesmo.
2- Reconheça diante de Deus por completo as suas deficiências como pai. Pare de culpar Deus, a Igreja, os adolescentes, os amigos, etc… assuma a sua carga. Seja pai de seu filho enquanto um traficante não o adota. “Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando podiam”.
3- Filhos em qualquer idade necessitam de direção, segurança, limites.
4- Se você não fizer a cabeça de seu filho, alguém o fará. Estudos indicam nos EUA que uma criança de 12 anos de idade assiste a 7000 horas de tv, e 5000 horas de aulas…. quantas horas de bíblia, oração e comunhão????
5- Quando eu era solteiro falava do propósito de Deus para os filhos e alguns não ouviam por que eu não era pai.
Casei-me, continuei dizendo as mesmas coisas, alguns não ouviam dizendo ele ainda não tem filhos.
Tive o 1° filho continuei dizendo as mesmas coisas, e não ouviam porque ele ainda era bebe.
Tive a 2° filha e diziam, vai ver quando tiver 6,7 anos
Tive o 3° e diziam, vai ver quando forem adolescentes
E assim sucessivamente. Será que para ministrar sobre roubo eu teria que ter sido ladrão? E sobre drogas? Prostituição? Etc….O fato de não termos vivenciado estas coisas nos torna inaptos a ministrar alguém que esteja nelas???
Interessante é que sempre que posso procuro irmãos que tenham filhos mais velhos e sejam bênção e pergunto como fizeram, o que não vejo aqueles argumentadores fazerem.
Quero dizer a quem usa este tipo de argumento.
a- O que muda um homem não é a experiência de outro, mas a aplicação da Palavra de Deus em sua vida portanto este argumento é carnal.
b- Ao argumentar desta maneira você está profetizando maldição sobre a vida do seu irmão, ainda que inconscientemente. Ainda bem que a maldição sem causa não se cumpre…..
6- O engano da desculpa da maldição de família.
a- Quando você foi batizado passou a fazer parte de uma nova família, portanto as maldições passadas foram aniquiladas por Cristo, tome posse do que é seu.
b- Você agora é o primeiro de mil gerações de abençoados….
c- Não precisamos ficar revirando o passado (psicanalise, regressão) para descobrir coisas.
d- Cuide do presente e do que você estará deixando para o futuro de seus filhos.
e- Aquilo que Deus te revelar do passado precisa ser confessado, deixado e restituído.
f- O teu futuro depende do que você fizer à partir de hoje, muito mais do que do seu passado.
7- O engano do estou fazendo tudo certo e não muda. A Palavra de Deus à maneira de Deus sempre funciona. Muitos pais se enganam achando que estão fazendo tudo certinho, mas são inconstantes, desapercebidos, não demonstram afeição, são incoerentes, obscuros, preguiçosos, etc… no fundo não estão fazendo da maneira de Deus. NÃO EXISTEM FILHOS PROBLEMA, EXISTEM PAIS PROBLEMÁTICOS.
8- O melhor método de ensino é o exemplo: OBEDEÇA. Se há muitos jovens vazios deve ser porque muitos adultos não estão transbordando.
9- Não dê coisas, dê de si mesmo. Há uma história de um filho que pede dinheiro ao pai e depois quer comprar a sua hora de trabalho.
10- O marido que reclama da esposa na verdade reclama de si mesmo, pois a ele cabe a tarefa de apresentar a esposa santa e sem defeito perante ele mesmo… A melhor coisa que o pai pode fazer por seus filhos é amar a mãe deles, e a mãe, respeitar o pai deles. Ef 5:26
Lembremos que toda a família tem sua origem em Deus que é Pai, Ele nos deu a incumbência de apresentarmos nossas famílias a Ele, concedeu-nos o privilégio da paternidade, acheguemo-nos a Ele pois, e dele receberemos toda a instrução e graça necessárias a esta sublime tarefa.

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

QUAL A IMAGEM QUE VOCÊ TEM DE JESUS COMO HOMEM?

QUAL A IMAGEM QUE VOCÊ TEM DE JESUS COMO HOMEM?

Talvez seja melhor voltar a nossa busca para as nascentes das águas, para aquela poderosa
raiz de onde estes galhos crescem. Quem é este que nós alegamos vir dele, cuja imagem todo homem carrega? A que ele se parece? Na busca de um homem pela sua por sua força, dizer a ele que ele é a imagem de Deus, pode não soar como um  grande encorajamento à primeira vista. Para a maioria dos homens, Deus é distante ou fraco, aquilo que eles de fato lembram de seus pais terrenos. Seja honesto agora; qual a sua imagem de Jesus como homem? “Não é ele um tipo de manso e suave”? Um amigo comentou. “Quer dizer, as figuras que eu tenho dele mostram um cara gentil com crianças ao seu redor. Tipo Madre Tereza” Sim , aquelas figuras que eu mesmo ví em muitas igrejas. De fato são as únicas figuras que eu ví de Jesus. Como eu disse antes, elas me deixaram a impressão de que ele era o cara mais legal da terra. Mister Rogers (personagem de série americana) com uma barba. Dizer-me para ser parecido com ele, é como dizer-me para ser frouxo e passivo. Seja legal. Seja bacana. Seja como MadreTereza.
Eu preferiria ouvir: seja como Wiliam Walace.

Tradução livre de texto de John Eldredge.

PRECISAMOS DE UM GUIA


 PRECISAMOS DE UM GUIA



Não importa quais são os detalhes, quando um homem fala do maior presente que recebeu do pai – se o pai lhe deu algo digno de ser lembrado-  é sempre a masculinidade que ele passa adiante.
Isso é essencial, pois a vida vai te testar. Como um navio no oceano, você será testado, e as tempestades vão revelar as suas fraquezas como homem. Elas já te testam. Como você poderia descrever a raiva que você sente , o medo, a vulnerabilidade a certas tentações? Você sabe do que eu estou falando. Então a nossa reação básica para com a vida se resume a: ficar naquilo que conseguimos lidar, e deixar de lado todo o resto. Comprometemo-nos naquilo que podemos ou devemos – como no trabalho- e ficamos com um pé atrás no que temos certeza que falharemos, como nas águas profundas do relacionamento com a sua esposa o seus filhos, e em nossa espiritualidade.
A iniciação masculina é uma jornada, um processo, uma história que se desenrola no tempo. Pode ser um evento poderoso e maravilhoso experimentar uma benção ou um ritual, ouvindo discursos proferidos a nós numa cerimônia. Esses momentos podem ser cruciais em nossas vidas. Mas existem apenas momentos, e momentos, como você bem sabe, passam rápido e são engolidos pelo rio do tempo. Precisamos de mais do que um momento, ou um evento. Precisamos de uma jornada, uma história épica de muitas experiências cozidas juntas, construídas uma a uma em progressão. Precisamos de iniciação. E precisamos de um Guia
por Daniel Gabler

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SER PAI, UM BREVE TESTEMUNHO.




SER PAI, um breve testemunho.


Meu nome é Dag Henrique Gabler, feito filho de Deus por meio de Cristo Jesus, marido de uma esposa virtuosa há 26 anos, pai de três filhos abençoados dos quais muito me orgulho, empresário, presbítero da igreja... totalmente consciente de que tudo o que alcançamos até aqui é fruto da graça de nosso Pai Celeste que em sua bondade nos tem conduzido ao arrependimento e à obediência.

Certa feita em conversa com um irmão em Cristo bem mais maduro que eu, questionava pela razão objetiva para se casar, uma vez que Paulo dizia que ficar solteiro era honroso e que evitaria sofrimentos... a resposta do irmão foi surpreendente para mim. Ele me disse o casamento é o único relacionamento legítimo onde você poderá experimentar algo que só experimentará aqui na terra, não poderá fazer isto na nova Jerusalém. Fiquei curioso por saber do que se tratava e como todo solteiro naquela idade pensei no relacionamento sexual, mas o irmão emendou, só no casamento você terá o privilégio de experimentar o principal atributo divino, a paternidade, o casamento é a única forma legítima aos olhos de Deus de se experimentar na plenitude a paternidade. Explico melhor, é por meio do casamento que gerando filhos, poderemos ser imagem de Deus para nossos filhos, experimentaremos o que significa ser Pai e demonstraremos a nossos filhos o caráter de nosso Pai celeste! Uau! Que tremendo privilégio, pensei. Eu com todas as minhas debilidades, serei capaz de experimentar da paternidade e transmitir a meus filhos o que Deus é em sua essência!!! Por um lado me senti imensamente privilegiado, de outro lado que responsabilidade terrível... o fato é que esta conversa dissipou meus temores acerca do casamento e me apresentou um desafio maravilhoso de experimentar esta paternidade e viver este privilégio. Poucos anos depois me casaria e iniciaria esta empolgante jornada da paternidade, digo-vos o irmão estava certo, que privilégio tremendo!!!

Interessante que bem antes disto, cerca de seis anos antes, havia participado de um seminário “conflitos da vida”, onde fora instruído de forma muito simples e clara sobre o funcionamento da família, e aquilo passou a fazer parte de minha vida, ao ponto de sendo ainda solteiro e bem jovem, utilizava os ensinos recebidos e instruía casais nos quesitos básicos que aprendera, e aqueles que creram na palavra anunciada, se beneficiaram tremendamente do que Deus pode realizar pela obediência.

Em outra ocasião tive o privilégio de passar dois ou três dias na casa de uma família na Argentina e o que vi me encheu de fé e esperança, os princípios que havia ouvido no seminário, agora eu via diante de meus olhos sendo aplicados e produzindo os resultados esperados, um casal vivendo em harmonia, cinco filhos naturais que simplesmente encantavam quem os conhecia, pela educação, respeito, serviço, obediência, alegria... parecia coisa de cinema, me encantei e pensei, quero isto para minha casa. Tive o privilégio de receber este casal , duas filhas e duas amigas em minha casa anos mais tarde, e confirmar o que vira lá, filhas obedientes, respeitosas e muito felizes, nesta época os meus filhos ainda eram pequenos e muito fomos enriquecidos com este convívio, só para fechar este assunto, este casal teve cinco filhos naturais e cuidou de mais sete adotivos em diversas faixas etárias, todos comprometeram-se com Cristo e servem ao Senhor.

Também não poderia esquecer de que fui criado por pais zelosos e atentos ao que acontecia conosco, para se ter ideia, jamais presenciei uma discussão em voz alterada de meus pais, e sei que eles tinham suas diferenças de opinião... aprendi deles esta lição e inúmeras outras, de novo fui privilegiado por viver em uma família estável, que se respeitava e na luz que tinha buscava viver uma vida reta, diga-se de passagem, conheço famílias com muito mais informação sobre o Reino de Deus que sequer passa perto do que vivemos... certamente tive minhas neuras de adolescente e inúmeras crises em minha mente, mas uma boa semente fora plantada e creio que floresceu. Nestas neuras, uma me ocupou por um bom tempo, eu me ressentia da ausência de meu pai, ele trabalhava demais da conta, era o que sabia fazer para demonstrar seu amor por nós, só descobri isto alguns poucos anos depois de convertido, quando me foi revelado Ml 4:6, daí meu coração se converteu ao de meu pai e nos tornamos bons amigos, batemos bons papos, no fim de seus dias, acometido por grave enfisema pulmonar tive a oportunidade de auxiliar em seus banhos e de fazer sua barba, o que mais senti com sua falta, foi que meus filhos não teriam o privilégio de ter sua companhia e receber do avô aquilo que eu pude receber do meu.

Outra influência de inestimável valor foi meu avô materno, figura única para se ter uma ideia um tio mandou escrever na lápide dele; aqui jaz... viveu em paz com os homens, com Deus e com sua criação. Tive a riquíssima experiência de viver com meu avô até os dezesseis anos de idade, quando ele partiu aos 93 anos, com ele passava horas ouvindo histórias de bois, exposições, causos dos antigos, brincava com um sacolão de moedas antigas, construímos galinheiros, andei de cavalo, e mais no fim de suavida, fiz sua barba e cortei seu cabelo, ele era portador de uma paciência enorme e como ele dizia eu era muito “estabanado”, ainda não me livrei deste mal, e é o que me impede de ser um bom artesão, falta-me a paciência e a meticulosidade necessárias a transformar as coisa naquilo que imaginei, aliás este é também meu problema com o futebol, a dança etc... minha pequena cabeça vai muito adiante de minhas habilidades físicas, aí a frustração vem e paro o que estou fazendo.

Minha mãe, outra figura de inestimável valor, tinha suas debilidades, a que mais me irritava era que se ela achava algo bom, isto seria bom para todos (tenho percebido que não era só ela, parece que isto é meio que universal no meio das mulheres...), mas o fato é que ela era incansável em suas responsabilidades, cuidava de toda a família, da casa e ainda moravam conosco meu avô e uma tia enferma que dava muito trabalho, além disso sempre haviam parentes do interior e outras pessoas que nos procuravam para serem encaminhados a hospitais e médicos, nossa casa sempre foi muito movimentada, aprendi a hospitalidade com ela, bem antes de ouvir esta palavra nas escrituras... interessante que em meio a toda esta atividade, ela encontrava tempo para se dedicar ao Senhor e aos irmãos, a capacidade de se encantar com as pequenas e grandes coisas da natureza, o deslumbramento com as maravilhas da criação, seu entusiasmo com viagens e com novas descobertas, uma mulher virtuosa sem dúvidas.

Lembrando destas coisas sou obrigado a dizer, muitíssimo obrigado Senhor, nada disto foi mérito meu, não merecia nada, e me deste graciosamente tudo. Ajuda-me a de alguma maneira abençoar a famílias nesta geração, toda esta riqueza não pode ficar retida em mim. Ajuda-me!

Teria ainda muitas outras boas influências a citar, mas fico por estas que foram as principais.

O resultado de tudo isto é que quando nos casamos, minha esposa e eu, desejávamos cumprir o propósito de Deus para a família, em sua plenitude, cremos de todo o coração nas declarações bíblicas acerca da bênção que são os filhos e também na sabedoria divina repartida em  sua Palavra sobre como deveríamos instruir e educar nossos filhos e também na suma importância de sermos nós o seu primeiro modelo do que é ser de Cristo, nossos três filhos foram desejados e amados antes de serem concebidos e foram recebidos como um presente das mãos dos Pai, que nos incumbiu de cuidar daqueles que lhe pertencem para apresenta-los de volta a Ele no tempo devido, talvez esta seja a parte mais dura de toda a experiência, saber e agir de acordo com a verdade de que aqueles a quem tanto amamos e nos devotamos, na verdade não nos pertencem, mas são propriedade do Altíssimo e portanto não temos o direito de agirmos segundo o nosso entendimento, mas temos a suprema necessidade de perguntarmos a Ele o que fazer, como fazer etc... nossa sabedoria e conhecimento naturais são insuficientes e inadequados a tão gloriosa tarefa, a pseudo sabedoria dos sábios deste século, pior ainda. Somente quem criou e designou tem o necessário a nos socorrer no desempenho deste serviço.

Mesmo sabendo disto tudo, iniciamos nossa caminhada com muitas incertezas, medos, inseguranças, mas o que fazíamos ou deixávamos de fazer era feito por fé. Na certeza de que Deus de alguma forma interviria e nos orientaria em cada circunstância, podemos dizer hoje que com certeza esta fé foi comprovada e mostrou-se adequada.

Uma chave que nos abriu inúmeras portas foi descobrir Mt 6, aprendemos cedo que nossos filhos seriam educados para satisfazer ao Senhor e não aos homens, buscamos sempre a aprovação divina, sem nos preocuparmos em mostrar nossos filhos aos homens, não os poupamos de nada, tampouco os expusemos indevidamente. Grave mal causamos a nossos filhos quando os educamos para ficarem bem diante dos homens, corrigimos o seu comportamento para que vejam os “filhos do pastor”. Iisto é morte. Eduquemos nossos filhos para que sejam aprovados por Deus, não pelos homens. Neste sentido foi de imensurável ajuda a leitura do livro “pastoreando o caroção das crianças”, uma verdadeira pérola que nos deu clara orientação de focarmos o coração, o íntimo, e não o comportamento. Afinal nosso propósito é criarmos cidadãos do céu e não meninos bem comportados para uma sociedade doente, somente pessoas com um coração forte e bem estabelecido serão de real utilidade nesta terra, rapazes e moças bonzinhos não suportarão a pressão dos tempos.

Nossos três filhos foram criados naquilo que entendemos e cremos ser a disciplina e admoestação do Senhor, foram profundamente amados, instruídos, ensinados e corrigidos sempre que necessário, ainda hoje nos chamam de radicais, extremados, exagerados e sei lá eu de que mais, mas uma coisa é fato nossos filhos tem clara definição de identidade e de propósito, certamente não se encaixam na definição de sucesso deste século, seja ela a definição dos religiosos ou a dos estudiosos, mas estão todos no Senhor, tem seus dilemas pessoais, e nenhum trauma ou revolta ou quaisquer das neuras que esta “ciência moderna” nos tenta dizer que são consequência do uso da orientação bíblica na formação dos filhos. Esta “ciência” tem mais é que ser contrária à bíblia, pois homens e mulheres que tenham claro em seu coração qual sua identidade e propósito serão altamente tóxicos para o sistema desta terra.

Em nossa tarefa fomos imensamente ajudados por vários irmãos que nos instruíram, participaram de nossas aflições, também por vários livros de valor incalculável, o que dizer de livros como; ouse disciplinar, disciplina um ato de amor, conversa franca, esconde esconde, educando meninos, educando meninas, pastoreando o coração da criança, coração selvagem, a grande aventura masculina, barbarakah, a apostila de fundamentos sobre a família, a família do cristão, e etc... a inestimável contribuição de irmãos que nos ensinaram em público ou em particular sobre este assunto...

Lí de um escritor alemão; para todo o ofício o homem se prepara, mas para o maior ofício de todos, o casamento, ninguém se prepara. Esta é uma triste verdade, as pessoas pensam que para viver uma vida de família, aquilo que aprendemos em nossas casas é suficiente, se tudo que quisermos for repetir o que nossos pais viveram, de uma forma mais pobre, isto é suficiente. Contudo se quisermos desfrutar de tudo o que Deus propôs para a família, temos muito o que aprender, seja com nossos irmãos, com boa literatura, seminários, observação pura e simples de como vivem os que estão próximos de nós em santidade, observação do que é positivo e do que é negativo... ouvindo, vendo perguntando, o fato é que não sabemos como convém e” a graça de Deus se manifestou salvadora educando-nos para que renegadas a impiedade e a perversão, vivamos no presente século, vida sensata, justa e piedosa.”  É verdade, Deus providenciou tudo o de que necessitamos para uma vida em abundância já nesta terra, contudo se nos acomodarmos ao que vemos ao nosso derredor diariamente, continuaremos a viver uma vida medíocre e a contar com a sorte para vermos dias melhores, isto é uma lástima.


FLÁCIDOS COM PEQUENAS PAIXÕES

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