quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A busca por segurança

Recebí o link de um blog em inglês e decidi traduzir, pois achei o conteúdo muito interessante. Embora não faça citação explícita da Bíblia, demonstra a real necessidade humana.



A busca por segurança
Escrito por Joshua Becker
Traduzido por Dag

É próprio da natureza humana necessitar e desejar segurança.

Nós temos procurado por ela em todos os lugares errados.

Um senso de segurança pode vir de bens materiais ou de relacionamentos que nos dão apoio. De fato, pesquisas apontam que as pessoas que não se sentem amadas e aceitas por outras tendem a enfatizar as possessões materiais.

Margaret Clark, uma mestra de psicologia em Yale, descreveu isto desta forma:

Humanos são criaturas sociais com vulnerabilidades. Relacionamentos próximos proveem proteção. Por exemplo, bebes não sobrevivem sem outras pessoas. Mas as possessões materiais também oferecem proteção e segurança. Humanos necessitam de comida, vestimentas e teto (moradia) para sobreviver. É necessário um mix de coisas para fazê-lo sentir-se seguro. Mas se você supervalorizar uma fonte de segurança, as pessoas vão considerar menos as outras.

Esta descoberta foi baseada em dois projetos de pesquisa únicos que ela e seus colegas conduziram e publicaram em março de 2011 no “The Journal of Experimental Social Psicology”. A pesquisa conclui dos estudos que aqueles que não se sentem internamente seguros nos seus relacionamentos pessoais, sempre irão colocar maior valor em posses materiais.

Esta é um realidade importante para cada um de nós considerarmos e entendermos.

Aqueles que encontram apoio em relacionamentos pessoais próximos, não colocam muito valor em bens materiais.

Em nossa sociedade, muitos de nós creem que segurança pode ser adequadamente encontrada na acumulação pessoal de posses materiais. Bem, há um grau de verdade nesta afirmação. Certamente , comida, vestimentas e teto, são essenciais à sobrevivência. Mas a lista de possessões que realmente necessitamos para sobreviver é mínima.

Nós temos confundido necessidades com desejos e segurança com luxo.

Como resultado, muitos de nós possuímos e colecionamos grandes pilhas de estoque de bens materiais em nome da segurança ou da felicidade. Nós trabalhamos longas horas para obtê-los. Nós construímos casas maiores para guardá-los. E gastamos mais energia mantendo-os.

 O fardo da acumulação e da manutenção, vai se tornando devagar o foco principal de nossas vidas. 
Nós gastamos nosso tempo e energia buscando coisas que são de natureza física. Nós sonhamos com um futuro que inclui salários mais altos e casa maiores. Nós tramamos e planejamos para adquiri-las. Nós vamos longe para cuidar delas e ficamos com ciúmes quando alguém tem mais coisas do que nós. Buscamos segurança na acumulação de dinheiro e de aquisições materiais.

Mas a segurança encontrada nas posses é frágil e passageira na melhor das hipóteses. Em nosso ocupado, frenético, mundo do corre- corre, somos deixados com muito pouco tempo ou oportunidades para desenvolver relacionamentos interpessoais profundos. Estamos muito distraídos construindo nosso próprio reino pessoal.

A pesquisa (e provavelmente nossos próprios corações) argumentam contra este pensamento. Nos chamam para lembrarmos a importância das coisas que não podem ser vistas a olhos nus ou adquiridas com dinheiro; amor, amizade, esperança, integridade, confiança, compaixão. Estas são as coisas que trazem substância, plenitude, e alegria duradoura a nossas vidas. Estes são os atributos que trazem segurança durável.

Possamos nós buscar e desejar estas coisas. E assim prover um fundamento de segurança durável para nossas vidas por meio delas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Como é ser filho de Deus? Como acontece na prática essa realidade?

Como é ser filho de Deus?
Como acontece na prática essa realidade?

As escrituras sagradas permeada pelo Espírito Santo é a única fonte confiável de instrução para vivermos essa realidade. Por isso, vou citar um trecho de salmos:

"Todos falam de bem de você meu Senhor; ensina-me a tua palavra. 
Com os meus lábios repetirei os juízos que ouvir de tua boca. Encontrei tanto descanso e leveza no caminho da tua palavra! 
Mais do que em todas as riquezas que pude ajuntar. 

Meditarei na tua palavra, e terei respeito profundo aos teus caminhos.
Meu entretenimento será me aprofundar nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra jamais, me aprofundarei nela.


Faz o bem à mim. 

O bem pra mim é ouvir, meditar e obedecer tua palavra. sou o teu servo, por isso me dá tranquilidade de dias para que eu viva e observe diariamente a tua palavra.

Abre os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei. Elas são maravilhosas e profundas. Sou um peregrino nesta terra; por favor, Papai, não escondas de mim os teus mandamentos. Me ajude a compreendê-los com simplicidade e de forma completa, não como um filósofo.

A minha alma está quebrantada e fico a desesperado por desejar os teus juízos em todo o tempo. Tu repreendeste asperamente aos que pensam que são capazes de entender. Estes, os soberbos, são amaldiçoados, pois pensam que sabem tudo mas se desviam dos teus mandamentos. Não há maldição maior do que viver longe da tua palavra.

Tira de mim, me livra do risco de abandonar tua palavra, isso seria uma vergonha profunda e um desprezo que não posso suportar, pois em meu íntimo eu guardo os teus testemunhos. Me importo com aquilo que você pensa e com a forma como você quer.

Grandes e poderosos se assentaram, e falaram contra mim, mas eu, teu servo, continuo meditando nos teus estatutos. Também os teus testemunhos são o meu prazer diariamente e são as tuas opiniões que me aconselham. A minha alma está apegada ao pó; não quero estar longe da tua palavra; vivifica-me segundo a tua palavra.

Eu te contei todo os meus segredos e te coloquei como a prioridade dos meus caminhos, e tu me ouviste atentamente; agora, quero me calar! Ensina-me os teus estatutos Papai!

Faze-me entender intenção dos teus preceitos; para que eu não me desvie nem um centímetro de sua palavra, aí sim falarei das tuas maravilhas que compreenderei com destreza. A minha alma se consome de tristeza; por favor meu Pai amado, me fortalece não pela comida ou energia desta existência, mas segundo a tua palavra.

Me protege de tomar o caminho da falsidade, falando do que não vivo, nem induzindo outros a irem por onde eu não entendo, mas concede-me piedosamente compreender e cumprir a tua lei. Eu escolhi o caminho da verdade; e me propus firmemente a seguir os teus juízos, ainda que isso me custe a vida. Eu me apego aos teus testemunhos; ó Senhor, não me deixes sem o verdadeiro entendimento, para que eu não me confunda.

Enfim, eu correrei velozmente pelo caminho dos teus mandamentos, porque eles me tornam um homem forte e livre diante de todos.

Um pouquinho de Salmo 119 (vers 12-32)
(Não é o texto literal que estou escrevendo é como eu orei ao meu Pai este Salmo queridos hoje de manhã).

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Cristo em nós.



Durante um período de oração em grupo, veio-me à mente um pensamento bem forte e claro:

Nunca foi a intenção do Pai, que nós nos tornássemos parecidos com o filho mediante esforço e tentativa e erro, mas o projeto é que o Cristo seja formado em nós por nossa permanência nele. Ou seja é Deus quem efetua esta transformação, nossa parte é permanecer ligado à videira!!! (Jo 15)

Isto deveria ser motivo de grande alegria e descanso para nossas atribuladas almas, não se trata de reformar a vida natural e elevá-la a uma nova dimensão, não, isto não é possível, afinal carne e sangue não herdarão o reino de Deus. O projeto é de uma substituição da vida do velho Adão pela vida de Cristo em nós, é por isto que a superior aliança descrita no livro de Hebreus fala de termos um novo coração, de ter o Espírito de Deus e de ter as leis inscritas em nossa mente,  tudo isto realizado por Deus!!! (EU LHES DAREI, é o que Deus diz).

Qualquer esforço no sentido de operar esta mudança à partir de nossa velha natureza, se mostrará inócuo, e uma completa abominação a Deus, pois deixa de lado o sacrifício do Cordeiro, o qual de uma vez por todas encerrou todos os sacrifícios, ao tentarmos nos aperfeiçoar na carne, estamos dizendo; Senhor, não era necessário a morte de teu filho, com uma boa dose de esforço eu consigo me tornar uma versão melhorada de mim mesmo... isto é abominável.

Voltando ao projeto original, o Pai quer manifestar o Filho por meio de nós, e isto acontecerá à medida em que permanecermos nele.

A compreensão destas realidades certamente mudará nossa prática de vida, que o Senhor ilumine os olhos de nosso entendimento e nos faça compreender este mistério.

O que mantém o boi no pasto é o capim e não a cerca.


O que mantém o boi no pasto é o capim e não a cerca.

Obviamente, não me atreverei a fazer um tratado sobre bovinos, tampouco insinuar que pessoas devam ser tratadas como bois, mas acho a ilustração muito apropriada aos relacionamentos humanos, sobretudo na igreja.

Quanto tempo perdemos concertando cercas (fazendo limites, regras, leis visando proteger o povo), que acabam se mostrando inúteis, quando deveríamos estar cuidando do capim (alimento) e do rebanho (pessoas).

O alimento adequado não é somente a pregação da Palavra, a qual é fundamental!!! Mas também a existência de relacionamentos corretos e significativos, baseados na realidade do Espírito de Deus em nós. O reino de Deus é relacionamentos, já dizia um irmão há muitos anos. Uma visão clara, também é fundamental.

Relacionamentos mal conduzidos (sem levar em conta a intermediação de Cristo, baseados na carne e suas expectativas incabíveis) causam divisões entre as pessoas, muito mais do que divergências de opinião e de doutrina.

A medida da maturidade é o amor ágape, I Co 13;11 Paulo afirma, “quando eu era menino...” qual a diferença entre o menino e o adulto segundo este texto? O amor. Todas as coisas que Paulo cita no início do texto, são coisas próprias de meninos, ciúme, buscar o próprio interesse, se conduzir inconvenientemente etc...

Quando Jesus quis deixar um sinal claro de que as pessoas o seguiam, ele disse: “nisto conhecerão todos, que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Não citou qualquer dos indicadores externos que muitas vezes defendemos ardorosamente, foi direto à raiz de todas as coisas, se tiverdes amor... cumprireis a lei e os profetas. Para que o amor seja perceptível, os relacionamentos são insubstituíveis... 

Quando da separação das ovelhas dos bodes em mateus 25;40, novamente o sinal é o amor. “cada vez que o fizestes a um destes meus pequeninos, a mim o fizestes”.

Acredito que um ambiente de ternos afetos e misericórdias e cuidado meticuloso de uns para com os outros, aliados a uma sã doutrina, são os ingredientes fundamentais para que as pessoas desejem permanecer em sua vida comunitária, sem nenhuma necessidade de regras e programas mirabolantes que as mantenham presas dentro de um cercado, ansiando pelo dia em que conseguirão romper a cerca, em busca de melhor alimento.

João
15.12   O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
15.13   Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos
15.14   Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.
15.15   Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.

Gálatas
6.1   Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.
6.2   Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo
6.3   Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana
6.4   Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro.
6.5   Porque cada um levará o seu próprio fardo.
Provérbios
27.23   Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos
Colossenses
3.14   acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Palavras frívolas


Mt 12.36   Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;

Um dia destes em uma festa de casamento  pude reencontrar algumas pessoas que um dia já foram próximas e que hoje não mais o são, observando as pessoas e o que ocorreu com o passar dos anos, veio-me à mente o versículo acima, a princípio achei meio estranho lembrar-me deste versículo em meio a uma celebração tão linda, mas logo fui dando conta do porque da lembrança. Ao rever as pessoas lembrei-me de falas em nossos relacionamentos e de inúmeras palavras desnecessárias e até totalmente inadequadas que em meio às nossas vidas foram ditas.

Passei então a pensar no que seriam palavras frívolas;

Palavras enganosas, ditas sem amor, destinadas a ferir, utilizadas com o propósito de me exaltar e rebaixar o meu próximo, palavras confusas, que separam amigos, que geram desconfianças, que maculam a imagem do meu próximo, que lisonjeiam, com o propósito de obter ganhos à custa de outros, palavras de traição, de desprezo, indiferença, de comentários inadequados, que descobrem a nudez do meu próximo, que geram desconfiança, desamor,  palavras de morte e maldição, de medo e desânimo, palavras sem sentido ou com sentido dúbio, lançando suspeitas onde elas não existiam, palavras que ferem, que humilham, que expõem o que deve ser mantido em secreto, palavras lançadas ao vento sem considerar as fraquezas e necessidades dos que ouvem, palavras duras que suscitam contendas, palavras que separam amigos, palavras impensadas, palavras cuidadosamente ensaiadas com o propósito de causar dano. Palavras que me protegem ferindo o meu próximo, palavras que jamais deveriam ter sido ditas, palavras que jamais foram ditas e assim omitiram o amor devido ao meu próximo,... penso que na verdade, toda a palavra que não edifica é frívola, assim com é frívolo aquele que tem a palavra que edifica e não a diz.

Enfim, uma infinidade de palavras mal utilizadas e omitidas, das quais, segundo o texto sagrado, prestaremos conta de cada uma delas...

Um sentimento de pesar e tristeza me ocorreu então, e junto um súplica por misericórdia e perdão, pois nem mesmo me lembro de quantas e quantas palavras frívolas já saíram dos meus lábios, e das quais sequer tive a percepção do dano que estavam causando, não podendo assim me redimir das mesmas. Como disse Isaias, sou homem de lábios impuros... toca Senhor meus lábios com as brasas do teu altar!

Ainda como disse Davi, “livra-me das faltas que me são ocultas”, sim, livra-me Senhor das faltas que não vejo em mim mesmo. 

Também Tiago nos diz, “se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão”... aperfeiçoa-me ó Senhor! 

Analisando os versículos anteriores e posteriores, vem algo óbvio mas que insistimos em  não nos dar conta, toda palavra dita e omitida tem sua origem em meu coração, assim as minhas palavras são o espelho de meu coração, ainda que eu não queira dar a conhecer o meu coração, as minhas palavras demonstram claramente que tipo de tesouro há nele, e por fim são nossas próprias palavras que nos justificarão ou nos condenarão!!! 

Assim o que determinará o que há dentro de meu eu verdadeiro, não é o que penso a meu respeito, mas aquilo que é demonstrado como fruto de meu coração, por minhas palavras. O homem é o que ele pensa, e não o que ele pensa que é!!! 

Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença ó Senhor!!!

FORÇA X CÃS

Força x cãs   Muitas vezes ouvi de meu pai a seguinte frase; ah... se eu tivesse hoje a sua idade, com a...