quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Palavras frívolas


Mt 12.36   Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;

Um dia destes em uma festa de casamento  pude reencontrar algumas pessoas que um dia já foram próximas e que hoje não mais o são, observando as pessoas e o que ocorreu com o passar dos anos, veio-me à mente o versículo acima, a princípio achei meio estranho lembrar-me deste versículo em meio a uma celebração tão linda, mas logo fui dando conta do porque da lembrança. Ao rever as pessoas lembrei-me de falas em nossos relacionamentos e de inúmeras palavras desnecessárias e até totalmente inadequadas que em meio às nossas vidas foram ditas.

Passei então a pensar no que seriam palavras frívolas;

Palavras enganosas, ditas sem amor, destinadas a ferir, utilizadas com o propósito de me exaltar e rebaixar o meu próximo, palavras confusas, que separam amigos, que geram desconfianças, que maculam a imagem do meu próximo, que lisonjeiam, com o propósito de obter ganhos à custa de outros, palavras de traição, de desprezo, indiferença, de comentários inadequados, que descobrem a nudez do meu próximo, que geram desconfiança, desamor,  palavras de morte e maldição, de medo e desânimo, palavras sem sentido ou com sentido dúbio, lançando suspeitas onde elas não existiam, palavras que ferem, que humilham, que expõem o que deve ser mantido em secreto, palavras lançadas ao vento sem considerar as fraquezas e necessidades dos que ouvem, palavras duras que suscitam contendas, palavras que separam amigos, palavras impensadas, palavras cuidadosamente ensaiadas com o propósito de causar dano. Palavras que me protegem ferindo o meu próximo, palavras que jamais deveriam ter sido ditas, palavras que jamais foram ditas e assim omitiram o amor devido ao meu próximo,... penso que na verdade, toda a palavra que não edifica é frívola, assim com é frívolo aquele que tem a palavra que edifica e não a diz.

Enfim, uma infinidade de palavras mal utilizadas e omitidas, das quais, segundo o texto sagrado, prestaremos conta de cada uma delas...

Um sentimento de pesar e tristeza me ocorreu então, e junto um súplica por misericórdia e perdão, pois nem mesmo me lembro de quantas e quantas palavras frívolas já saíram dos meus lábios, e das quais sequer tive a percepção do dano que estavam causando, não podendo assim me redimir das mesmas. Como disse Isaias, sou homem de lábios impuros... toca Senhor meus lábios com as brasas do teu altar!

Ainda como disse Davi, “livra-me das faltas que me são ocultas”, sim, livra-me Senhor das faltas que não vejo em mim mesmo. 

Também Tiago nos diz, “se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão”... aperfeiçoa-me ó Senhor! 

Analisando os versículos anteriores e posteriores, vem algo óbvio mas que insistimos em  não nos dar conta, toda palavra dita e omitida tem sua origem em meu coração, assim as minhas palavras são o espelho de meu coração, ainda que eu não queira dar a conhecer o meu coração, as minhas palavras demonstram claramente que tipo de tesouro há nele, e por fim são nossas próprias palavras que nos justificarão ou nos condenarão!!! 

Assim o que determinará o que há dentro de meu eu verdadeiro, não é o que penso a meu respeito, mas aquilo que é demonstrado como fruto de meu coração, por minhas palavras. O homem é o que ele pensa, e não o que ele pensa que é!!! 

Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença ó Senhor!!!

Um comentário:

  1. Amém, Senhor! Suspeito que essa palavra pegou geral. Mas, se não, a mim pelo menAs, que não fecho essa matraca. "No muito falar não falta transgressão". Tendeu, Leandra?! #calabocaentão

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