quinta-feira, 27 de agosto de 2015

o que permanece.

Agora permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três o maior deles é o amor.

Achei-me pensando nesta frase após ouvir algumas afirmações sobre fé.

É impressionante como em nossos dias parece que o mais importante é a “nossa fé”, e não me refiro aqui à fé redentora em Cristo e seu senhorio e outras questões fundamentais à fé cristã, ou mesmo à fé necessária à cura física e outras manifestações, mas às nossas convicções pessoais ou mesmo coletivas, de como a fé se manifesta em nosso viver diário, formas de culto, formas de reuniões ou a falta delas, maneira de vivenciar o discipulado, exaltação de nossa liberdade de consciência e fé, enfim uma enormidade de questões práticas pelas quais estamos prontos a lutar bravamente com argumentos brilhantes, e quão fracamente nos posicionamos por aquele elemento que é o mais importante.

Em nome de divergências de fé, e de proteger o rebanho, temos muitas vezes  assumido posturas individualistas, construindo cercas e muros, entrincheirados em nossos castelos de “fé”, acabamos por excluir de nosso convívio os diferentes, os que ainda não compreenderam, ficamos impacientes com aqueles que seguem conosco mas não compreenderam a “revelação do reino”, onde fica o amor nisto???

Interessante notar que em seus últimos dias nesta terra, o Cristo se preocupou em deixar bem claro o que era mais importante, Jo 15 afirma, “se me amais guardareis os meus mandamentos, o meu mandamento é este; que vos ameis uns aos outros”. E ainda “nisto conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Então, faltando poucas horas para sua crucificação, o Cristo se ocupa longamente em deixar clara sua vontade; “amem-se uns aos outros”. Parece-me que a questão aqui se resume ao seguinte, se fizermos tudo certo e falharmos neste ponto, teremos fracassado, contudo se amarmos de fato e de verdade, não vejo como errar nas demais circunstâncias.
Uma decisão fundamental em nossas vidas é se daremos às pessoas o que é certo, ou se daremos Cristo. Observe é totalmente possível dar a alguém o que é certo, sem dar Cristo, obtivemos isto na árvore do conhecimento do bem e do mal, contudo creio ser impossível dar Cristo, sem dar o que é certo, afinal todo o bem tem sua origem nele. Por muito tempo temos nos ocupado em dar a doutrina certa, dar o ensino certo, a maneira correta de reunir, a maneira correta de discipular, as maneira certas de se portar... tudo isto se corrompe com o tempo, quantas vezes já tivemos que corrigir doutrinas, ensinos, práticas, ênfases... se focarmos o Cristo, ele mesmo se encarregará de viver sua vida em nós, necessitaremos de sua palavra para conferir se nossas ações estão em acordo com as dele, afim de não nos enganarmos, mas ele é quem fará tudo. Não é possível dar Cristo sem dar o seu amor.

Acordemos, a hora é avançada,o único sinal exterior que o Senhor disse que nos identificaria é o amor, apressemo-nos em manifestar este sinal, deixemos de lado as coisas de crianças e cheguemos à maturidade, Paulo nos ensina em ICo13 que a maturidade é quando amamos. Quer ser maduro? Quer fazer a vontade de Deus? Quer alcançar pessoas? Quer fazer a diferença nesta terra? Quer ter um propósito de vida? Quer inspirar pessoas? Quer ser semelhante a Jesus? Ame,ame, ame, em toda a plenitude do que significa o ágape de Deus.


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