segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dicas para cultivar o que recebemos.



Amados irmãos e irmãs, vocês que participaram deste adorarte, viram, ouviram e experimentaram muitas situações absolutamente  novas para alguns, outros já haviam presenciado situações onde algo parecido ocorreu, uns foram completamente transformados, outros renovados, pode ser que alguns tenham sido apenas testemunhas do que ocorreu, sem necessariamente terem sido de alguma forma tocados. 

Imagino que na mente de alguns, principalmente daqueles que já experimentaram de alguma forma um renovo da parte de Deus, surjam alguns questionamentos: e agora, é possível manter esta chama acesa??? O que fazer??? Aguardar o próximo encontro para ser novamente renovado???  Como isto afeta meu dia a dia??? Para que tudo isto aconteceu??? Etc...

Esta manhã acordei com estas questões na mente, e fui levado a pensar sobre isto, e o que me ocorreu foi: o que aconteceu nestes dias foi semelhante a encontrar um novo amigo, para alguns e para outros o reencontro com um velho e saudoso amigo. Sim o Espírito Santo é uma pessoa viva, e como pessoa quer ser nosso amigo e relacionar-se conosco de forma profunda e duradoura, não de encontro em encontro, mas continuamente, da mesma forma quando encontramos um bom amigo nesta terra. A princípio há uma identificação e à medida que o tempo passa e o relacionamento se aprofunda vamos nos conhecendo melhor e nos afeiçoando  um ao outro, desenvolvemos um gosto comum pelas coisas, gostamos de gastar tempo juntos, em suma é muito bom andar com um verdadeiro amigo, e se por
alguma razão ficamos longe, a saudade aperta, sentimos falta de sua compainha.

Todo relacionamento que temos pode ser alimentado e fortalecido ou deixado de lado e acaba esfriando e ficando distante, até ser trocado por um novo relacionamento. O que mantém os relacionamentos firmes e significativos são as nossas atitudes para com nossos amigos, o tempo dedicado ao relacionamento, a atenção dispensada, a importância atribuída... enfim como dito no livro “ o pequeno príncipe “, “foi o tempo que você gastou com a sua rosa que a fez tão importante para você”!!!  Esta afirmação é profundamente verídica.  

Gostaria de deixar algumas dicas de como podemos cultivar este relacionamento com nosso amigo:

Antes de mais nada, é fundamental compreender que o Espírito Santo nos reveste de poder, com um propósito. Sermos testemunhas, uma testemunha é alguém que viu algo e portanto está apta a contar o que viu, “sereis minhas testemunhas” com poder!!! A manifestação espiritual sempre visa um fim proveitoso, qual seja nos capacitar ao projeto do Eterno. Portanto testemunhe, conte a sua história, como você vivia e como vive agora e quem operou isto em você.

Há milhares de anos as pessoas que desejam cultivar esta amizade com o Espírito Santo aplicam algumas práticas à suas vidas que auxiliam tremendamente este relacionamento, chamamos estas práticas de disciplinas espirituais, observe, o motivo de se colocar em uma disciplina espiritual é de me deixar ser transformado para melhor compreender o propósito de minha vida, nunca de tentar convencer a Deus de como sou aplicado e mereço seu favor!!! Qualquer das disciplinas abaixo tem a mesma finalidade, transformar a minha vida, mudar a minha mente, jamais mudar a mente de Deus!!! Descreverei brevemente algumas.

1- Oração: orar é conversar com Deus, obseve que eu disse conversar e não falar, numa conversa falamos e ouvimos, assim é orar, é um diálogo e não um monólogo, podemos fazer isto de diversas maneiras ao longo do dia, sozinhos em nosso quarto, enquanto andamos, quando nossa mente não está ocupada com outras tarefas, em grupos pequenos, em grupos grandes, falando em voz alta, apenas em pensamento, uma vez que o Espírito fez de nós sua habitação, estamos em sua presença o tempo todo. Uma ótima sugestão para iniciar na oração é orar com os salmos, recite-os na primeira pessoa, como se você os tivesse escrito...

2- Jejum: jejuar é basicamente abster-se de alimentos por um período para se dedicar à oração, afinar os ouvidos para melhor compreender a vontade de Deus. Ao jejuar, estou declarando que estou disposto a abrir mão de minhas necessidades físicas,principalmente a mim memso, para melhor ouvir ao Espírito de Deus, vou repetir não se trata de tentar convencer à Deus de nada, mas de me disciplinar para melhor conhecê-lo. Pode ser muito eficaz também abster-se de práticas que muito nos atraem por um período.

3- Solitude: retirar-se para estar à sós com Deus é de fundamental importância, ainda que façamos isto em meio às multidões, se conseguirmos sem ofendê-las... nosso mundo não suporta o silêncio, alguns de nós parece até ser alimentados por fiozinhos misteriosos que estão continuamente ligados em nossos ouvidos (rsrsrsrsr). Assim como  quando gostamos muito de ficarmos isolados com nossos amados,  assim o Espírito de Deus anseia estar conosco, lembro-me da célebre frase dos noivos, após todas as festividades, enfim sós...necessário lembrar que solitude não é solidão, o solitário é egoísta e tolo. Só desfrutará de forma legítima da solitude aquele que também desfruta da comunhão.

4- Comunhão:  comunhão de fato só se realiza por meio de Cristo, afinal é Sua presença em nós que nos faz ter algo em comum, digno de ser compartilhado, comunhão de verdade vai muito além de coleguismo, simpatia, idealismo, comunhão por meio de Cristo é Cristo partilhado entre os irmãos, nas mais diversas situações, comendo, bebendo, trabalhando, brincando, servindo, em tempos de tribulação, de alegria, na dor , na tristeza, na festa, na celebração enfim, em qualquer situação em que estejamos conscientes da Sua presença em nossas vidas, ali há comunhão. A comunhão legítima pressupõe que haja também solitude.

5- Confissão: confessar significa concordar com Deus, assumir minhas faltas e declará-las pessoalmente, o pecado sai de nossa vida pela boca. Há uma enorme diferença entre confessar meus pecados e contar os meus pecados, a confissão necessariamente traz consigo pesar e redunda em perdão, relatar pecados sem pesar é mera tagarelice e pode até ser um incentivo a que outros também pequem...além de não produzir qualquer benefício em quem fala. A confissão diretamente à Deus traz o perdão e purificação (IJo 1-9), se quisermos ser curados confessemos nossos pecados uns aos outros e oremos uns pelos outros, para sermos curados (Tg 5).

6- Meditação: meditar é aproximar nossos pensamentos da forma que Deus pensa, este é o objetivo, não se trata de nenhuma forma de algum tipo de esvaziamento mental em busca de alguma energia mística, a meditação Cristã, significa basicamente tomarmos uma porção das escrituras, memorizá-la e começar um processo de compreender com a ajuda de Deus o que Ele realmente está dizendo, até tornar aquele pensamento um pensamento meu, se você acha que não sabe meditar, lembre-se da última vez que alguém aprontou com você, por quanto tempo você meditou naquilo, até perdoar??? O assunto aqui é utilizar o motivo certo para meditar.

7- Contemplação: contemplar é parar tudo e admirar a beleza que contém, observar as coisas e seres pelo que são, não por seu valor comercial, admirar-se, espantar-se, extasiar-se com a beleza que está ao seu redor, Davi dizia: quando olho os céus e as estrelas que criaste... Jesus se referia constantemente à natureza em suas falas, tire seus olhos da correria, contemple a beleza da natureza, o sorriso dos bebes, a imponência de um belo animal, a sonoridade de uma boa música, o sabor de uma boa comida ou bebida, aprenda a enxergar o Criador por detrás de toda arte verdadeira, o mar, os céus, as estrelas, enfim a maravilha do amor de Deus expressa em todos os seus grandes feitos.

8- Submissão: submeter-se é considerar o interesse dos outros antes dos meus, é reconhecer  o valor e importância daqueles que me cercam, não tem nada à ver com subserviência, escravidão, é algo voluntário, uma disposição que nasce do interior, não imposta. Como disse Lutero, “o cristão é o mais livre de todos os senhore e não está sujeito a ninguém, o cristão é o mais humilde de todos os servo e está sujeito a todos os homens”, parece incoerente mas não é, à semelhança do Cristo, nos despimos de nossa liberdade em amor e nos colocamos à serviço de todos os homens.

9- Simplicidade: ser simples é ter um coração não dividido, a atenção do coração é dedicada a um só objeto de seu amor, não há disputas internas pela sua atenção, simplicidade é liberdade, multiplicidade escraviza, o simples está contente com aquilo que tem, não necessita de muitas coisas para se sentir satisfeito, seu foco em Cristo p livra de inúmeras decisões e conflitos desnecessários, sabe estar na presença de reis  e também de miseráveis, não fica disperso com as muitas atrações da feira das vaidades, assim o seu modo de vida é mais tranquilo e proveitoso, afinal quanto mais coisas se tem, mais se quer ter, e mais trabalho teremos para mantê-las.

10- Orientação espiritual: alguns chamam discipulado, outros mentoreamento, seja qual for o nome o fato é que nenhum de nós foi criado para ser independente e viver sozinho, mesmo o mais consagrado dos homens necessita de compartilhar a sua vida e ser animado, corrigido, ensinado, amado, aconselhado, terá seus momentos de angústia e dor e necessitará de ajuda externa, necessitamos nos cercar de pessoas que possam ajudar-nos nestas oras, que ombro a ombro nos levantem, necessitamos conferir a direção de nossa vida, a revelação que temos recebido, necessitamos de pessoas que nos ajudem a ler o mapa, não que façam a viagem em nosso lugar!!! Andar sem orientação espiritual pode nos levar a desvios desastrosos, lembre-se quem anda sozinho pode ir mais rápido, mas nem sempre vai mais longe...

11- Alegria: uma vida disciplinada espiritualmente, com a motivação correta, redundará em profunda alegria de viver, vida em abundância, com significado, propósito, a alegria é a força da vida, independe de circunstâncias e motivos exteriores, a segurança da companhia do Espírito Santo em sua caminhada é suficiente para alimentar a alma mesmo em meio aos mais intensos temporais, a alegria do Senhor é a nossa força!!!  

Meu propósito em escrever estas linhas é de animá-los  a uma prática de vida que poderá perpetuar a alegria destes dias, de forma alguma utilizemos estas práticas como um método para conhecer ou agradar à Deus, as disciplinas são para nossa vida, o acesso ao Senhor nos foi dado por meio do sangue do Cordeiro, não há nada que possamos fazer para merecer este acesso, a prática destas disciplinas, nos deixará mais aptos à guerra que temos a encarar em nossos dias, nos deixará mais atentos, apercebidos e sensíveis à direção do Espírito Santo.

Lembrem-se contem aos seus mais próximos o que Deus realizou dentro de vocês, a transformação ocorrida, sobretudo contem isto através de suas novas obras, foi para isto que Senhor te abençoou nestes dias.


Paz!!!

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